Competições
Jack Robinson e Molly Picklum dominam Sunset Beach
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2 anos atrásem
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Joao Carvalho
Molly Picklum e Jack Robinson vencem o Hurley Pro Sunset Beach no Havaí. Foto: WSL / Tony Heff
Só deu Austrália no Hurley Pro Sunset Beach, com Molly Picklum conquistando o bicampeonato contra a havaiana Bettylou Sakura Johnson e Jack Robinson batendo recordes na decisão com o japonês Kanoa Igarashi. Com as vitórias no último desafio do World Surf League (WSL) Championship Tour (CT) no Havaí, Molly assumiu a ponta do ranking e Jack passou a dividir o segundo lugar com Barron Mamiya, bem pertos do novo líder, John John Florence. O próximo confronto dos melhores surfistas do mundo será no MEO Rip Curl Pro Portugal, de 6 a 16 de março nas ondas de Supertubos, em Peniche.
“Nossa, que momento! Defender um título é muito difícil no nosso esporte, porque o oceano sempre muda a todo instante”, destacou Molly Picklum, que conseguiu sua segunda vitória consecutiva em Sunset Beach. “O mar hoje esteve em sintonia comigo e estou muito, muito feliz por isso. Cada evento o sentimento é diferente, então estou apenas aceitando o que realmente acontece e tentando encontrar pequenos momentos divertidos nisso tudo. Definitivamente, eu não estava tão confiante neste evento. Mas, sempre mantive a confiança e acho que esse é um dos meus pontos fortes”.
Depois da vitória da Molly Picklum nas ondas excelentes de 6-8 pés da quarta-feira em Sunset Beach, Jack Robinson confirmou a primeira dobradinha australiana no alto do pódio no CT 2024. A última tinha acontecido no Rip Curl Pro Bells Beach do ano passado, com Ethan Ewing e a Tyler Wright ganhando a final com a própria Molly na Austrália. Enquanto a decisão feminina valia a liderança no ranking para a vencedora, na masculina o campeão iria dividir a segunda posição com o havaiano Barron Mamiya, pois a lycra amarela já estava garantida por John John Florence.

Jack Robinson passa a dividir o segundo lugar no ranking com Barron Mamiya. Foto: WSL / Brent Bielmann
“Esses últimos meses foram uma loucura para mim em casa. Meu filho nasceu antes de vir para cá, então é muita novidade e estou só tentando me adaptar a tudo”, disse Jack Robinson. “Eu estou muito feliz por hoje. Eu sei que não comecei bem em Pipe, mas não importa, porque eu só estava querendo aproveitar ao máximo e isso é o mais especial. Essa onda na final (9,87) foi muito legal e eu nunca tinha surfado dois tubos na mesma onda aqui. E fazer uma final com o Kanoa (Igarashi) foi muito legal. Nós crescemos juntos, já fazemos isso há muito tempo. É uma história legal e tem muito mais por vir ainda”.
O australiano Jack Robinson também decidiu o título da próxima etapa em Portugal em 2023, vencida pelo brasileiro João Chianca. Chumbinho não competiu no Havaí, mas segue em recuperação e a expectativa é de que ele possa reforçar a seleção brasileira da WSL no restante da temporada. Os dois foram semifinalistas em Sunset Beach no ano passado, com Chumbinho perdendo para o campeão Filipe Toledo e Jack Robinson para o norte-americano Griffin Colapinto. O australiano acabou com a chance do bicampeonato do Brasil, ao barrar Italo Ferreira nas quartas de final.

John John Florence é o novo líder do ranking masculino. Foto: WSL / Brent Bielmann
Foi o primeiro show do campeão nas ondas excelentes da quarta-feira em Sunset Beach. O brasileiro fez a sua melhor apresentação no Havaí, abrindo a bateria com notas 7,50 e 8,10 do seu ataque poderoso de backside. Mas, o frontside do Jack Robinson também funcionou muito bem e ele registrou novos recordes no Hurley Pro Sunset Beach, 17,37 a 15,60 pontos, somando 7,60 com a nota 9,77 de um tubaço incrível que surfou em sua última onda. O campeão mundial terminou em nono lugar e ficou em 13.o no ranking, sendo o brasileiro mais bem colocado nas duas etapas do Havaí.
Depois, Jack Robinson venceu o duelo australiano das semifinais com Ryan Callinan, por 16,10 a 13,10 pontos, com notas 8,00 e 8,10 nas duas últimas ondas que surfou, antes de dar outro espetáculo na decisão do título com Kanoa Igarashi. Era a segunda final do japonês no Hurley Pro Sunset Beach. A primeira foi na estreia desta etapa em 2022, quando ele perdeu para o havaiano Barron Mamiya. Kanoa passou pelo sul-africano Jordy Smith nas semifinais, que tinha surfado um tubão nota 9,33 para barrar o novo líder do ranking, John John Florence.

Italo Ferreira fica em quinto lugar na competição. Foto: WSL / Brent Bielmann
Mas, ninguém foi mais espetacular do que Jack Robinson na quarta-feira. Os finalistas não tiveram muitas chances para surfar, porque as séries estavam mais espaçadas, mas o australiano estava impecável na escolha das ondas e já começou forte, com nota 8,17 na primeira que surfou. Kanoa respondeu com 7,33 e Jack se manteve à frente com 6,17. O melhor estava por vir ainda. Ele pegou uma morra de mais de 2 metros de altura, atacou com um rasgadão insano debaixo do lip, já entrando num tubão, saiu, pegou outro tubo e mandou mais uma rasgada pra finalizar.
Dois dos cinco juízes deram nota 10 para ele nessa onda e a média ficou em 9,87. Foi a maior do campeonato, superando o seu próprio 9,77 na quarta de final contra o Italo Ferreira. Com o 9,87, também aumentou o seu recorde de pontos no campeonato, de 17,37 contra o brasileiro, para 18,04. No Havaí, essas marcas só ficaram abaixo da nota 10 e dos 18,84 pontos do campeão em Pipeline, Barron Mamiya. Kanoa Igarashi ainda surfou bem uma onda que valeu 7,83, mas não impediu a festa de Jack Robinson pela vitória que fechou o Hurley Pro Sunset Beach com a melhor apresentação do campeonato.

Jack faz a festa na areia. Foto: WSL / Tony Heff
“Eu cresci na Califórnia e o Havaí fica a apenas um voo de distância, então é um lugar onde sempre vinha treinar. Quando era mais jovem, eu tinha medo de vir, porque era assustador estar aqui no North Shore, surfando essas ondas grandes”, contou Kanoa Igarashi. “Ao longo dos anos, tentei dedicar o máximo de tempo que pude aqui e tenho uma equipe muito boa ao meu lado. Eu sabia que se quisesse ser um surfista top do tour, teria que conseguir bons resultados aqui. Então, estou muito feliz com meu início de ano e espero continuar assim”.
RECORDES FEMININOS – Assim como Jack Robinson, Molly Picklum também bateu todos os recordes do Hurley Pro Sunset Beach na quarta-feira decisiva no Havaí. A jovem havaiana Bettylou Sakura Johnson vinha se destacando e tinha feito as maiores marcas femininas, nota 9,17 num tubaço surfado na primeira fase e 15,50 pontos nas quartas de final que abriram o último dia. As duas já tinham sido as melhores nas ondas de Pipeline, com a australiana ganhando o primeiro 10 da temporada, batendo a nota 9,70 da Bettylou, que era a maior do Lexus Pipe Pro apresentado por YETI.
Em Sunset Beach, Molly Picklum voltou a brilhar na semifinal com a costa-ricense Brisa Hennessy. Ela começou com 7,77 na primeira onda, depois pegou uma enorme e atacou muito forte, com um batidão insano debaixo do lip, despencando com a massa d´água e se mantendo em cima da prancha de uma forma incrível. Um dos cinco juízes deu nota 10 e a média ficou 9,67. Talvez, tenha sido a maior já recebida por uma única manobra no CT feminino. Com essa nota, a australiana registrou um novo recorde de 17,44 nas duas primeiras etapas do Havaí, superando os 15,84 da campeã em Pipeline, Caitlin Simmers.

Molly Picklum assume a liderança do Tour da WSL. Foto: WSL / Brent Bielmann
LIDERANÇA NA FINAL – Com a classificação para a final, Molly Picklum já tirava a liderança do ranking da norte-americana, mas a lycra amarela acabou sendo disputada na decisão do Hurley Pro Sunset Beach. Isso porque Bettylou Sakura Johnson derrotou a campeã mundial Caroline Marks na outra semifinal e poderia ficar em primeiro lugar no ranking, se vencesse o campeonato. Era a primeira final da carreira da jovem surfista de apenas 18 anos de idade, enquanto a australiana de 21 anos decidia uma etapa do CT pela quinta vez, a segunda seguida no Havaí e em Sunset Beach também.
Bettylou Sakura Johnson tinha ao seu lado toda a torcida havaiana que encheu a praia na quarta-feira e começou melhor, com nota 7,17, contra 6,50 da Molly Picklum. Infelizmente, não entraram muitas ondas boas na bateria, mas a australiana conseguiu somar um 5,33 na liderança. A havaiana ficou com a prioridade de escolher a próxima onda, mas o tempo foi passando, ela ficou mais de 15 minutos esperando por uma série que não apareceu. A bateria chegou ao fim e Bettylou Sakura Johnson acabou somando uma nota 1,50, com Molly Picklum festejando o bicampeonato consecutivo no Hurley Pro Sunset Beach por 11,83 a 8,67 pontos.
“Esses últimos dias foram inacreditáveis e tivemos muita sorte de competir em boas ondas”, disse Bettylou Sakura Johnson. “Me sinto realmente abençoada por estar em casa, com meu treinador me apoiando e com a confiança que precisava para me sair bem neste evento. Eu e a Molly (Picklum) conversamos sobre isso 2 anos atrás e agora estamos aqui juntas, então estou muito feliz por fazer parte disso. Espero continuar evoluindo neste novo patamar para o surfe feminino nos próximos anos”.

Molly arranca 9.67 dos juízes em sua melhor onda. Foto: WSL / Tony Heff
SELEÇÃO BRASILEIRA – O início da temporada 2024 no Havaí, não foi bom para a seleção brasileira. Primeiro foi o desfalque do João Chianca, o Chumbinho, que precisou ficar em casa em Saquarema, se recuperando do acidente sofrido em Pipeline no ano passado e não competiu nas duas primeiras etapas. Depois, Filipe Toledo pediu uma licença médica do CT, para cuidar da saúde mental. Na primeira etapa em Pipeline, apenas Yago Dora passou pela terceira fase e perdeu nas oitavas de final.
Em Sunset Beach, Italo Ferreira e Miguel Pupo chegaram nas oitavas de final, mas só o campeão mundial e olímpico se classificou para o último dia. Foi a primeira vez que o Brasil chegou nas quartas de final masculinas e apenas Italo, Miguel e Yago, estão entre os 22 primeiros do ranking. Só quem estiver neste grupo, será mantido na elite no corte do meio da temporada, que vai acontecer na quinta etapa, na Austrália. Pela primeira vez em muitos anos, nenhum brasileiro aparece entre os top-10 do ranking após as duas primeiras etapas.
Já o time feminino começou bem em Pipeline, com Tatiana Weston-Webb e Luana Silva ficando em quinto lugar, só perdendo nas quartas de final. Em Sunset Beach, ambas pararam nas oitavas de final e terminaram na nona colocação. Com estes resultados, as duas dividem a sétima posição no ranking com a australiana Isabella Nichols, ou seja, estão na lista das top-10 que escaparão do corte, já garantindo as vagas para o restante da temporada e para a elite do CT em 2025. Tatiana já venceu a etapa de Portugal em 2022 e também a de Margaret River em 2021, onde acontecerá o corte.

Italo Ferreira, em 13º lugar, é o melhor brasileiro no ranking masculino. Foto: WSL / Tony Heff
RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO HURLEY PRO SUNSET BEACH:
Campeão: Jack Robinson (AUS) por 18,04 pts (9,87+8,17) – US$ 80.000 e 10.000 pontos
2.o lugar: Kanoa Igarashi (JPN) com 15,16 pts (7,83+7,33) – US$ 50.000 e 7.800 pontos
SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 32.000 e 6.085 pontos:
1.a: Kanoa Igarashi (JPN) 14,83 x 12,50 Jordy Smith (AFR)
2.a: Jack Robinson (AUS) 16,10 x 13,10 Ryan Callinan (AUS)
QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 21.500 e 4.745 pontos:
1.a: Kanoa Igarashi (JPN) 14,67 x 10,90 Seth Moniz (HAV)
2.a: Jordy Smith (AFR) 15,16 x 14,26 John John Florence (HAV)
3.a: Ryan Callinan (AUS) 16,00 x 12,10 Liam O´Brien (AUS)
4.a: Jack Robinson (AUS) 17,37 x 15,60 Italo Ferreira (BRA)
DECISÃO DO TÍTULO FEMININO:
Campeã: Molly Picklum (AUS) por 11,83 pts (6,50+5,33) – US$ 80.000 e 10.000 pontos
2.o lugar: Bettylou Sakura Johnson (HAV) com 8,67 pts (7,17+1,50) – US$ 50.000 e 7.800 pts
SEMIFINAIS – 3.o lugar com US$ 32.000 e 6.085 pontos:
1.a: Molly Picklum (AUS) 17,44 x 9,07 Brisa Hennessy (CRC)
2.a: Bettylou Sakura Johnson (HAV) 12,66 x 10,40 Caroline Marks (EUA)
QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 21.500 e 4.745 pontos:
1.a: Molly Picklum (AUS) 11,16 x 7,60 Lakey Peterson (EUA)
2.a: Brisa Hennessy (CRC) 11,67 x 2,00 Caitlin Simmers (EUA)
3.a: Caroline Marks (EUA) 8,57 x 7,67 Johanne Defay (FRA)
4.a: Bettylou Sakura Johnson (HAV) 15,50 x 10,66 Isabella Nichols (AUS)
RANKINGS DA WORLD SURF LEAGUE – após as 2 etapas do Havaí:
TOP-10 DO RANKING MASCULINO:
1.o: John John Florence (HAV) – 12.545 pontos
2.o: Jack Robinson (AUS) – 11.330
2.o: Barron Mamiya (HAV) – 11.330
4.o: Jordy Smith (AFR) – 10.830
5.o: Connor O´Leary (JPN) – 9.405
6.o: Kanoa Igarashi (JPN) – 9.130
7.o: Ethan Ewing (AUS) – 8.065
7.o: Liam O´Brien (AUS) – 8.065
9.o: Ryan Callinan (AUS) – 7.415
9.o: Ian Gentil (HAV) – 7.415
——-posições dos brasileiros
13.o: Italo Ferreira (RN) – 6.075 pontos
17.o: Yago Dora (SC) – 4.650
17.o: Miguel Pupo (SP) – 4.650
26.o: Gabriel Medina (SP) – 2.660
26.o: Samuel Pupo (SP) – 2.660
26.o: Deivid Silva (SP) – 2.660
32.o: Caio Ibelli (SP) – 1.595
34.o: João Chianca (RJ) – 530
35.o: Filipe Toledo (SP) – 265
TOP-10 DO RANKING FEMININO:
1.a: Molly Picklum (AUS) – 17.800 pontos
2.a: Caitlin Simmers (EUA) – 14.745
3.a: Bettylou Sakura Johnson (HAV) – 13.885
4.a: Brisa Hennessy (CRC) – 12.170
5.a: Caroline Marks (EUA) – 10.830
6.a: Johanne Defay (FRA) – 9.490
7.a: Tatiana Weston-Webb (BRA) – 7.355
7.a: Isabella Nichols (AUS) – 7.355
7.a: Luana Silva (BRA) – 7.355
10.a: Lakey Peterson (EUA) – 5.790
Brasil
Charles Medina no Fala Papah!
Charles Medina participa do Fala Papah! e comenta disciplina, pressão no esporte, família e os bastidores da formação de atletas.
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1 semana atrásem
28/05/2026Por
aos-midia
Charles Medina é o novo convidado do podcast Fala Papah! Foto: Divulgação
O novo episódio do podcast Fala Papah!, apresentado por Ader Oliveira, traz uma conversa profunda e cheia de reflexões com Charles Medina, um dos nomes mais importantes da história recente do surfe brasileiro. Em um papo sincero, Charlão abordou temas como disciplina, pressão no esporte, equilíbrio emocional e os desafios de ser pai e treinador ao mesmo tempo.
Ao longo do episódio, Charles Medina relembra momentos marcantes da trajetória de Gabriel Medina e Sophia Medina, fala sobre os bastidores da formação de atletas de alto rendimento e compartilha experiências vividas durante anos acompanhando competições pelo mundo.
A conversa também passa pela geração Brazilian Storm e pela transformação do surfe brasileiro após a chegada dos títulos mundiais. Segundo Charlão, o crescimento do esporte fez com que muitos pais passassem a enxergar o surfe de maneira diferente, aumentando também a pressão sobre jovens atletas.
Durante o episódio, Charles destaca a importância do equilíbrio emocional no esporte profissional e reforça que talento sozinho não é suficiente para sustentar uma carreira de alto nível. O convidado ainda fala sobre disciplina, preparação mental, derrotas, amadurecimento e a necessidade de criar um ambiente saudável para o desenvolvimento dos atletas.
Outro momento interessante do podcast acontece quando Charlão relembra histórias envolvendo Kelly Slater, Pipeline, Pipe Masters e episódios marcantes da carreira de Gabriel Medina dentro da World Surf League (WSL). O papo também aborda bastidores de competições, estratégias mentais e a forma como Gabriel foi preparado para lidar com a pressão do circuito mundial.
Durante a conversa com Ader Oliveira, Charles Medina também comenta sobre o papel da família na formação de atletas e explica como a blindagem emocional e a disciplina fizeram diferença ao longo da carreira dos filhos no esporte profissional.
O episódio mostra ainda um lado mais humano da rotina de atletas de elite, discutindo família, educação, responsabilidade e os desafios enfrentados por quem cresce muito cedo dentro do esporte profissional.
Com um formato leve e ao mesmo tempo profundo, o Fala Papah! vem se consolidando como um espaço para conversas autênticas sobre surfe, esporte, lifestyle e bastidores de grandes histórias.
O episódio completo com Charles Medina já está disponível no canal do Fala Papah! no YouTube.
Competições
Brasil domina ranking da WSL após etapa histórica em Raglan
Italo Ferreira vence em Raglan, assume liderança da WSL e coloca Brasil no Top 4 do ranking. Finals Day também teve incidente com fotógrafo.
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2 semanas atrásem
25/05/2026Por
aos-midia
Brasil ocupa as quatro primeiras posições no ranking da WSL depois da etapa em Raglan. Foto: Reprodução AOS Mídia
O domínio brasileiro no Championship Tour 2026 ganhou ainda mais força após a etapa de Raglan, na Nova Zelândia. O Finals Day do Corona Cero New Zealand Pro Presented by Bonsoy confirmou o excelente momento do país no circuito mundial, com vitória de Italo Ferreira, semifinal de Yago Dora e brasileiros ocupando as quatro primeiras posições do ranking da World Surf League (WSL).
A decisão masculina foi marcada por grandes performances nas longas esquerdas de Manu Bay. Italo Ferreira derrotou o australiano Morgan Cibilic na grande final e conquistou sua 11ª vitória da carreira no CT. Com o resultado, o campeão mundial de 2019 retomou a lycra amarela e assumiu a liderança do ranking mundial.

Italo Ferreira vence etapa em Raglan, Nova Zelândia. Foto: WSL / Rambo Estrada
Além do título de Italo, o Brasil voltou a dominar o topo da classificação. Miguel Pupo aparece na vice-liderança, Gabriel Medina ocupa a terceira colocação e Yago Dora fecha o Top 4 da temporada 2026. Samuel Pupo também segue forte na disputa, em sétimo lugar, enquanto Filipe Toledo completa o Top 10 do ranking.
A etapa de Raglan representou uma retomada do domínio brasileiro após a Gold Coast ter sido a única parada do ano sem brasileiros no pódio masculino. Na Nova Zelândia, o cenário voltou a ser amplamente favorável aos atletas do país.

Carissa Moore e Italo Ferreira são os campeões da etapa neozelandesa. Foto: WSL / Rambo Estrada
Italo Ferreira vence final eletrizante em Raglan
A final masculina colocou frente a frente dois dos grandes destaques do evento. Morgan Cibilic começou forte, conseguindo uma nota 8.90 com ataques agressivos de backside nas direitas de Manu Bay. No entanto, Italo Ferreira respondeu rapidamente com um 9.33, combinando aéreos e manobras progressivas que levantaram o público presente em Raglan.
Com poucas ondas na reta final da bateria, Italo administrou a vantagem e confirmou a vitória por 17.50 a 15.80. O título também reforçou a evolução do brasileiro em ondas longas de esquerda, consideradas algumas das mais clássicas do Championship Tour.
No feminino, a havaiana Carissa Moore venceu Sawyer Lindblad e voltou ao topo do pódio após se tornar mãe. A brasileira Luana Silva perdeu a liderança do ranking para Gabriela Bryan, mas segue muito próxima da ponta na vice-liderança da temporada.

Italo levanta o público com seus aéreos em Raglan. Foto: WSL / Oscar Hetherington
Incidente com fotógrafo marcou o Finals Day
O Finals Day em Raglan também ficou marcado por um susto fora das ondas. Durante a semifinal masculina entre Yago Dora e Italo Ferreira, um fotógrafo que fazia a cobertura da bateria sofreu um ferimento no pé após um incidente envolvendo um animal marinho na água. A disputa foi imediatamente paralisada, e os atletas deixaram o mar enquanto o profissional recebia atendimento.
Segundo apuração do AOS Mídia, o pé de pato utilizado pelo fotógrafo chegou a ser arrancado do pé durante o incidente. O profissional recebeu atendimento ainda no local e foi encaminhado ao hospital. Pelas imagens obtidas pelo canal, o ferimento aparentava ser localizado, sem sinais visíveis de lesões mais extensas. Até o momento, a WSL não confirmou oficialmente qual animal esteve envolvido no caso.

Imagens mostram os ferimentos sofridos pelo fotógrafo Ed Sloane durante incidente na água em Manu Bay, Raglan. Foto: Arquivo pessoal
O fotógrafo revelou posteriormente nas redes sociais que precisará passar por um procedimento cirúrgico após o incidente, mas tranquilizou os seguidores ao afirmar que deve ficar bem. Na publicação, ele descreveu o episódio como “algo digno de pesadelo”, relatando que o animal surgiu “diretamente de baixo” durante a cobertura da bateria. O profissional também agradeceu o suporte da equipe médica da WSL, do water patrol e das pessoas presentes no local no momento do atendimento.
Biólogos consultados pelo AOS Mídia analisaram as imagens do ferimento e avaliam que as marcas aparentam ser mais compatíveis com mordida de leão-marinho, lobo-marinho ou algum animal semelhante. A análise leva em consideração o padrão das perfurações e dos cortes, descritos como mais espaçados e localizados. Segundo esses especialistas, ataques típicos de tubarão costumam apresentar marcas diferentes, com múltiplas perfurações e cortes mais alinhados ao formato das arcadas dentárias. Ainda assim, não há confirmação oficial sobre qual animal esteve envolvido no incidente.

Yago Dora em um dos últimos registros de Ed Sloane antes do incidente. Foto: WSL / Ed Sloane
Apesar do susto e da repercussão nas redes sociais, registros públicos e arquivos da imprensa neozelandesa apontam que incidentes desse tipo seguem sendo raros nos tradicionais points da região, como Manu Bay, Indicators e Whale Bay.
Próxima etapa do Championship Tour
A próxima parada do Championship Tour 2026 será o Surf City El Salvador Pro Presented by Corona Cero, com janela entre os dias 5 e 15 de junho. O Brasil chega embalado para a sequência da temporada e novamente como principal força do circuito mundial.
Resultados finais — Corona Cero New Zealand Pro Presented by Bonsoy
Final feminina
- Carissa Moore (Haw) — 17.90
- Sawyer Lindblad (EUA) — 16.67
Final masculina
- Italo Ferreira (Bra) — 17.50
- Morgan Cibilic (Aus) — 15.80
Semifinais masculinas
Bateria 1
Morgan Cibilic (Aus) 15.34 x 12.20 Griffin Colapinto (EUA)
Bateria 2
Italo Ferreira (Bra) 15.10 x 12.33 Yago Dora (Bra)

A festa da torcida para Italo. Foto: WSL / Oscar Hetherington
Ranking masculino da WSL 2026 após Raglan
- Italo Ferreira (Bra) — 22.725 pts
- Miguel Pupo (Bra) — 21.385 pts
- Gabriel Medina (Bra) — 20.525 pts
- Yago Dora (Bra) — 19.630 pts
- George Pittar (Aus) — 17.640 pts
- Ethan Ewing (Aus) — 16.745 pts
- Samuel Pupo (Bra) — 16.575 pts
- Griffin Colapinto (EUA) — 16.490 pts
- Leonardo Fioravanti (Ita) — 16.130 pts
- Filipe Toledo (Bra) — 15.150 pts
Ranking feminino da WSL 2026 após Raglan
- Gabriela Bryan (Haw) — 27.180 pts
- Luana Silva (Bra) — 24.570 pts
- Molly Picklum (Aus) — 22.885 pts
- Caitlin Simmers (EUA) — 21.610 pts
- Sawyer Lindblad (EUA) — 20.795 pts
- Carissa Moore (Haw) — 20.000 pts
- Isabella Nichols (Aus) — 18.540 pts
- Bettylou Sakura Johnson (Haw) — 17.345 pts
- Caroline Marks (EUA) — 15.870 pts
- Tyler Wright (Aus) — 14.555 pts
Brasil
Hang Loose Surf Attack 2026 abre temporada no Guarujá
Primeira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026 teve altas ondas, chuva e grandes performances na Praia do Tombo, no Guarujá.
Publicado
2 semanas atrásem
25/05/2026Por
aos-midia
Finalistas da Sub-18 masculina na primeira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026, na Praia do Tombo, Guarujá (SP). Foto: Erik Medalha
A primeira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026 aconteceu entre os dias 22 e 24 de maio, na Praia do Tombo, em Guarujá (SP), reunindo alguns dos principais nomes da nova geração do surfe brasileiro.
Clique aqui para ver os resultados e ranking do Hang Loose Surf Attack
Mesmo com muita chuva e tempo fechado durante os três dias de competição, a Praia do Tombo não negou ondas. O mar apresentou ondas de até um metro e meio de altura, com direitas e esquerdas abrindo com qualidade e proporcionando ótimas performances aos atletas ao longo de todo o evento.

Categoria Sub-18 feminina. Foto: Erik Medalha
Na categoria Sub 18 Masculino, John Muller, do Guarujá, conquistou a vitória após superar Kalani Robles, de Ubatuba, na grande final. Vini Palma, de Praia Grande, e Nicolas Pereira, do Ceará, completaram o pódio da categoria.
Já no Sub 16 Masculino, Nicolas Pereira brilhou nas boas ondas do Tombo e garantiu o título diante de Saymon Rocha, também do Ceará. Keoni Renno, de Ubatuba, terminou na terceira colocação, seguido por Vini Palma.

Categoria Sub-16 masculina. Foto: Erik Medalha
No Sub 14 Masculino, o domínio cearense apareceu novamente com Lucas Peixoto levando a melhor sobre Saymon Rocha na decisão. Matheus Jhones, do Guarujá, e Bernardo Pires, de Praia Grande, fecharam a final.
Entre os mais novos, Ruda Nascimento, da Bahia, venceu a categoria Sub 12 Masculino, deixando Fernando Medina, de Praia Grande, na segunda posição. Thomas Monteiro, de São Sebastião, e Bernardo Pires completaram a final.

Categoria Sub-16 feminina. Foto: Erik Medalha
No feminino, Julia Stefani, de Praia Grande, venceu a categoria Sub 18 Feminino após uma final equilibrada contra Luiza Savoi, de Ubatuba. Maeva Guastala e Carol Bastides também chegaram à decisão.
Carol Bastides, por sua vez, conquistou o título do Sub 16 Feminino diante de Alexia de Oliveira. Giovanna Rocha e Isabel Meyer também avançaram à grande final.

Categoria Sub-14 masculina. Foto: Erik Medalha
Na categoria Sub 14 Feminino, Alexia de Oliveira garantiu a vitória sobre Maria Clara em mais uma bateria bastante disputada. Isabel Meyer e Catarina Kobayashi completaram a decisão.
Fechando as finais femininas, Maria Clara venceu a categoria Sub 12 Feminino, superando Laura de Souza na bateria decisiva. Fernanda Pina e Nayma Mathey também chegaram à final.

Categoria Sub-14 feminina. Foto: Erik Medalha
No ranking por cidades da primeira etapa, Ubatuba terminou na liderança com 7680 pontos, seguido por Guarujá com 6920 pontos e Praia Grande com 5520 pontos.
Além dos títulos das categorias, o evento também premiou os atletas que conquistaram as maiores somatórias da etapa. Vini Palma registrou 16.15 pontos em 20 possíveis na segunda fase da categoria Sub 16 Masculino, garantindo uma das melhores performances do campeonato.

Categoria Sub-12 masculina. Foto: Erik Medalha
Já Alexia de Oliveira brilhou na final da categoria Sub 14 Feminino ao somar 14.00 pontos. Como premiação especial, ambos receberam um forno elétrico oferecido pela Layr.
A primeira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026 contou com patrocínio da Hang Loose e apoio da Fu-Wax, além da colaboração da Prefeitura Municipal de Guarujá, Associação de Surf do Guarujá, Senses Praia Hotel, Açaí Granola, SR Veículos e Tachão de Ubatuba.
As próximas etapas do Hang Loose Surf Attack 2026 já estão definidas. A segunda parada do circuito acontece em Ubatuba, entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, na tradicional Praia de Itamambuca. Já a terceira e última etapa do campeonato será realizada em Maresias.

Categoria Sub-12 feminina. Foto: Erik Medalha
Resultados finais
Sub 18 masculino
- John Muller (Guarujá)
- Kalani Robles (Ubatuba)
- Vini Palma (Praia Grande)
- Nicolas Pereira (Ceará)
Sub 16 masculino
- Nicolas Pereira (Ceará)
- Saymon Rocha (Ceará)
- Keoni Renno (Ubatuba)
- Vini Palma (Praia Grande)
Sub 14 masculino
- Lucas Peixoto (Ceará)
- Saymon Rocha (Ceará)
- Matheus Jhones (Guarujá)
- Bernardo Pires (Praia Grande)
Sub 12 masculino
- Ruda Nascimento (Bahia)
- Fernando Medina (Praia Grande)
- Thomas Monteiro (São Sebastião)
- Bernardo Pires (Praia Grande)
Sub 18 feminino
- Julia Stefani (Praia Grande)
- Luiza Savoi (Ubatuba)
- Maeva Guastala (Ubatuba)
- Carol Bastides (Praia Grande)
Sub 16 feminino
- Carol Bastides (Praia Grande)
- Alexia de Oliveira
- Giovanna Rocha (Guarujá)
- Isabel Meyer (Bertioga)
Sub 14 feminino
- Alexia de Oliveira
- Maria Clara (Guarujá)
- Isabel Meyer (Bertioga)
- Catarina Kobayashi (Ubatuba)
Sub 12 feminino
- Maria Clara (Guarujá)
- Laura de Souza (Santos)
- Fernanda Pina (Santos)
- Nayma Mathey (Ubatuba)

Ubatuba vence a disputa por cidades e Guarujá fica com o vice. Foto: Erik Medalha
Ranking por cidades
- Ubatuba — 7680 pontos
- Guarujá — 6920 pontos
- Praia Grande — 5520 pontos
- Santos — 5198 pontos
- São Sebastião — 4786 pontos
- São Paulo — 2425 pontos
- Bertioga — 2240 pontos
- Mongaguá — 1795 pontos
- Itanhaém — 1590 pontos
- Caraguatatuba — 1480 pontos
- Peruíbe — 1090 pontos
- São Vicente — 610 pontos
- Ilhabela — 360 pontos

Vini Palma e Alexia de Oliveira são premiados pelas maiores somatórias da etapa. Foto: Erik Medalha
Charles Medina no Fala Papah!
Brasil domina ranking da WSL após etapa histórica em Raglan

