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MEO Rip Curl Pro Portugal: brasileiros avançam na repescagem

MEO Rip Curl Pro Portugal tem dia de condições desafiadoras em Peniche. Confira quem avançou na repescagem e os destaques da etapa da WSL.

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Deivid Silva é destaque na repescagem do MEO Rip Curl Pro Portugal. Foto: WSL / Laurent Masurel

O MEO Rip Curl Pro Portugal 2025, terceira etapa do Championship Tour (CT) da World Surf League (WSL), teve um domingo desafiador em Supertubos, com ondas inconsistentes e séries demoradas. Na repescagem do masculino, Deivid Silva, Edgard Groggia e Samuel Pupo avançaram, enquanto João Chianca e Ian Gouveia foram eliminados. No feminino, Luana Silva conseguiu passar pela repescagem, mas caiu nas oitavas diante de Molly Picklum, enquanto Tatiana Weston-Webb foi eliminada ainda na repescagem.

Os brasileiros que avançaram na repescagem se juntam a Italo Ferreira, Yago Dora, Filipe Toledo, Miguel Pupo e Alejo Muniz, que já haviam garantido vaga direta no round 3 após estreias vitoriosas no round 1.

Brasileiros avançam na repescagem do masculino

O melhor brasileiro do dia foi Deivid Silva, que venceu sua bateria na repescagem com 12.43 pontos, superando Jake Marshall (9.73) e Frederico Morais (8.07).

Edgard Groggia também avançou, com 11.27 pontos, ficando atrás apenas de Liam O’Brien.Samuel Pupo garantiu sua vaga na fase seguinte com uma performance consistente.

Por outro lado, João Chianca (8.37 pontos) e Ian Gouveia (6.80 pontos) foram eliminados. Chianca perdeu para Marco Mignot e Seth Moniz, enquanto Gouveia foi superado por Liam O’Brien e Edgard Groggia.

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Samuel Pupo decola rumo às oitavas de final. Foto: WSL / Manel Geada

Luana Silva cai nas oitavas e Tatiana Weston-Webb é eliminada na repescagem

No feminino, Luana Silva avançou na repescagem, mas foi eliminada nas oitavas de final por Molly Picklum, que venceu com 11.03 contra 8.87 pontos.

Tatiana Weston-Webb se despediu mais cedo do evento, sendo eliminada na repescagem com 4.30 pontos, atrás de Sawyer Lindblad e Bettylou Sakura Johnson.

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Edgard Groggia também supera a repescagem do Rip Curl Pro Portugal em Peniche. Foto: WSL / Laurent Masurel

Destaques do dia no MEO Rip Curl Pro Portugal

  • Deivid Silva, melhor brasileiro do dia, com 12.43 pontos.
  • Caroline Marks (13.24), Caitlin Simmers (13.24) e Erin Brooks (13.67) se destacaram no feminino.
  • Molly Picklum eliminou Luana Silva nas oitavas com 11.03 pontos.

Próxima fase e cronograma

A chamada para segunda-feira (17) será às 03h50 no horário de Brasília, com possível início às 04h05. O cronograma prevê:

  • Quartas de final do feminino
  • Round 3 e Oitavas do masculino
  • Baterias simultâneas (overlapping heats), caso as condições permitam

Previsão das ondas

De acordo com a previsão do Surfline, uma forte ondulação vinda do oeste está a caminho, trazendo condições desafiadoras para os próximos dias no MEO Rip Curl Pro Portugal 2025. O mar deve apresentar grandes variações, exigindo adaptação dos competidores.

• Segunda-feira (17): O dia começa com ondas entre 3-5 pés, aumentando rapidamente para 10-20 pés à tarde. O período da manhã deve ter condições semi-limpas, melhorando ao longo do dia com o vento virando para terral no período da tarde. No entanto, a força da ondulação pode gerar séries fechando no outside.

• Terça-feira (18): Ondas entre 10-15 pés pela manhã, diminuindo para 8-10 pés à tarde. Condições boas e limpas no início do dia, mas o vento onshore entra ao longo da tarde, deixando o mar mais mexido.

• Quarta-feira (19): Onda de 8-12 pés, mas com qualidade ruim devido a ventos fortes e mar mexido. Condições instáveis e desorganizadas ao longo do dia.

• Quinta-feira (20) e Sexta-feira (21): Mar grande e desordenado, com séries de até 15 pés e ventos fortes, prejudicando a formação das ondas. Expectativa de poucas janelas de boas condições.

• Fim de semana (22-23): O mar deve seguir grande no sábado, mas a tendência é de melhoria gradual no domingo, com ventos mais fracos e ondas mais organizadas. A expectativa é de um final de janela mais favorável para boas baterias em Supertubos.

• Últimos dias da janela (24-25): Ainda há incertezas, mas o cenário é promissor, com possibilidade de vento mais fraco e ondulação em declínio, criando boas condições para os momentos decisivos do evento.

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Luana Silva avança uma fase, mas cai nas oitavas em Peniche. Foto: WSL / Manel Geada

Baterias do Round 3 – Masculino

1 – Jack Robinson (AUS) X Ian Gentil (HAW)
2 – Crosby Colapinto (EUA) X Liam O’Brien (AUS)
3 – Yago Dora (BRA) X Samuel Pupo (BRA)
4 – Jake Marshall (EUA) X Imaikalani deVault (HAW)
5 – Ethan Ewing (AUS) X Gatien Delahaye (FRA)
6 – Connor O’Leary (JAP) X Cole Houshmand (EUA)
7 – Filipe Toledo (BRA) X Alejo Muniz (BRA)
8 – Jordy Smith (AFS) X Alan Cleland (MEX)
9 – Italo Ferreira (BRA) X Jorgann Couzinet (FRA)
10 – Ramzi Boukhiam (MAR) X Joel Vaughan (AUS)
11 – Rio Waida (IND) X Deivid Silva (BRA)
12 – Kanoa Igarashi (JAP) X Matthew McGillivray (AFS)
13 – Griffin Colapinto (EUA) X Marco Mignot (FRA)
14 – Miguel Pupo (BRA) X Seth Moniz (HAW)
15 – Leonardo Fioravanti (ITA) X Jackson Bunch (HAW)
16 – Barron Mamiya (HAW) X Edgard Groggia (BRA)


Quartas de final – Feminino

1 – Caroline Marks (EUA) x Johanne Defay (FRA)
2 – Molly Picklum (AUS) x Tyler Wright (AUS)

3 – Caitlin Simmers (EUA) x Erin Brooks (CAN)

4 – Bella Kenworthy (EUA) x Gabriela Bryan (HAW)

 

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Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Classificação olímpica 2028: WPS debate impacto para Tops do CT

Entrevista exclusiva no Fala Papah! sobre mudanças na classificação olímpica do surfe para 2028 e impacto nos atletas do CT.

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Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

As propostas que podem alterar os critérios de classificação do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 viraram um dos assuntos mais debatidos do esporte no cenário internacional. A notícia ganhou repercussão em diferentes mídias digitais após a AOS Mídia publicar o tema em primeira mão, trazendo ao público as informações iniciais sobre as mudanças discutidas nos bastidores.

O assunto agora entra em um novo capítulo com uma entrevista exclusiva no Fala Papah!, podcast apresentado por Ader Oliveira, gravada e publicada no canal do YouTube do projeto. O convidado é Christian Bezerra, COO da WPS (World Professional Surfers), entidade que representa os surfistas profissionais e atua como ponte institucional em pautas que envolvem os atletas do Championship Tour (CT).

Quem é a WPS e por que a opinião dela pesa

A WPS é uma organização que representa os interesses dos surfistas profissionais, especialmente os atletas que competem na elite mundial. Na entrevista, Christian comenta como essas propostas são percebidas do ponto de vista de quem está diretamente ligado ao dia a dia dos atletas e ao impacto que qualquer mudança pode gerar na preparação, no calendário e no caminho até a vaga olímpica.

O ponto central: calendário, meritocracia e previsibilidade

Durante a conversa, Christian destaca que o CT funciona como a principal plataforma competitiva do surfe profissional, com eventos ao longo do ano em diferentes condições e formatos. Para ele, qualquer alteração que aumente a dependência de eventos específicos pode criar cenários de maior imprevisibilidade e exigir ainda mais logística dentro de um calendário já muito intenso.

A discussão, portanto, não é apenas sobre números de vagas. Ela passa pela busca de um modelo que equilibre representatividade global, critérios esportivos, planejamento e justiça competitiva para quem está disputando a elite.

Debate internacional e interesse comum no melhor cenário

O processo olímpico envolve várias entidades e interesses diferentes. A ISA tem papel central por ser a federação internacional reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional. Já a WSL organiza o principal circuito profissional do esporte. No meio disso, a visão dos atletas e de seus representantes é uma peça importante para que o sistema final não gere distorções e preserve o nível técnico do surfe olímpico.

Assista a mais episódios no YouTube do Fala Papah!

Veja também nossa matéria em que a AOS Mídia publicou o tema em primeira mão:

 

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Gap no surfe brasileiro? Pinga e Cortez alertam

No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez debatem o gap no surfe brasileiro e analisam os impactos na base e no mercado.

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No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez analisam a formação da Brazilian Storm e projetam possível gap de até 10 anos no surfe brasileiro. Foto: Reprodução

O debate sobre um possível gap no surfe brasileiro ganhou força no Fala Papah após as análises de Luiz Henrique Pinga e Daniel Cortez sobre base, mercado e formação de atletas.

A fala surgiu dentro de um debate mais amplo sobre mercado, surfwear, investimento e formação de atletas. O tema repercutiu rapidamente entre profissionais do setor e também começou a circular fora do Brasil, levantando um ponto central: o surfe brasileiro não virou potência por acaso.

“Não foi à toa”: o que sustentou a Brazilian Storm

No recorte, os convidados lembram que a fase vitoriosa do Brasil foi consequência de um ecossistema mais sólido no passado: equipes estruturadas dentro das marcas, programas consistentes de base, viagens com atletas, ações estratégicas e um calendário nacional forte, que criava experiência competitiva.

Daniel Cortez cita, por exemplo, o período em que “a gente tinha 10 atletas” na equipe da Volcom, com um programa completo de desenvolvimento.

Já Pinga reforça um ponto essencial da formação:

“Tem que aprender a perder para começar a ganhar.”

Segundo ele, os circuitos nacionais e os formatos de transição ajudavam os jovens a entender o jogo do alto rendimento, preparando-os mentalmente e tecnicamente para o cenário mundial.

Por que eles acreditam que vem um “gap”

Na conversa, os participantes deixaram claro que não se trata de “caça às bruxas” nem de responsabilizar apenas um lado. Para eles, houve uma soma de fatores que foram alterando o ecossistema ao longo do tempo. No entanto, ele reconhece que o mercado de surfwear e o ambiente estrutural do esporte têm parcela importante nesse cenário.

Daniel Cortez complementa a análise com uma visão externa:

“Eu tô vendo o que tá rolando lá fora… os caras estão fazendo exatamente isso que a gente fez ali atrás e parou de fazer.”

A lógica apresentada no debate é direta: enquanto o Brasil reduziu parte da estrutura que sustentava a base, outros países passaram a investir justamente nesse modelo.

Austrália e Europa no radar

Cortez aponta a Austrália como exemplo de retomada estrutural. Já Pinga amplia o olhar e menciona o crescimento europeu, citando Espanha (especialmente as Canárias), além da evolução de Portugal e o surgimento de jovens talentos em diferentes centros do continente.

A leitura feita no episódio não é de que o surfe brasileiro perdeu relevância, mas de que o jogo internacional evoluiu — e que, sem investimento consistente na base, pode haver um intervalo significativo entre a geração atual e a próxima leva dominante.

Investir na base e pensar no longo prazo

No fim do trecho, eles reforçam que não existe um único culpado. Foram mudanças, decisões e adaptações ao longo do tempo que moldaram o cenário atual.

E também resumem o alerta: sem estrutura sólida e investimento contínuo, o país pode enfrentar um período de transição mais longo do que se imagina.

O debate não soa como pessimismo, mas como reflexão estratégica.

Assista ao episódio completo no Fala Papah:

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