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Decisão sul-africana e brilho havaiano encerram El Salvador Pro

El Salvador Pro 2025 termina com final sul-africana entre Jordy Smith e Matthew McGillivray e vitória de Gabriela Bryan no feminino.

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Jordy Smith vence final sul-africana histórica no El Salvador Pro 2025. Foto: WSL / Aaron Hughes

O El Salvador Pro 2025 terminou neste sábado, 12 de abril, com um capítulo especial para a história do surfe. Pela primeira vez na era moderna do Championship Tour (CT), dois sul-africanos protagonizaram a final masculina: Jordy Smith venceu Matthew McGillivray em Punta Roca, El Salvador, e conquistou sua sétima vitória no circuito mundial. No feminino, a havaiana Gabriela Bryan superou a australiana Isabella Nichols e garantiu o segundo título de sua carreira na elite.

As finais aconteceram em condições desafiadoras, com séries demoradas e ondas entre 1,5 e 2 metros em Punta Roca, também conhecida como La Punta ou Punta Chilama.

Jordy Smith vence e celebra momento histórico para a África do Sul

Com 37 anos e 18 temporadas no Tour, Jordy Smith mostrou que ainda é um dos mais perigosos em direitas longas. Na final, abriu com 7.33 e depois somou 6.93, consolidando um total de 14.26 pontos diante dos 9.33 de McGillivray. O resultado o levou à quinta colocação no ranking mundial.

“Se eu pudesse dedicar essa vitória a duas pessoas: minha esposa, e meu pai”, disse Jordy. “Queria vencer essa final com a prancha do meu pai e consegui. Foram muitas emoções. E dividir isso com outro sul-africano, ainda mais sendo um grande amigo como o Matthew, é muito especial.”

Jordy Smith e Matthew McGillivray fizeram história no El Salvador Pro 2025, protagonizando a primeira decisão 100% sul-africana da era moderna do CT na WSL. Foto: Reprodução AOS Mídia / WSL

Jordy Smith e Matthew McGillivray fizeram história no El Salvador Pro 2025, protagonizando a primeira decisão 100% sul-africana da era moderna do CT na WSL. Foto: Reprodução AOS Mídia / WSL

Quem também celebrou foi o ícone do surfe sul-africano Shaun Tomson, campeão mundial em 1977. Ele comentou:

“Estou empolgado por ver dois sul-africanos na final de um evento da WSL. A última vez que isso aconteceu foi em 1984, quando disputei a final do OP Pro com Mike Burness. É um grande dia para o surfe da nossa terra natal e um resultado que vai inspirar muitos jovens, meninos e meninas, de leste a oeste.”

Primeira final da carreira para McGillivray

Matthew McGillivray conquistou sua primeira final no CT desde que entrou no circuito em 2021. O resultado o fez subir 14 posições no ranking, agora ocupando a 13ª colocação. “Tentei surfar baterias inteligentes e fazer meu melhor”, comentou. “Ainda tenho mais a oferecer e espero mostrar isso nas próximas etapas.”

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Gabriela Bryan faz a festa na categoria feminina. Foto: WSL / Aaron Hughes

Gabriela Bryan volta ao topo com vitória sólida

Com apenas 23 anos, Gabriela Bryan vive sua melhor fase no Tour. Após ser vice-campeã em Portugal e chegar às semifinais em 2024 também em El Salvador, ela desta vez garantiu a taça ao vencer Isabella Nichols por 14.33 a 11.74, com notas 7.83 e 6.50.

“Foi uma montanha-russa”, disse Gabriela. “Cometi erros, mas pedi uma última onda e prometi que não ia desperdiçar. Amo competir aqui. As direitas de Punta Roca são algumas das melhores do mundo.”

Ela também eliminou a atual campeã mundial Caitlin Simmers nas semifinais, repetindo o confronto de 2024 e assumindo a vice-liderança do ranking feminino.

Isabella Nichols retorna às finais e sobe no ranking

Após um início irregular de temporada, Isabella Nichols chegou à sua primeira final em 2025. Superou Molly Picklum nas semifinais e terminou o evento em segundo lugar, subindo para a 7ª posição no ranking.

“Foi uma semana incrível. Amo esse lugar, as pessoas, as ondas”, disse. “Perdi o casamento da minha irmã gêmea, mas valeu a pena. Ela entendeu o quanto isso significava pra mim.”

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Matthew McGillivray fica em segundo lugar na histórica decisão sul-africana. Foto: WSL / Aaron Hughes

Brasileiros ficam fora do Finals Day

A sexta-feira foi de eliminações importantes para o surfe brasileiro. Nenhum representante do país avançou ao Finals Day.

Um dos destaques foi Alejo Muniz, que empatou com Cole Houshmand nas oitavas de final (14.33 a 14.33) e perdeu pelo critério de desempate: a maior nota da bateria (8.50 de Cole). Alejo precisava de 7.34 e recebeu 7.33. Três dos cinco juízes apontaram a virada a seu favor, mas as regras da WSL descartam automaticamente a maior e a menor nota.

Italo Ferreira, líder isolado do ranking, avançou às quartas após vencer Ramzi Boukhiam (14.26), mas foi superado por Jordy Smith (13.90) após uma nota 8.67 logo no início da bateria. Mesmo com a eliminação, Italo segue na liderança do ranking masculino com 28.630 pontos.

Yago Dora venceu Connor O’Leary nas oitavas (13.17) e perdeu para Matthew McGillivray nas quartas (12.60 a 11.00). Mesmo com um corte no pé e nove pontos de sutura, o catarinense foi até as quartas de final e agora ocupa o terceiro lugar no ranking.

João Chianca perdeu para Ethan Ewing (14.76 a 9.33), enquanto Miguel Pupo venceu Alan Cleland (15.33) nas oitavas, mas caiu nas quartas diante de Houshmand (11.50 x 5.97). Miguel agora aparece em 7º lugar no ranking, com campanha sólida na temporada.

Livres do corte

Uma semana impressionante de disputas de alto nível e surfe de classe mundial dos melhores colocados no ranking — Italo Ferreira (nº 1), Ethan Ewing (nº 2) e Yago Dora (nº 3) — garantiu a permanência dos três atletas na segunda metade da temporada. As classificações para as quartas de final foram suficientes para colocá-los oficialmente fora da zona de corte da metade do ano, mantendo vivas as chances de todos chegarem ao Top 5 e disputarem o título mundial de 2025.

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Isabella Nichols é a vice-campeã feminina. Foto: WSL / Aaron Hughes

Próximas etapas do Championship Tour 2025

A próxima etapa do Championship Tour 2025 será o Rip Curl Pro Bells Beach, de 18 a 28 de abril, em Victoria, Austrália. Em seguida, o Tour segue em solo australiano com o Bonsoy Gold Coast Pro (3 a 13 de maio, em Queensland) e o Western Australia Margaret River Pro (17 a 27 de maio, em Margaret River). Na sequência, os atletas viajam aos Estados Unidos para disputar o Lexus Trestles Pro, entre 9 e 17 de junho, na Califórnia. Logo depois, o circuito desembarca no Brasil com o Vivo Rio Pro, marcado para os dias 21 a 29 de junho, em Saquarema (RJ). A reta final da temporada inclui o Corona Open J-Bay, de 11 a 20 de julho, na África do Sul, o Tahiti Pro, de 7 a 16 de agosto, na Polinésia Francesa, e os campeões serão coroados no WSL Finals em Cloudbreak, Fiji, entre 27 de agosto e 4 de setembro.

Final Feminina – Surf City El Salvador Pro 2025

1º – Gabriela Bryan (Havaí) – 14.33
2º – Isabella Nichols (Austrália) – 11.74

Final Masculina – Surf City El Salvador Pro 2025

1º – Jordy Smith (África do Sul) – 14.26
2º – Matthew McGillivray (África do Sul) – 9.33

Semifinais Femininas

1: Gabriela Bryan (Havaí) 10.16 derrotou Caitlin Simmers (Estados Unidos) 9.67
2: Isabella Nichols (Austrália) 13.33 derrotou Molly Picklum (Austrália) 8.27

Semifinais Masculinas

1: Matthew McGillivray (África do Sul) 13.84 derrotou Crosby Colapinto (Estados Unidos) 9.50
2: Jordy Smith (África do Sul) 15.67 derrotou Cole Houshmand (Estados Unidos) 10.00

Os campeões do Surf City El Salvador Pro 2025, Jordy Smith (África do Sul) e Gabriela Bryan (Havaí).Foto: WSL / Aaron Hughes

Os campeões do Surf City El Salvador Pro 2025, Jordy Smith (África do Sul) e Gabriela Bryan (Havaí).
Foto: WSL / Aaron Hughes

Top 5 do ranking feminino após o El Salvador Pro

  1. Caitlin Simmers (Estados Unidos) – 28.630 pts

  2. Gabriela Bryan (Havaí) – 26.495 pts

  3. Molly Picklum (Austrália) – 26.055 pts

  4. Caroline Marks (Estados Unidos) – 22.100 pts

  5. Tyler Wright (Austrália) – 19.965 pts

Outras brasileiras no ranking feminino:
14ª Luana Silva – 10.440 pts
17ª Tatiana Weston-Webb – 7.310 pts
Atenção: Tatiana anunciou sua saída do Tour para cuidar da saúde mental.

Top 5 do ranking masculino após o El Salvador Pro

  1. Italo Ferreira – 28.630 pts

  2. Ethan Ewing – 20.235 pts

  3. Yago Dora – 19.755 pts

  4. Barron Mamiya – 18.745 pts

  5. Jordy Smith – 17.970 pts

Demais brasileiros no ranking masculino

7º Miguel Pupo – 15.565 pts
11º Filipe Toledo – 12.715 pts
18º Ian Gouveia – 9.010 pts
23º João Chianca – 8.235 pts
28º Alejo Muniz – 7.310 pts
29º Deivid Silva – 7.310 pts
32º Samuel Pupo – 4.255 pts
33º Edgard Groggia – 4.255 pts
35º Gabriel Medina – 1.060 pts
Observação: Gabriel Medina está lesionado e não participou de nenhuma etapa até agora.

 

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Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Classificação olímpica 2028: WPS debate impacto para Tops do CT

Entrevista exclusiva no Fala Papah! sobre mudanças na classificação olímpica do surfe para 2028 e impacto nos atletas do CT.

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Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

As propostas que podem alterar os critérios de classificação do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 viraram um dos assuntos mais debatidos do esporte no cenário internacional. A notícia ganhou repercussão em diferentes mídias digitais após a AOS Mídia publicar o tema em primeira mão, trazendo ao público as informações iniciais sobre as mudanças discutidas nos bastidores.

O assunto agora entra em um novo capítulo com uma entrevista exclusiva no Fala Papah!, podcast apresentado por Ader Oliveira, gravada e publicada no canal do YouTube do projeto. O convidado é Christian Bezerra, COO da WPS (World Professional Surfers), entidade que representa os surfistas profissionais e atua como ponte institucional em pautas que envolvem os atletas do Championship Tour (CT).

Quem é a WPS e por que a opinião dela pesa

A WPS é uma organização que representa os interesses dos surfistas profissionais, especialmente os atletas que competem na elite mundial. Na entrevista, Christian comenta como essas propostas são percebidas do ponto de vista de quem está diretamente ligado ao dia a dia dos atletas e ao impacto que qualquer mudança pode gerar na preparação, no calendário e no caminho até a vaga olímpica.

O ponto central: calendário, meritocracia e previsibilidade

Durante a conversa, Christian destaca que o CT funciona como a principal plataforma competitiva do surfe profissional, com eventos ao longo do ano em diferentes condições e formatos. Para ele, qualquer alteração que aumente a dependência de eventos específicos pode criar cenários de maior imprevisibilidade e exigir ainda mais logística dentro de um calendário já muito intenso.

A discussão, portanto, não é apenas sobre números de vagas. Ela passa pela busca de um modelo que equilibre representatividade global, critérios esportivos, planejamento e justiça competitiva para quem está disputando a elite.

Debate internacional e interesse comum no melhor cenário

O processo olímpico envolve várias entidades e interesses diferentes. A ISA tem papel central por ser a federação internacional reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional. Já a WSL organiza o principal circuito profissional do esporte. No meio disso, a visão dos atletas e de seus representantes é uma peça importante para que o sistema final não gere distorções e preserve o nível técnico do surfe olímpico.

Assista a mais episódios no YouTube do Fala Papah!

Veja também nossa matéria em que a AOS Mídia publicou o tema em primeira mão:

 

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Gap no surfe brasileiro? Pinga e Cortez alertam

No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez debatem o gap no surfe brasileiro e analisam os impactos na base e no mercado.

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No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez analisam a formação da Brazilian Storm e projetam possível gap de até 10 anos no surfe brasileiro. Foto: Reprodução

O debate sobre um possível gap no surfe brasileiro ganhou força no Fala Papah após as análises de Luiz Henrique Pinga e Daniel Cortez sobre base, mercado e formação de atletas.

A fala surgiu dentro de um debate mais amplo sobre mercado, surfwear, investimento e formação de atletas. O tema repercutiu rapidamente entre profissionais do setor e também começou a circular fora do Brasil, levantando um ponto central: o surfe brasileiro não virou potência por acaso.

“Não foi à toa”: o que sustentou a Brazilian Storm

No recorte, os convidados lembram que a fase vitoriosa do Brasil foi consequência de um ecossistema mais sólido no passado: equipes estruturadas dentro das marcas, programas consistentes de base, viagens com atletas, ações estratégicas e um calendário nacional forte, que criava experiência competitiva.

Daniel Cortez cita, por exemplo, o período em que “a gente tinha 10 atletas” na equipe da Volcom, com um programa completo de desenvolvimento.

Já Pinga reforça um ponto essencial da formação:

“Tem que aprender a perder para começar a ganhar.”

Segundo ele, os circuitos nacionais e os formatos de transição ajudavam os jovens a entender o jogo do alto rendimento, preparando-os mentalmente e tecnicamente para o cenário mundial.

Por que eles acreditam que vem um “gap”

Na conversa, os participantes deixaram claro que não se trata de “caça às bruxas” nem de responsabilizar apenas um lado. Para eles, houve uma soma de fatores que foram alterando o ecossistema ao longo do tempo. No entanto, ele reconhece que o mercado de surfwear e o ambiente estrutural do esporte têm parcela importante nesse cenário.

Daniel Cortez complementa a análise com uma visão externa:

“Eu tô vendo o que tá rolando lá fora… os caras estão fazendo exatamente isso que a gente fez ali atrás e parou de fazer.”

A lógica apresentada no debate é direta: enquanto o Brasil reduziu parte da estrutura que sustentava a base, outros países passaram a investir justamente nesse modelo.

Austrália e Europa no radar

Cortez aponta a Austrália como exemplo de retomada estrutural. Já Pinga amplia o olhar e menciona o crescimento europeu, citando Espanha (especialmente as Canárias), além da evolução de Portugal e o surgimento de jovens talentos em diferentes centros do continente.

A leitura feita no episódio não é de que o surfe brasileiro perdeu relevância, mas de que o jogo internacional evoluiu — e que, sem investimento consistente na base, pode haver um intervalo significativo entre a geração atual e a próxima leva dominante.

Investir na base e pensar no longo prazo

No fim do trecho, eles reforçam que não existe um único culpado. Foram mudanças, decisões e adaptações ao longo do tempo que moldaram o cenário atual.

E também resumem o alerta: sem estrutura sólida e investimento contínuo, o país pode enfrentar um período de transição mais longo do que se imagina.

O debate não soa como pessimismo, mas como reflexão estratégica.

Assista ao episódio completo no Fala Papah:

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Bombando

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