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WSL nomeia brasileiro como diretor de arbitragem e head-judge

World Surf League (WSL) anuncia Luli Pereira como novo diretor de arbitragem e head-judge de todos os circuitos competitivos.

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World Surf League (WSL) nomeia Luli Pereira como novo diretor de arbitragem e head-judge de todos os circuitos competitivos. Foto: WSL / Cestari

World Surf League (WSL) nomeia Luli Pereira como novo diretor de arbitragem e head-judge de todos os circuitos competitivos. Foto: WSL / Cestari

A World Surf League (WSL) anunciou a nomeação do brasileiro Luiz “Luli” Fernando Steffen Pereira como Diretor de Arbitragem e Head-Judge, no lugar de Pritamo Ahrendt, Diretor de Julgamento da WSL, que afastou da função para buscar outras oportunidades.

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Com a nomeação de Luli, a equipe de Circuitos e Competições da WSL evoluiu a estrutura e o escopo da posição de Head-Judge. Neste novo cargo, o brasileiro atuará como Diretor de Arbitragem e será o Head-Judge de todos os circuitos competitivos da WSL.

“Estamos empolgados em receber Luli Pereira como Diretor de Arbitragem e Head-Judge”, diz Jessi Miley-Dyer, Chefe de Esportes da WSL. “A compreensão abrangente de Luli sobre o surfe competitivo, aliada ao seu profundo compromisso com a excelência na arbitragem e no julgamento, o torna a pessoa ideal para liderar esta equipe. Estou ansiosa para colaborar com Luli e espero ansiosamente o excelente trabalho que está por vir.”

Luli Pereira traz uma vasta experiência para esse cargo. Com uma carreira distinta no surfe competitivo que se estende por mais de duas décadas, o brasileiro atuou como juiz no painel do Circuito Mundial (CT) nos últimos 18 anos, incluindo seu papel como Head-Judge das mulheres desde 2020. Além disso, atuou como juiz na estreia do surfe nas Olimpíadas de Tóquio 2020.

Luli traz uma experiência única de sua carreira inicial como surfista profissional no Qualifying Series da América do Sul. Também possui uma formação educacional distinta, com um diploma de direito da Universidade do Vale do Itajaí, Santa Catarina, e é fluente em três idiomas.

“Eu gostaria de expressar minha admiração pela liderança de Pritamo como Head-Judge e pelo impacto extraordinário no esporte”, disse Luli. “É uma honra ter sido selecionado para este novo cargo e estou ansioso para dar continuidade ao legado de excelência na arbitragem e no julgamento.”

Pritamo Ahrendt deixa o cargo de Diretor de Julgamento da WSL. Foto: WSL / Cestari

Pritamo Ahrendt deixa o cargo de Diretor de Julgamento da WSL. Foto: WSL / Cestari

Pritamo Ahrendt atuou como Diretor de Julgamento e Head-Judge masculino do CT desde 2018 e, antes desse cargo, foi Co-Head-Judge por oito anos. Durante esse tempo, Ahrendt desempenhou um papel fundamental na história da WSL e desempenhou um papel fundamental na evolução do aumento dos níveis de desempenho. Ahrendt também foi fundamental na criação da estrutura da equipe de julgamento, no desenvolvimento de nossos painéis de julgamento em todo o mundo, incluindo a nomeação da primeira mulher como Head-Judge no surfe profissional, Tory Gilkerson, juíza-chefe do WSL Longboard Tour.

“Foi uma honra e um privilégio liderar o julgamento da WSL nos últimos seis anos”, disse Ahrendt. “Os atletas são o show, e foi incrível vê-los continuar a evoluir o esporte ao longo dos anos. Luli é um dos melhores juízes com quem já trabalhei, e ele é a pessoa certa para levar o julgamento para o próximo nível.”

“Gostaria de estender nossa sincera gratidão a Pritamo por sua dedicação inabalável e contribuições excepcionais nos últimos 25 anos”, disse Miley-Dyer. “Pritamo não apenas foi nosso juiz em tempo integral mais jovem, mas também foi nosso Head-Judge com o maior tempo de serviço, e seu legado será sempre uma parte integral de nossa jornada. Estou ansiosa para continuar a trabalhar com Pritamo, seu conhecimento e experiência continuarão sendo importantes à medida que a liga cresce.”

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3 Comentários

1 Comentário

  1. Fabricio Fernandes

    11/10/2023 às 18:25

    Pritamo um lalau que meteu a mão em vários brasileiros. Dyer em reunião fez top brasileiro sair da sala chorando e Luli o cara que da maior nota para os gringos e menor para os brasileiros. Estamos no fundo do poço!

  2. Fabio Dutra

    11/10/2023 às 19:15

    Vamos torcer para o cara ter carta branca e entregar um julgamento justo para todos.
    De qualquer forma, imagino que a pressão dos gringos sobre ele será enorme, ainda mais com mais um provável título brasileiro em Trestles em 2024…
    Sem ser bairrista, mas é difícil imaginar Toledo, Medina, Ítalo ou Yago sendo batidos por Robbo ou Ethan alí.
    Talvez só um inspirado Colapinto ou JJF possam dar testa aos nossos atletas no “surf park” de Trestles.
    Pena não colocarem o Finals em Teahupoo ou Fiji… seria muito mais emocionante e justo para todos.

    • Fabricio Fernandes

      11/10/2023 às 20:46

      Excelente análise

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Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Classificação olímpica 2028: WPS debate impacto para Tops do CT

Entrevista exclusiva no Fala Papah! sobre mudanças na classificação olímpica do surfe para 2028 e impacto nos atletas do CT.

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Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

As propostas que podem alterar os critérios de classificação do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 viraram um dos assuntos mais debatidos do esporte no cenário internacional. A notícia ganhou repercussão em diferentes mídias digitais após a AOS Mídia publicar o tema em primeira mão, trazendo ao público as informações iniciais sobre as mudanças discutidas nos bastidores.

O assunto agora entra em um novo capítulo com uma entrevista exclusiva no Fala Papah!, podcast apresentado por Ader Oliveira, gravada e publicada no canal do YouTube do projeto. O convidado é Christian Bezerra, COO da WPS (World Professional Surfers), entidade que representa os surfistas profissionais e atua como ponte institucional em pautas que envolvem os atletas do Championship Tour (CT).

Quem é a WPS e por que a opinião dela pesa

A WPS é uma organização que representa os interesses dos surfistas profissionais, especialmente os atletas que competem na elite mundial. Na entrevista, Christian comenta como essas propostas são percebidas do ponto de vista de quem está diretamente ligado ao dia a dia dos atletas e ao impacto que qualquer mudança pode gerar na preparação, no calendário e no caminho até a vaga olímpica.

O ponto central: calendário, meritocracia e previsibilidade

Durante a conversa, Christian destaca que o CT funciona como a principal plataforma competitiva do surfe profissional, com eventos ao longo do ano em diferentes condições e formatos. Para ele, qualquer alteração que aumente a dependência de eventos específicos pode criar cenários de maior imprevisibilidade e exigir ainda mais logística dentro de um calendário já muito intenso.

A discussão, portanto, não é apenas sobre números de vagas. Ela passa pela busca de um modelo que equilibre representatividade global, critérios esportivos, planejamento e justiça competitiva para quem está disputando a elite.

Debate internacional e interesse comum no melhor cenário

O processo olímpico envolve várias entidades e interesses diferentes. A ISA tem papel central por ser a federação internacional reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional. Já a WSL organiza o principal circuito profissional do esporte. No meio disso, a visão dos atletas e de seus representantes é uma peça importante para que o sistema final não gere distorções e preserve o nível técnico do surfe olímpico.

Assista a mais episódios no YouTube do Fala Papah!

Veja também nossa matéria em que a AOS Mídia publicou o tema em primeira mão:

 

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Gap no surfe brasileiro? Pinga e Cortez alertam

No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez debatem o gap no surfe brasileiro e analisam os impactos na base e no mercado.

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No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez analisam a formação da Brazilian Storm e projetam possível gap de até 10 anos no surfe brasileiro. Foto: Reprodução

O debate sobre um possível gap no surfe brasileiro ganhou força no Fala Papah após as análises de Luiz Henrique Pinga e Daniel Cortez sobre base, mercado e formação de atletas.

A fala surgiu dentro de um debate mais amplo sobre mercado, surfwear, investimento e formação de atletas. O tema repercutiu rapidamente entre profissionais do setor e também começou a circular fora do Brasil, levantando um ponto central: o surfe brasileiro não virou potência por acaso.

“Não foi à toa”: o que sustentou a Brazilian Storm

No recorte, os convidados lembram que a fase vitoriosa do Brasil foi consequência de um ecossistema mais sólido no passado: equipes estruturadas dentro das marcas, programas consistentes de base, viagens com atletas, ações estratégicas e um calendário nacional forte, que criava experiência competitiva.

Daniel Cortez cita, por exemplo, o período em que “a gente tinha 10 atletas” na equipe da Volcom, com um programa completo de desenvolvimento.

Já Pinga reforça um ponto essencial da formação:

“Tem que aprender a perder para começar a ganhar.”

Segundo ele, os circuitos nacionais e os formatos de transição ajudavam os jovens a entender o jogo do alto rendimento, preparando-os mentalmente e tecnicamente para o cenário mundial.

Por que eles acreditam que vem um “gap”

Na conversa, os participantes deixaram claro que não se trata de “caça às bruxas” nem de responsabilizar apenas um lado. Para eles, houve uma soma de fatores que foram alterando o ecossistema ao longo do tempo. No entanto, ele reconhece que o mercado de surfwear e o ambiente estrutural do esporte têm parcela importante nesse cenário.

Daniel Cortez complementa a análise com uma visão externa:

“Eu tô vendo o que tá rolando lá fora… os caras estão fazendo exatamente isso que a gente fez ali atrás e parou de fazer.”

A lógica apresentada no debate é direta: enquanto o Brasil reduziu parte da estrutura que sustentava a base, outros países passaram a investir justamente nesse modelo.

Austrália e Europa no radar

Cortez aponta a Austrália como exemplo de retomada estrutural. Já Pinga amplia o olhar e menciona o crescimento europeu, citando Espanha (especialmente as Canárias), além da evolução de Portugal e o surgimento de jovens talentos em diferentes centros do continente.

A leitura feita no episódio não é de que o surfe brasileiro perdeu relevância, mas de que o jogo internacional evoluiu — e que, sem investimento consistente na base, pode haver um intervalo significativo entre a geração atual e a próxima leva dominante.

Investir na base e pensar no longo prazo

No fim do trecho, eles reforçam que não existe um único culpado. Foram mudanças, decisões e adaptações ao longo do tempo que moldaram o cenário atual.

E também resumem o alerta: sem estrutura sólida e investimento contínuo, o país pode enfrentar um período de transição mais longo do que se imagina.

O debate não soa como pessimismo, mas como reflexão estratégica.

Assista ao episódio completo no Fala Papah:

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