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Jadson André recebe convite da WSL para o Challenger Series

Jadson André é convidado pela WSL Latin America para o Challenger Series 2025. Veja também os classificados sul-americanos.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

Jadson André é convidado pela WSL para o Challenger Series 2025. Foto: WSL / Thiago Diz

A temporada 2025 do Challenger Series da World Surf League (WSL) terá um nome conhecido do surfe brasileiro: Jadson André. O potiguar foi convidado pela WSL Latin America para disputar o circuito de acesso à elite do surfe mundial no próximo ano. A informação foi divulgada inicialmente pelo canal DukeSurf e confirmada pela AOS Mídia, que apurou junto a fontes da entidade. No Feminino, a vaga de convidada fica com a peruana Sol Aguirre, próxima sul-americana no ranking do Challenger Series de 2024 depois de Luana Silva, Sophia Medina e Laura Raupp, todas já garantidas no circuito deste ano.

Com uma carreira marcada por títulos e representatividade, Jadson segue sendo uma referência no cenário internacional. Ex-integrante do Championship Tour (CT), ele já representou o Brasil em diversas etapas mundiais e é reconhecido pela sua trajetória de superação e dedicação. O convite reforça sua relevância e abre a possibilidade de uma nova campanha rumo à elite.

Jadson André, Sydney, Austrália, Challenger Series, WSL, World Surf League. Foto: WSL / Dunbar

Jadson já representou o Brasil em diversas etapas mundiais e é reconhecido pela sua trajetória de superação e dedicação. Foto: WSL / Dunbar

Nascido em 13 de março de 1990 em Natal, Rio Grande do Norte, Jadson destacou-se no cenário internacional do surfe com performances marcantes no Circuito Mundial. Iniciou no surfe aos 10 anos nas praias de Natal e rapidamente ascendeu no esporte.

Em 2010, como estreante no Tour, Jadson conquistou uma vitória significativa no Billabong Pro Santa Catarina, realizado em Imbituba. Na final, derrotou o 11 vezes campeão mundial Kelly Slater com uma pontuação de 14,40 contra 14,00, tornando-se o primeiro brasileiro a vencer essa etapa desde Peterson Rosa em 1998.

Em 2014, Jadson alcançou a final do Quiksilver Pro France, enfrentando o havaiano John John Florence. Apesar de uma performance sólida, foi superado por Florence, que venceu o evento.

Além dessas conquistas, Jadson teve outros momentos notáveis no circuito. Em 2103 e 2014, ​venceu o Cascais Billabong Pro em Portugal, consolidando sua posição no cenário europeu.

Em 2019, triunfou no Oi Hang Loose Pro Contest em Fernando de Noronha, Brasil, demonstrando sua consistência em competições de alto nível.

Jadson Andre RN_Taiba Pro_Foto1-Lima Junior

Recentemente, Jadson disputou uma final na etapa do QS na praia da Taíba, Ceará. Foto: WSL / Lima Junior

Antes de brilhar no circuito mundial, Jadson André construiu uma base sólida no surfe brasileiro. Pelas categorias de base da CBSurf, foi campeão brasileiro Sub-14 em 2004, e voltou a se destacar em 2006 ao conquistar o título da Sub-18. No ano seguinte, em 2007, venceu novamente na Sub-18 e também na categoria Open, mostrando sua evolução e domínio entre os amadores.

Em 2007, viveu um dos momentos mais marcantes da carreira ao conquistar o título de campeão mundial júnior da International Surfing Association (ISA), nas ondas da Costa da Caparica, em Portugal. A vitória internacional confirmou o status de grande promessa do surfe brasileiro, colocando seu nome no radar global da nova geração.

Mais tarde, já como profissional, Jadson ainda voltaria a vencer em solo nacional. Em 2018, participou pela primeira vez do circuito brasileiro profissional da CBSurf e sagrou-se campeão ao vencer as duas primeiras etapas da temporada, em Ipojuca (PE) e Maresias (SP). A conquista foi simbólica, marcando sua reconexão com o cenário nacional após anos dedicados ao circuito mundial.

Classificados para o Challenger Series

Além do convite a Jadson, a WSL também anunciou os surfistas sul-americanos classificados via ranking regional do Qualifying Series. No masculino, garantiram vaga: Lucas Vicente (campeão sul-americano), Franco Radziunas, Lucas Silveira, Peterson Crisanto, José Francisco, Wesley Leite e Igor Moraes. No feminino, as classificadas foram: Laura Raupp (campeã sul-americana), Daniella Rosas e Arena Rodriguez.

Até o momento, não foi divulgado quem será a surfista convidada da América do Sul para o Challenger Series 2025. A expectativa gira em torno desse anúncio, que deverá completar a lista de representantes da região no circuito.

A presença de Jadson André no CS 2025 certamente traz mais visibilidade para a competição e reforça o peso do Brasil na disputa por vagas no Championship Tour. A experiência e o talento do potiguar prometem movimentar o circuito e atrair os olhares dos fãs de surfe ao redor do mundo.

 

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Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Classificação olímpica 2028: WPS debate impacto para Tops do CT

Entrevista exclusiva no Fala Papah! sobre mudanças na classificação olímpica do surfe para 2028 e impacto nos atletas do CT.

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Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

As propostas que podem alterar os critérios de classificação do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 viraram um dos assuntos mais debatidos do esporte no cenário internacional. A notícia ganhou repercussão em diferentes mídias digitais após a AOS Mídia publicar o tema em primeira mão, trazendo ao público as informações iniciais sobre as mudanças discutidas nos bastidores.

O assunto agora entra em um novo capítulo com uma entrevista exclusiva no Fala Papah!, podcast apresentado por Ader Oliveira, gravada e publicada no canal do YouTube do projeto. O convidado é Christian Bezerra, COO da WPS (World Professional Surfers), entidade que representa os surfistas profissionais e atua como ponte institucional em pautas que envolvem os atletas do Championship Tour (CT).

Quem é a WPS e por que a opinião dela pesa

A WPS é uma organização que representa os interesses dos surfistas profissionais, especialmente os atletas que competem na elite mundial. Na entrevista, Christian comenta como essas propostas são percebidas do ponto de vista de quem está diretamente ligado ao dia a dia dos atletas e ao impacto que qualquer mudança pode gerar na preparação, no calendário e no caminho até a vaga olímpica.

O ponto central: calendário, meritocracia e previsibilidade

Durante a conversa, Christian destaca que o CT funciona como a principal plataforma competitiva do surfe profissional, com eventos ao longo do ano em diferentes condições e formatos. Para ele, qualquer alteração que aumente a dependência de eventos específicos pode criar cenários de maior imprevisibilidade e exigir ainda mais logística dentro de um calendário já muito intenso.

A discussão, portanto, não é apenas sobre números de vagas. Ela passa pela busca de um modelo que equilibre representatividade global, critérios esportivos, planejamento e justiça competitiva para quem está disputando a elite.

Debate internacional e interesse comum no melhor cenário

O processo olímpico envolve várias entidades e interesses diferentes. A ISA tem papel central por ser a federação internacional reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional. Já a WSL organiza o principal circuito profissional do esporte. No meio disso, a visão dos atletas e de seus representantes é uma peça importante para que o sistema final não gere distorções e preserve o nível técnico do surfe olímpico.

Assista a mais episódios no YouTube do Fala Papah!

Veja também nossa matéria em que a AOS Mídia publicou o tema em primeira mão:

 

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Gap no surfe brasileiro? Pinga e Cortez alertam

No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez debatem o gap no surfe brasileiro e analisam os impactos na base e no mercado.

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No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez analisam a formação da Brazilian Storm e projetam possível gap de até 10 anos no surfe brasileiro. Foto: Reprodução

O debate sobre um possível gap no surfe brasileiro ganhou força no Fala Papah após as análises de Luiz Henrique Pinga e Daniel Cortez sobre base, mercado e formação de atletas.

A fala surgiu dentro de um debate mais amplo sobre mercado, surfwear, investimento e formação de atletas. O tema repercutiu rapidamente entre profissionais do setor e também começou a circular fora do Brasil, levantando um ponto central: o surfe brasileiro não virou potência por acaso.

“Não foi à toa”: o que sustentou a Brazilian Storm

No recorte, os convidados lembram que a fase vitoriosa do Brasil foi consequência de um ecossistema mais sólido no passado: equipes estruturadas dentro das marcas, programas consistentes de base, viagens com atletas, ações estratégicas e um calendário nacional forte, que criava experiência competitiva.

Daniel Cortez cita, por exemplo, o período em que “a gente tinha 10 atletas” na equipe da Volcom, com um programa completo de desenvolvimento.

Já Pinga reforça um ponto essencial da formação:

“Tem que aprender a perder para começar a ganhar.”

Segundo ele, os circuitos nacionais e os formatos de transição ajudavam os jovens a entender o jogo do alto rendimento, preparando-os mentalmente e tecnicamente para o cenário mundial.

Por que eles acreditam que vem um “gap”

Na conversa, os participantes deixaram claro que não se trata de “caça às bruxas” nem de responsabilizar apenas um lado. Para eles, houve uma soma de fatores que foram alterando o ecossistema ao longo do tempo. No entanto, ele reconhece que o mercado de surfwear e o ambiente estrutural do esporte têm parcela importante nesse cenário.

Daniel Cortez complementa a análise com uma visão externa:

“Eu tô vendo o que tá rolando lá fora… os caras estão fazendo exatamente isso que a gente fez ali atrás e parou de fazer.”

A lógica apresentada no debate é direta: enquanto o Brasil reduziu parte da estrutura que sustentava a base, outros países passaram a investir justamente nesse modelo.

Austrália e Europa no radar

Cortez aponta a Austrália como exemplo de retomada estrutural. Já Pinga amplia o olhar e menciona o crescimento europeu, citando Espanha (especialmente as Canárias), além da evolução de Portugal e o surgimento de jovens talentos em diferentes centros do continente.

A leitura feita no episódio não é de que o surfe brasileiro perdeu relevância, mas de que o jogo internacional evoluiu — e que, sem investimento consistente na base, pode haver um intervalo significativo entre a geração atual e a próxima leva dominante.

Investir na base e pensar no longo prazo

No fim do trecho, eles reforçam que não existe um único culpado. Foram mudanças, decisões e adaptações ao longo do tempo que moldaram o cenário atual.

E também resumem o alerta: sem estrutura sólida e investimento contínuo, o país pode enfrentar um período de transição mais longo do que se imagina.

O debate não soa como pessimismo, mas como reflexão estratégica.

Assista ao episódio completo no Fala Papah:

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