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Surf Abu Dhabi Pro: madrugada de surfe para os brasileiros

Baterias do Surf Abu Dhabi Pro terão início à meia-noite no horário de Brasília. Veja os confrontos e horários dos três dias de evento.

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Kelly Slater lança a nova piscina de ondas Surf Abu Dhabi. Foto: Reprodução

Baterias do Surf Abu Dhabi Pro terão início à meia-noite no horário de Brasília. Foto: Reprodução

A segunda etapa do Championship Tour (CT) da World Surf League (WSL), o Surf Abu Dhabi Pro 2025, promete três dias intensos de competição em uma das mais modernas piscinas de ondas do mundo. O evento, que acontece entre os dias 14 e 16 de fevereiro em Abu Dhabi, terá suas principais disputas transmitidas na madrugada para os fãs brasileiros.

Cronograma oficial (horário de Brasília)

Sexta-feira (14/02) – Round 1 masculino + Night Session

  • 00:07Bateria 1: Edgard Groggia, Connor O’Leary, Jake Marshall
  • 00:52Bateria 2: Jackson Bunch, Miguel Pupo, Barron Mamiya
  • 01:37Bateria 3: Ian Gentil, George Pittar, Jack Robinson
  • 02:22Bateria 4: Mateus Herdy, Matthew McGillivray, Ethan Ewing

Intervalo: 03:07 – 03:41

  • 03:48Bateria 5: Kauli Vaast, Imaikalani deVault, Griffin Colapinto
  • 04:33Bateria 6: Bronson Meydi, Joel Vaughan, Italo Ferreira
  • 05:18Bateria 7: Samuel Pupo, Cole Houshmand, Yago Dora
  • 06:03Bateria 8: Deivid Silva, Seth Moniz, Jordy Smith

Intervalo: 06:48 – 07:22

  • 07:30Bateria 9: Alejo Muniz, Ryan Callinan, Rio Waida
  • 08:15Bateria 10: Marco Mignot, Ian Gouveia, Filipe Toledo
  • 09:00Bateria 11: Alan Cleland, Kanoa Igarashi, Leonardo Fioravanti
  • 09:45Bateria 12: Liam O’Brien, Ramzi Boukhiam, João Chianca

Intervalo: 10:30 – 11:33

  • 11:41Night Session masculina
  • 14:41Fim da Night Session

Sábado (15/02) – Round 1 feminino, oitavas masculinas e Night Session feminina

  • 00:07Bateria 1: Bella Kenworthy, Lakey Peterson, Brisa Hennessy
  • 00:52Bateria 2: Luana Silva, Isabella Nichols, Caroline Marks
  • 01:37Bateria 3: Macy Callaghan, Bettylou Sakura Johnson, Caitlin Simmers
  • 02:22Bateria 4: Vahine Fierro, Johanne Defay, Molly Picklum

Intervalo: 03:07 – 03:41

  • 03:48Bateria 5: Sally Fitzgibbons, Gabriela Bryan, Tatiana Weston-Webb
  • 04:33Bateria 6: Erin Brooks, Sawyer Lindblad, Tyler Wright

Intervalo: 05:18 – 05:52

  • 06:00Oitavas de final masculina – Bateria 1
  • 06:30Oitavas de final masculina – Bateria 2
  • 07:00Oitavas de final masculina – Bateria 3
  • 07:30Oitavas de final masculina – Bateria 4
  • 08:00Oitavas de final masculina – Bateria 5
  • 08:30Oitavas de final masculina – Bateria 6

Intervalo: 09:00 – 09:33

  • 09:41Oitavas de final masculina – Bateria 7
  • 10:11Oitavas de final masculina – Bateria 8

Intervalo: 10:41 – 11:45

  • 11:52Night Session feminina
  • 13:22Fim da Night Session

Domingo (16/02) – Quartas de final, semifinais e finais

  • 03:22Quartas de final feminina – Bateria 1
  • 03:52Quartas de final feminina – Bateria 2
  • 04:22Quartas de final feminina – Bateria 3
  • 04:42Quartas de final feminina – Bateria 4
  • 05:22Quartas de final masculina – Bateria 1
  • 05:52Quartas de final masculina – Bateria 2

Intervalo: 06:22 – 06:56

  • 07:03Quartas de final masculina – Bateria 3
  • 07:33Quartas de final masculina – Bateria 4
  • 08:03Semifinal feminina – Bateria 1
  • 08:33Semifinal feminina – Bateria 2
  • 09:03Semifinal masculina – Bateria 1
  • 09:33Semifinal masculina – Bateria 2

Intervalo: 10:03 – 10:37

  • 10:45Final feminina
  • 11:15Final masculina

Formato da competição

O evento será dividido nas seguintes fases:

Rodada de Qualificação (Qualifying Round)

  • 36 surfistas masculinos e 18 femininos competirão em baterias de três atletas.
  • Cada surfista terá duas baterias, surfando duas ondas em cada uma (uma direita e uma esquerda).
  • O primeiro colocado de cada bateria avança diretamente para as oitavas de final no Masculino e para as quartas de final no Feminino.
  • Os segundos e terceiros colocados disputarão a Night Session para tentar uma vaga na fase seguinte.

Night Session (Repescagem)

  • Participam os 24 homens e 12 mulheres que não se classificaram diretamente no Qualifying Round.
  • Apenas os quatro melhores homens e as duas melhores mulheres avançam para as fases eliminatórias.
  • Critério de pontuação: ao contrário das demais fases, que utilizam a melhor nota da direita e da esquerda, aqui será considerada apenas a melhor nota da sessão.

Oitavas de final masculinas

  • Os 16 melhores surfistas disputam oito vagas nas quartas de final.
  • Cada atleta terá direito a quatro ondas, sendo duas direitas e duas esquerdas.
  • A classificação será definida com a soma das melhores notas de uma onda para a direita e uma para a esquerda.

Quartas de final e semifinais

  • Oito homens e oito mulheres competem por vagas na final.
  • Cada surfista terá quatro ondas (duas direitas e duas esquerdas).
  • O somatório das melhores notas define quem avança para a decisão.

Final masculina e feminina

  • Os dois finalistas de cada categoria disputarão o título.
  • Cada surfista terá direito a quatro ondas (duas direitas e duas esquerdas).
  • O campeão será definido pelo maior somatório entre a melhor nota surfada para a direita e a melhor para a esquerda.

TV Globo transmite final do Abu Dhabi Surf Pro

A final contará com transmissão ao vivo pela TV Globo, no programa Esporte Espetacular, a partir das 11h do domingo. Essa será a primeira vez desde 2015 que uma final de etapa da WSL será transmitida ao vivo em TV aberta no Brasil. A última vez aconteceu há quase 10 anos, quando Filipe Toledo venceu no Postinho da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Desde então, a Globo transmitiu apenas as Olimpíadas, mas não exibiu nenhuma bateria ao vivo do Circuito Mundial de Surfe.

Gabriel Medina nos comentários da transmissão

A equipe contará com a presença ilustre do tricampeão mundial Gabriel Medina, trazendo toda a visão de quem já dominou o Tour. Ao lado dele, o narrador Everaldo Marques, conhecido por sua emoção ao transmitir grandes momentos do esporte, e o comentarista Breno Dines, sempre muito bem informado e atento a todos os detalhes do surfe mundial.

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Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Classificação olímpica 2028: WPS debate impacto para Tops do CT

Entrevista exclusiva no Fala Papah! sobre mudanças na classificação olímpica do surfe para 2028 e impacto nos atletas do CT.

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Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

As propostas que podem alterar os critérios de classificação do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 viraram um dos assuntos mais debatidos do esporte no cenário internacional. A notícia ganhou repercussão em diferentes mídias digitais após a AOS Mídia publicar o tema em primeira mão, trazendo ao público as informações iniciais sobre as mudanças discutidas nos bastidores.

O assunto agora entra em um novo capítulo com uma entrevista exclusiva no Fala Papah!, podcast apresentado por Ader Oliveira, gravada e publicada no canal do YouTube do projeto. O convidado é Christian Bezerra, COO da WPS (World Professional Surfers), entidade que representa os surfistas profissionais e atua como ponte institucional em pautas que envolvem os atletas do Championship Tour (CT).

Quem é a WPS e por que a opinião dela pesa

A WPS é uma organização que representa os interesses dos surfistas profissionais, especialmente os atletas que competem na elite mundial. Na entrevista, Christian comenta como essas propostas são percebidas do ponto de vista de quem está diretamente ligado ao dia a dia dos atletas e ao impacto que qualquer mudança pode gerar na preparação, no calendário e no caminho até a vaga olímpica.

O ponto central: calendário, meritocracia e previsibilidade

Durante a conversa, Christian destaca que o CT funciona como a principal plataforma competitiva do surfe profissional, com eventos ao longo do ano em diferentes condições e formatos. Para ele, qualquer alteração que aumente a dependência de eventos específicos pode criar cenários de maior imprevisibilidade e exigir ainda mais logística dentro de um calendário já muito intenso.

A discussão, portanto, não é apenas sobre números de vagas. Ela passa pela busca de um modelo que equilibre representatividade global, critérios esportivos, planejamento e justiça competitiva para quem está disputando a elite.

Debate internacional e interesse comum no melhor cenário

O processo olímpico envolve várias entidades e interesses diferentes. A ISA tem papel central por ser a federação internacional reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional. Já a WSL organiza o principal circuito profissional do esporte. No meio disso, a visão dos atletas e de seus representantes é uma peça importante para que o sistema final não gere distorções e preserve o nível técnico do surfe olímpico.

Assista a mais episódios no YouTube do Fala Papah!

Veja também nossa matéria em que a AOS Mídia publicou o tema em primeira mão:

 

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Gap no surfe brasileiro? Pinga e Cortez alertam

No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez debatem o gap no surfe brasileiro e analisam os impactos na base e no mercado.

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No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez analisam a formação da Brazilian Storm e projetam possível gap de até 10 anos no surfe brasileiro. Foto: Reprodução

O debate sobre um possível gap no surfe brasileiro ganhou força no Fala Papah após as análises de Luiz Henrique Pinga e Daniel Cortez sobre base, mercado e formação de atletas.

A fala surgiu dentro de um debate mais amplo sobre mercado, surfwear, investimento e formação de atletas. O tema repercutiu rapidamente entre profissionais do setor e também começou a circular fora do Brasil, levantando um ponto central: o surfe brasileiro não virou potência por acaso.

“Não foi à toa”: o que sustentou a Brazilian Storm

No recorte, os convidados lembram que a fase vitoriosa do Brasil foi consequência de um ecossistema mais sólido no passado: equipes estruturadas dentro das marcas, programas consistentes de base, viagens com atletas, ações estratégicas e um calendário nacional forte, que criava experiência competitiva.

Daniel Cortez cita, por exemplo, o período em que “a gente tinha 10 atletas” na equipe da Volcom, com um programa completo de desenvolvimento.

Já Pinga reforça um ponto essencial da formação:

“Tem que aprender a perder para começar a ganhar.”

Segundo ele, os circuitos nacionais e os formatos de transição ajudavam os jovens a entender o jogo do alto rendimento, preparando-os mentalmente e tecnicamente para o cenário mundial.

Por que eles acreditam que vem um “gap”

Na conversa, os participantes deixaram claro que não se trata de “caça às bruxas” nem de responsabilizar apenas um lado. Para eles, houve uma soma de fatores que foram alterando o ecossistema ao longo do tempo. No entanto, ele reconhece que o mercado de surfwear e o ambiente estrutural do esporte têm parcela importante nesse cenário.

Daniel Cortez complementa a análise com uma visão externa:

“Eu tô vendo o que tá rolando lá fora… os caras estão fazendo exatamente isso que a gente fez ali atrás e parou de fazer.”

A lógica apresentada no debate é direta: enquanto o Brasil reduziu parte da estrutura que sustentava a base, outros países passaram a investir justamente nesse modelo.

Austrália e Europa no radar

Cortez aponta a Austrália como exemplo de retomada estrutural. Já Pinga amplia o olhar e menciona o crescimento europeu, citando Espanha (especialmente as Canárias), além da evolução de Portugal e o surgimento de jovens talentos em diferentes centros do continente.

A leitura feita no episódio não é de que o surfe brasileiro perdeu relevância, mas de que o jogo internacional evoluiu — e que, sem investimento consistente na base, pode haver um intervalo significativo entre a geração atual e a próxima leva dominante.

Investir na base e pensar no longo prazo

No fim do trecho, eles reforçam que não existe um único culpado. Foram mudanças, decisões e adaptações ao longo do tempo que moldaram o cenário atual.

E também resumem o alerta: sem estrutura sólida e investimento contínuo, o país pode enfrentar um período de transição mais longo do que se imagina.

O debate não soa como pessimismo, mas como reflexão estratégica.

Assista ao episódio completo no Fala Papah:

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Bombando

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