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Julian Wilson recebe wildcard da WSL

Julian Wilson recebe wildcard da WSL para disputar o Challenger Series 2025. Saiba como funciona a divisão de acesso ao CT.

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Julian Wilson, Boost Mobile Gold Coast, Snapper Rocks, Austrália, World Surf League. Foto: WSL / Dunbar

Julian Wilson recebe wildcard da WSL para disputar o Challenger Series 2025. Foto: WSL / Dunbar

A AOS Mídia apurou que o australiano Julian Wilson vai receber um wildcard da World Surf League (WSL), marcando oficialmente seu retorno às competições. Wilson, que foi vice-campeão mundial em 2018 e terceiro colocado em 2017, estava afastado do circuito desde 2021, quando optou por dar uma pausa na carreira para se dedicar à família. Agora, ele terá mais uma chance de competir no cenário mundial e buscar sua requalificação para a elite.

“Sou um competidor por natureza e realmente senti falta de me apresentar no mais alto nível nos últimos anos, mas sinto que estou pronto para encarar esse desafio novamente”, disse Wilson. “Estou muito animado para receber esses wildcards e ter a chance de voltar ao Championship Tour, competindo novamente contra os melhores do mundo. Quero muito retornar a alguns lugares onde já venci e vestir a lycra mais uma vez. Estou ansioso por esse desafio, pois tenho um desejo muito forte de voltar ao tour mundial.”

A trajetória de Julian Wilson no CT

Julian Wilson foi um dos principais surfistas do Championship Tour (CT) na última década. Ele estreou na elite mundial em 2011 e rapidamente se destacou com um surfe progressivo e competitivo. Seu auge veio em 2018, quando disputou o título mundial até a última etapa e terminou o ano como vice-campeão, atrás de Gabriel Medina.

O australiano conquistou cinco vitórias em etapas do CT, incluindo algumas das competições mais prestigiadas do circuito, como:

  • Peniche (2012)
  • Pipeline (2014)
  • Tahiti (2017)
  • França (2018)
  • Gold Coast (2018)

Wilson sempre foi um competidor versátil, com atuações sólidas tanto em ondas tubulares quanto em ondas de manobras. Seu retorno ao circuito, portanto, é aguardado com grande expectativa pela comunidade do surfe.

“Minha decisão de me afastar das competições foi bastante repentina e algo para o qual eu não estava completamente preparado”, revelou Wilson. “As restrições de viagens internacionais durante a pandemia, especialmente com a chegada do meu segundo filho, colocaram muita pressão sobre mim e minha família. Foi tudo muito intenso mentalmente, e decidi que precisava de uma pausa.”

Julian Wilson, Boost Mobile Gold Coast, Snapper Rocks, Austrália, World Surf League. Foto: WSL / Andrew Shield

O australiano havia abandonado as competições em 2021 para cuidar da família. Foto: WSL / Andrew Shield

Challenger Series 2025: O caminho de volta à elite

O Challenger Series (CS) é a divisão de acesso ao Championship Tour (CT). É nele que os surfistas competem para conquistar uma das vagas na elite mundial. O CS reúne ex-tops do CT, promessas do surfe e atletas que tentam retornar ao circuito principal.

Para a temporada 2025, o CS terá cinco etapas em cinco países, e os melhores colocados ao final do circuito garantem vaga no CT de 2026.

Critérios de classificação para o CT 2026:

  • Top 10 do ranking masculino
  • Top 7 do ranking feminino

Isso significa que Julian Wilson precisa ter uma campanha forte ao longo das etapas do Challenger Series para garantir sua volta à elite.

Calendário do Challenger Series 2025

Calendário oficial do CS 2025:

  • Newcastle, Austrália: 2 a 8 de junho
  • Ballito, África do Sul: 30 de junho a 6 de julho
  • Huntington Beach, EUA: 29 de julho a 3 de agosto
  • Ericeira, Portugal: 29 de setembro a 5 de outubro
  • Saquarema, Brasil: 11 a 19 de outubro

Com esse wildcard, Wilson terá a oportunidade de competir contra a nova geração e contra surfistas que buscam um lugar no CT. O Challenger Series será um verdadeiro teste para seu nível técnico e físico após anos longe das competições de alto rendimento.

A confirmação do convite da WSL reacende a curiosidade sobre o desempenho de Julian Wilson em seu retorno. Será que ele ainda tem o nível necessário para voltar ao Championship Tour? Seu desempenho nas próximas etapas dirá.

 

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Competições

Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Classificação olímpica 2028: WPS debate impacto para Tops do CT

Entrevista exclusiva no Fala Papah! sobre mudanças na classificação olímpica do surfe para 2028 e impacto nos atletas do CT.

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Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

As propostas que podem alterar os critérios de classificação do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 viraram um dos assuntos mais debatidos do esporte no cenário internacional. A notícia ganhou repercussão em diferentes mídias digitais após a AOS Mídia publicar o tema em primeira mão, trazendo ao público as informações iniciais sobre as mudanças discutidas nos bastidores.

O assunto agora entra em um novo capítulo com uma entrevista exclusiva no Fala Papah!, podcast apresentado por Ader Oliveira, gravada e publicada no canal do YouTube do projeto. O convidado é Christian Bezerra, COO da WPS (World Professional Surfers), entidade que representa os surfistas profissionais e atua como ponte institucional em pautas que envolvem os atletas do Championship Tour (CT).

Quem é a WPS e por que a opinião dela pesa

A WPS é uma organização que representa os interesses dos surfistas profissionais, especialmente os atletas que competem na elite mundial. Na entrevista, Christian comenta como essas propostas são percebidas do ponto de vista de quem está diretamente ligado ao dia a dia dos atletas e ao impacto que qualquer mudança pode gerar na preparação, no calendário e no caminho até a vaga olímpica.

O ponto central: calendário, meritocracia e previsibilidade

Durante a conversa, Christian destaca que o CT funciona como a principal plataforma competitiva do surfe profissional, com eventos ao longo do ano em diferentes condições e formatos. Para ele, qualquer alteração que aumente a dependência de eventos específicos pode criar cenários de maior imprevisibilidade e exigir ainda mais logística dentro de um calendário já muito intenso.

A discussão, portanto, não é apenas sobre números de vagas. Ela passa pela busca de um modelo que equilibre representatividade global, critérios esportivos, planejamento e justiça competitiva para quem está disputando a elite.

Debate internacional e interesse comum no melhor cenário

O processo olímpico envolve várias entidades e interesses diferentes. A ISA tem papel central por ser a federação internacional reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional. Já a WSL organiza o principal circuito profissional do esporte. No meio disso, a visão dos atletas e de seus representantes é uma peça importante para que o sistema final não gere distorções e preserve o nível técnico do surfe olímpico.

Assista a mais episódios no YouTube do Fala Papah!

Veja também nossa matéria em que a AOS Mídia publicou o tema em primeira mão:

 

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Gap no surfe brasileiro? Pinga e Cortez alertam

No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez debatem o gap no surfe brasileiro e analisam os impactos na base e no mercado.

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No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez analisam a formação da Brazilian Storm e projetam possível gap de até 10 anos no surfe brasileiro. Foto: Reprodução

O debate sobre um possível gap no surfe brasileiro ganhou força no Fala Papah após as análises de Luiz Henrique Pinga e Daniel Cortez sobre base, mercado e formação de atletas.

A fala surgiu dentro de um debate mais amplo sobre mercado, surfwear, investimento e formação de atletas. O tema repercutiu rapidamente entre profissionais do setor e também começou a circular fora do Brasil, levantando um ponto central: o surfe brasileiro não virou potência por acaso.

“Não foi à toa”: o que sustentou a Brazilian Storm

No recorte, os convidados lembram que a fase vitoriosa do Brasil foi consequência de um ecossistema mais sólido no passado: equipes estruturadas dentro das marcas, programas consistentes de base, viagens com atletas, ações estratégicas e um calendário nacional forte, que criava experiência competitiva.

Daniel Cortez cita, por exemplo, o período em que “a gente tinha 10 atletas” na equipe da Volcom, com um programa completo de desenvolvimento.

Já Pinga reforça um ponto essencial da formação:

“Tem que aprender a perder para começar a ganhar.”

Segundo ele, os circuitos nacionais e os formatos de transição ajudavam os jovens a entender o jogo do alto rendimento, preparando-os mentalmente e tecnicamente para o cenário mundial.

Por que eles acreditam que vem um “gap”

Na conversa, os participantes deixaram claro que não se trata de “caça às bruxas” nem de responsabilizar apenas um lado. Para eles, houve uma soma de fatores que foram alterando o ecossistema ao longo do tempo. No entanto, ele reconhece que o mercado de surfwear e o ambiente estrutural do esporte têm parcela importante nesse cenário.

Daniel Cortez complementa a análise com uma visão externa:

“Eu tô vendo o que tá rolando lá fora… os caras estão fazendo exatamente isso que a gente fez ali atrás e parou de fazer.”

A lógica apresentada no debate é direta: enquanto o Brasil reduziu parte da estrutura que sustentava a base, outros países passaram a investir justamente nesse modelo.

Austrália e Europa no radar

Cortez aponta a Austrália como exemplo de retomada estrutural. Já Pinga amplia o olhar e menciona o crescimento europeu, citando Espanha (especialmente as Canárias), além da evolução de Portugal e o surgimento de jovens talentos em diferentes centros do continente.

A leitura feita no episódio não é de que o surfe brasileiro perdeu relevância, mas de que o jogo internacional evoluiu — e que, sem investimento consistente na base, pode haver um intervalo significativo entre a geração atual e a próxima leva dominante.

Investir na base e pensar no longo prazo

No fim do trecho, eles reforçam que não existe um único culpado. Foram mudanças, decisões e adaptações ao longo do tempo que moldaram o cenário atual.

E também resumem o alerta: sem estrutura sólida e investimento contínuo, o país pode enfrentar um período de transição mais longo do que se imagina.

O debate não soa como pessimismo, mas como reflexão estratégica.

Assista ao episódio completo no Fala Papah:

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Bombando

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