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Mundial Júnior de Surfe da WSL tem cinco brasileiros nas Filipinas

Confira as baterias do Mundial Júnior de Surfe da WSL 2026, que começa neste sábado nas Filipinas, com cinco brasileiros na disputa.

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Mundial Júnior de Surfe da WSL começa neste sábado, nas Filipinas. Foto: WSL / Elecho

Principal competição de surf para atletas de até 20 anos, o Mundial Júnior de Surfe da World Surf League (WSL) começa neste sábado, dia 10, nas Filipinas. A edição deste ano, que é a 25ª, marca o início do calendário esportivo da WSL e contará com 24 mulheres e 24 homens que se classificaram através dos rankings regionais. Pelo segundo ano consecutivo, a praia escolhida para sediar é Urbiztondo Beach, em San Juan, na província de La Union.

Os nomes de surfistas brasileiros confirmados para a disputa na categoria feminina são Luara Mandelli, atleta paranaense e atual campeã no WSL Pro Júnior de Saquarema, e Laura Raupp, que recentemente faturou o título do QS de Guarapari, do Circuito Banco do Brasil de Surfe.

Já no masculino, Rickson Falcão, campeão sul-americano e local de Saquarema, Gabriel Klaussner, atleta de Ubatuba, e Ryan Kainalo, com histórico de finais nos mundiais juniores, irão representar o país. Nesta categoria, inclusive, o Brasil é recordista com nove títulos mundiais conquistados nas 24 edições realizadas até aqui.

Além deles, também vão estar nas Filipinas as surfistas peruanas Arena Rodriguez, uma das principais promessas do país, e Catalina Zariquiey, que em 2025 bateu todos os recordes da categoria Pro Junior em Saquarema e é a atual campeã sul-americana.

“Esta é uma competição que tem muita importância para o surfe pois deu às primeiras oportunidades para atletas que depois se tornaram campeões mundiais. Ela é uma vitrine mundial e os surfistas já entenderam o peso que tem. O Brasil, por exemplo, se tornou uma referência e tem um histórico muito vencedor nos juniores, que começou lá atrás com Pedro Henrique e Mineirinho. Em 2025, tivemos o privilégio de ver a Luana Silva conquistar o título, sendo a primeira mulher brasileira a erguer este troféu”, afirma Ivan Martinho, presidente da WSL na América Latina.

Luana Silva, WSL World Junior Championships 2024, Urbiztondo Beach, Monaliza Point, San Juan, La Union, Filipinas, World Surf League. Foto: © WSL / Cait Miers

Luana Silva foi a primeira brasileira a conquistar o título do Mundial Pro Júnior. Foto: © WSL / Cait Miers

No ano passado, pela categoria masculina, o indonésio Bronson Meydi ergueu o troféu. Já no feminino, a surfista Luana Silva bateu o recorde ao se tornar a primeira brasileira a conquistar o título do Mundial Pro Júnior. Destaque nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024 e integrante do seleto time de atletas do Banco do Brasil (BB), ela relembra a conquista e fala sobre a importância desta competição para a revelação de atletas.

“O Mundial Júnior de Surfe da WSL é um degrau importante no caminho para o tour. Dá uma bagagem legal, e vencer contra atletas do mundo todo te ajuda a mostrar que dá pra sonhar grande. Para o Brasil, esses resultados puxam ainda mais a galera de base a acreditar”, iniciou Luana.

Ela ainda completou ao dizer que este título foi uma confirmação de que todo o trabalho e esforço valeram a pena. “Foi incrível. Me deu muita confiança, abriu portas importantes e me deixou ainda mais motivada para seguir evoluindo”, finalizou.

Além da importância do título, o Mundial Júnior garante uma vaga automática ao WSL Challenger Series, que é a porta de entrada para a elite do surfe mundial (Championship Tour).

Round 1 masculino

1 Oliver Zietz (HOL), Willet Watson (AUS), Lukas Skinner (GBR)
2 Keoni Lasa (EUK), Nadav Attar (ISR), Hugh Vaughan (AUS)
3 Lennix Smith (AUS), Conor Donegan Santos (ESP), Toby Espejon (FIL)
4 Winter Vincent (AUS), Riki Sato (JAP), Troy Espejon (FIL)
5 Lucas Cassity (MEX), Ryan Kainalo (BRA), Dylan Wilcoxen (IND)
6 Connor Slijpen (AFR), Ikko Watanabe (JAP), Gabriel Klaussner (BRA)
7 Dane Henry (AUS), Alfonso Suarez (ESP), Ben Esterhuyse (AFR)
8 Rickson Falcão (BRA), Will Deane (EUA), Kingston Panebianco (HAW)

Round 1 feminino

1 Laura Raupp (BRA), Anastasia Venter (AFR), Stella Green (AUS)
2 Annette Gonzalez Etxabarri (EUK), Zoey Kaina (EUA), Skai Suit (HAW)
3 Arena Rodriguez (PER), Maria Salgado (POR), Cathleya Casals (FIL)
4 Bella Kenworthy (EUA), Catalina Zariquiey (PER), Mara Lopez (FIL)
5 Janire Gonzalez Etxabarri (EUK), Sumomo Sato (JAP), Luara Mandelli (BRA)
6 Mirai Ikeda (JAP), Anon Matsuoka (JAP), Carla Morera De La Vall (ESP)
7 Talia Swindal (EUA), Vaihitimahana Inso (HAW), Emily Jenkinson (AFR)
8 Reid Van Wagoner (EUA), Sierra Kerr (AUS), Isla Huppatz (AUS)

Confira a lista dos campeões mundiais Pro Junior de surfe da WSL:

2024: Bronson Meydi (IND) e Luana Silva (BRA) nas Filipinas
2023: Jett Schilling (EUA) e Sierra Kerr (AUS) na Califórnia
2022: Jarvis Earle (AUS) e Francisca Veselko (PRT) na Califórnia
2020 e 2021: Cancelado por causa da pandemia do Covid-19
2019: Lucas Vicente (BRA) e Amuro Tsuzuki (JPN) em Taiwan
2018: Mateus Herdy (BRA) e Kirra Pinkerton (EUA) em Taiwan
2017: Finn McGill (HAV) e Vahine Fierro (TAH) na Austrália
2016: Ethan Ewing (AUS) e Macy Callaghan (AUS) na Austrália
2015: Lucas Silveira (BRA) e Isabella Nichols (AUS) em Portugal
2014: Vasco Ribeiro (PRT) e Mahina Maeda (HAV) em Portugal
2013: Gabriel Medina (BRA) e Ella Willians (NZL) no HD World Junior no Brasil
2012: Jack Freestone (AUS) e Nikki Van Dijk (AUS) em Bali, na Indonésia
2011: Caio Ibelli (BRA) e Leila Hurst (HAV) na Indonésia, Brasil, Austrália
2010: Jack Freestone (AUS) e Alizee Arnaud (FRA) na Indonésia e Austrália
2009: Maxime Huscenot (FRA) e Laura Enever (AUS) na Austrália
2008: Kai Barger (HAV) e Pauline Ado (FRA) na Austrália
2007: Pablo Paulino (BRA) e Sally Fitzgibbons (AUS) na Austrália
2006: Jordy Smith (AFR) e Nicola Atherton (AUS) na Austrália
2005: Kekoa Bacalso (HAV) e Jessi Miley-Dyer (AUS) na Austrália
2004: Pablo Paulino (BRA) na Austrália
2003: Adriano de Souza (BRA) na Austrália
2002: não realizado por falta de datas
2001: Joel Parkinson (AUS) na Austrália
2000: Pedro Henrique (BRA) no Havaí
1999: Joel Parkinson (AUS) no Havaí
1998: Andy Irons (HAV) no Havaí

Histórico de títulos do Brasil no Mundial de Surfe da WSL:

Masculino

Pedro Henrique: 2000
Adriano de Souza (Mineirinho): 2003
Pablo Paulino: Bicampeão em 2004 e 2007
Caio Ibelli: 2011
Gabriel Medina: 2013
Lucas Silveira: 2015
Mateus Herdy: 2018
Lucas Vicente: 2019

Feminino

Luana Silva: 2024

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Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Classificação olímpica 2028: WPS debate impacto para Tops do CT

Entrevista exclusiva no Fala Papah! sobre mudanças na classificação olímpica do surfe para 2028 e impacto nos atletas do CT.

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Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

As propostas que podem alterar os critérios de classificação do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 viraram um dos assuntos mais debatidos do esporte no cenário internacional. A notícia ganhou repercussão em diferentes mídias digitais após a AOS Mídia publicar o tema em primeira mão, trazendo ao público as informações iniciais sobre as mudanças discutidas nos bastidores.

O assunto agora entra em um novo capítulo com uma entrevista exclusiva no Fala Papah!, podcast apresentado por Ader Oliveira, gravada e publicada no canal do YouTube do projeto. O convidado é Christian Bezerra, COO da WPS (World Professional Surfers), entidade que representa os surfistas profissionais e atua como ponte institucional em pautas que envolvem os atletas do Championship Tour (CT).

Quem é a WPS e por que a opinião dela pesa

A WPS é uma organização que representa os interesses dos surfistas profissionais, especialmente os atletas que competem na elite mundial. Na entrevista, Christian comenta como essas propostas são percebidas do ponto de vista de quem está diretamente ligado ao dia a dia dos atletas e ao impacto que qualquer mudança pode gerar na preparação, no calendário e no caminho até a vaga olímpica.

O ponto central: calendário, meritocracia e previsibilidade

Durante a conversa, Christian destaca que o CT funciona como a principal plataforma competitiva do surfe profissional, com eventos ao longo do ano em diferentes condições e formatos. Para ele, qualquer alteração que aumente a dependência de eventos específicos pode criar cenários de maior imprevisibilidade e exigir ainda mais logística dentro de um calendário já muito intenso.

A discussão, portanto, não é apenas sobre números de vagas. Ela passa pela busca de um modelo que equilibre representatividade global, critérios esportivos, planejamento e justiça competitiva para quem está disputando a elite.

Debate internacional e interesse comum no melhor cenário

O processo olímpico envolve várias entidades e interesses diferentes. A ISA tem papel central por ser a federação internacional reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional. Já a WSL organiza o principal circuito profissional do esporte. No meio disso, a visão dos atletas e de seus representantes é uma peça importante para que o sistema final não gere distorções e preserve o nível técnico do surfe olímpico.

Assista a mais episódios no YouTube do Fala Papah!

Veja também nossa matéria em que a AOS Mídia publicou o tema em primeira mão:

 

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Gap no surfe brasileiro? Pinga e Cortez alertam

No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez debatem o gap no surfe brasileiro e analisam os impactos na base e no mercado.

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No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez analisam a formação da Brazilian Storm e projetam possível gap de até 10 anos no surfe brasileiro. Foto: Reprodução

O debate sobre um possível gap no surfe brasileiro ganhou força no Fala Papah após as análises de Luiz Henrique Pinga e Daniel Cortez sobre base, mercado e formação de atletas.

A fala surgiu dentro de um debate mais amplo sobre mercado, surfwear, investimento e formação de atletas. O tema repercutiu rapidamente entre profissionais do setor e também começou a circular fora do Brasil, levantando um ponto central: o surfe brasileiro não virou potência por acaso.

“Não foi à toa”: o que sustentou a Brazilian Storm

No recorte, os convidados lembram que a fase vitoriosa do Brasil foi consequência de um ecossistema mais sólido no passado: equipes estruturadas dentro das marcas, programas consistentes de base, viagens com atletas, ações estratégicas e um calendário nacional forte, que criava experiência competitiva.

Daniel Cortez cita, por exemplo, o período em que “a gente tinha 10 atletas” na equipe da Volcom, com um programa completo de desenvolvimento.

Já Pinga reforça um ponto essencial da formação:

“Tem que aprender a perder para começar a ganhar.”

Segundo ele, os circuitos nacionais e os formatos de transição ajudavam os jovens a entender o jogo do alto rendimento, preparando-os mentalmente e tecnicamente para o cenário mundial.

Por que eles acreditam que vem um “gap”

Na conversa, os participantes deixaram claro que não se trata de “caça às bruxas” nem de responsabilizar apenas um lado. Para eles, houve uma soma de fatores que foram alterando o ecossistema ao longo do tempo. No entanto, ele reconhece que o mercado de surfwear e o ambiente estrutural do esporte têm parcela importante nesse cenário.

Daniel Cortez complementa a análise com uma visão externa:

“Eu tô vendo o que tá rolando lá fora… os caras estão fazendo exatamente isso que a gente fez ali atrás e parou de fazer.”

A lógica apresentada no debate é direta: enquanto o Brasil reduziu parte da estrutura que sustentava a base, outros países passaram a investir justamente nesse modelo.

Austrália e Europa no radar

Cortez aponta a Austrália como exemplo de retomada estrutural. Já Pinga amplia o olhar e menciona o crescimento europeu, citando Espanha (especialmente as Canárias), além da evolução de Portugal e o surgimento de jovens talentos em diferentes centros do continente.

A leitura feita no episódio não é de que o surfe brasileiro perdeu relevância, mas de que o jogo internacional evoluiu — e que, sem investimento consistente na base, pode haver um intervalo significativo entre a geração atual e a próxima leva dominante.

Investir na base e pensar no longo prazo

No fim do trecho, eles reforçam que não existe um único culpado. Foram mudanças, decisões e adaptações ao longo do tempo que moldaram o cenário atual.

E também resumem o alerta: sem estrutura sólida e investimento contínuo, o país pode enfrentar um período de transição mais longo do que se imagina.

O debate não soa como pessimismo, mas como reflexão estratégica.

Assista ao episódio completo no Fala Papah:

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