Competições
Samuel Pupo volta ao G-10 do Challenger Series
Samuel Pupo estreia com vitória em Saquarema (RJ) e tira Mateus Herdy do G-10 do Challenger da WSL.
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Joao Carvalho
Samuel Pupo volta ao G-10 do Challenger Series com a vitória na estreia em Saquarema. Foto: WSL / Daniel Smorigo
Um domingo emocionante de boas ondas e praia lotada em Itaúna, marcou a estreia dos cabeças de chave do Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil. Os aéreos arrancaram as maiores notas no dia que terminou com o espetáculo da Esquadrilha Céu. Mateus Herdy estreou batendo os recordes da etapa brasileira do Challenger Series, mas depois o australiano Joel Vaughan conseguiu a primeira nota 10 também com um aéreo “alley-oop” incrível nas direitas da Praia de Itaúna. No fim do dia, Samuel Pupo passou sua primeira bateria e entrou na lista dos 10 que se classificam para o World Surf League (WSL) Championship Tour (CT), tirando a décima posição do recordista de pontos, Mateus Herdy.
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“É um campeonato importante para mim e, quando a gente está nessa pressão, ou você consegue lidar bem com isso, ou acaba caindo né. É oito ou oitenta e estou feliz por começar o evento com o maior somatório, mas realmente não estava pensando nisso e só em surfar bem”, disse Mateus Herdy. “Eu fiquei tentando entender o vento, porque tava meio terral e meio ladal ao mesmo tempo. Ele grudava a prancha no pé no início, mas no finalzinho tirava ela do pé. Então eu errei umas duas, três vezes. Mas, eu treino muito os aéreos, então na minha mentalidade é que se errei três, os próximos eu não ia errar. Foi isso, eu consegui acertar e vamo que vamo”.
Depois de não conseguir completar os primeiros aéreos que tentou no terceiro confronto do domingo, Mateus Herdy acertou dois full rotations incríveis numa mesma onda. Os juízes deram nota 8,93, a maior do Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil até ali. Ele somou o 8,93 com o 6,40 recebido na onda anterior, para totalizar 15,33 pontos e se tornar o recordista absoluto do campeonato. Nessa sua primeira bateria, Mateus eliminou um concorrente direto por vaga para o CT 2024, o californiano Nolan Rapoza.

Mateus Herdy tem o melhor somatório da prova até o momento, mas sai do G-10 com a troca de resultados de Samuel Pupo no ranking. Foto: WSL / Thiago Diz
MUDANÇA NO G-10 – Mas, ele permaneceu em décimo no ranking, pois teria que passar mais uma bateria para trocar os 1.900 pontos do seu pior resultado, entre os quatro que são computados. O único que poderia lhe tirar do G-10 ainda no domingo, era o também brasileiro Samuel Pupo, que competiu no penúltimo confronto do dia. E o Samuca conseguiu avançar em segundo lugar na bateria vencida pelo australiano George Pittar. Como ele tinha apenas 700 pontos para trocar, já somou mais 1.000 com a classificação e subiu do 12.o para o décimo lugar no ranking, tirando Mateus Herdy do G-10.
“A bateria foi bem difícil, porque os outros surfistas tinham as melhores notas e eu tive que me virar ali pra me classificar”, disse Samuel Pupo. “Acho que essas baterias difíceis são as mais importantes. Eu vim para esse campeonato pensando que eu não estou dentro do CT ainda. A décima colocação, ou a nona, sempre vai vir alguém de trás muito forte, então tem que seguir avançando para ficar na frente. O primeiro passo foi dado e foi importante, porque o mar estava difícil hoje, então vamos seguir buscando um bom resultado no evento ainda”.
Para confirmar sua vaga no CT 2024 sem depender de outros resultados, Samuel Pupo precisa chegar nas semifinais do Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil. Agora, ele está numa disputa fase a fase por um lugar no G-10 do Challenger Series, com o próprio Mateus Herdy que caiu para o 11.o lugar e o australiano Jackson Baker, que desceu para 12.o. A diferença é que Samuca passa a defender vaga dentro do G-10, que no momento ainda é ameaçada por onze surfistas. Entre eles, quatro são do Brasil, Mateus Herdy, Michael Rodrigues, Jadson André e Alejo Muniz.

Michael Rodrigues estreia com vitória e segue firme na luta pelo retorno ao Tour. Foto: WSL / Daniel Smorigo
BATERIAS DECISIVAS – A próxima bateria do Mateus Herdy é quase uma final. É a segunda da terceira fase e tem o vice-líder do ranking já garantido no CT 2024, Jacob Willcox, o também australiano Jackson Baker que está logo abaixo do brasileiro na porta de entrada do G-10 e o norte-americano Jake Marshall, número 3 do ranking. A do Michael Rodrigues, que estreou com vitória, é 100% brasileira e apenas dois vão avançar para as oitavas de final. Nela está Miguel Pupo já garantido no CT, Michael e Jadson André que estão disputando classificação e Cauã Costa, recordista do sábado na Praia de Itaúna.
“O mar mudou durante minha bateria, então tive que me adaptar e é bom começar um evento assim”, disse Michael Rodrigues. “Geralmente, eu começo com uma bateria excelente. Dessa vez foi uma difícil e estou feliz por ter passado. Eu venho fazendo um trabalho muito legal aqui. Estou bem focado, com uma rotina muito boa e bem confiante. É o último evento do ano e quero aproveitar também, não ficar só na pressão. Estou aqui com minha mulher, meu técnico que a gente se classificou juntos em 2017, então ter ele ao meu lado de novo, está sendo muito especial para mim”.

Jadson André também está no páreo pela classificação. Foto: WSL / Thiago Diz
DEZ BRASILEIROS – Entre os 32 surfistas que passaram suas baterias no domingo e vão disputar classificação para as oitavas de final do Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil, dez são brasileiros. Mateus Herdy está na segunda bateria da terceira fase e o argentino Nacho Gundesen entra na seguinte. Na quarta tem o número 4 do mundo, João Chianca. A quinta ficou 100% brasileira, com Miguel Pupo, Michael Rodrigues, Jadson André e Cauã Costa. Na sexta estão Deivid Silva e Heitor Mueller. Na sétima tem Samuel Pupo e na oitava e última está Alejo Muniz.
Entre os brasileiros que estão tentando confirmar classificação para o CT 2024 no Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil, quem está na melhor situação é Deivid Silva. A vitória conquistada no Challenger Series de Portugal na semana passada, o levou para a quinta posição no ranking. Agora, para não depender de outros resultados, DVD confirma seu retorno a elite da World Surf League se chegar nas quartas de final na Praia de Itaúna. Ele estreou com vitória no domingo e Cauã Costa confirmou a segunda dobradinha brasileira do dia, eliminando dois franceses que ainda tinham chances de vaga no CT, Justin Becret e Maxime Huscenot.
“Estou muito amarradão por ter vencido em Portugal, porque foram pontos importantes pra chegar aqui com mais possibilidades de conseguir realizar o sonho, que é voltar pro CT”, destacou Deivid Silva. “O mar está bem legal, bem divertido, tem altas ondas e estou feliz em estar em Saquarema novamente. Estou aqui pensando em me classificar por mim mesmo, sem depender dos outros. Estou me sentindo muito bem, a cabeça está bem boa, com pensamentos positivos, minha família toda está aqui comigo, minhas filhas, minha esposa, então isso me deixa mais tranquilo e vamos pras próximas”.

Se chegar às quartas em Saquarema, Deivid Silva garante o retorno à elite sem depender de outros atletas. Foto: WSL / Daniel Smorigo
TOP-4 DO MUNDO – Além da batalha pelas últimas vagas para o CT 2024, com concorrentes diretos na maioria das baterias, a torcida que encheu a Praia de Itaúna no domingo, queria ver o confronto com os dois surfistas locais de Saquarema. Era a primeira apresentação do João Chianca em casa, depois que se tornou o quarto melhor surfista do mundo. E Chumbinho não decepcionou o público, vencendo com o segundo maior placar do campeonato, 15,26 pontos, que só ficou abaixo dos 15,33 do Mateus Herdy.
“É bom estar em casa e ver a energia que o pessoal traz para esse campeonato”, destacou João Chumbinho. “Como é um Challenger Series, o ambiente é um pouco diferente do CT, mas ver a dedicação de todos aqui, me faz querer trazer o meu melhor também. Eu acho que é isso que me torna um competidor de verdade e é muito bom estar me apresentando na frente de todo mundo em casa. Dessa vez, eu pude dar um carinho ali pra galera depois da bateria. Eu não tinha conseguido fazer isso no CT, mas é sempre bom retribuir um pouco todo o carinho dessa torcida”.

João Chianca marca presença em evento no quintal de casa e tem ótima estreia em Itaúna. Foto: WSL / Thiago Diz
AÉREO NOTA 10 – Nessa mesma bateria que o outro surfista de Saquarema, Valentin Neves, terminou em último lugar, o australiano Joel Vaughan se classificou em segundo lugar com a primeira nota 10 da história do Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil. A maior do ano passado tinha sido 9,33 do campeão do evento, Gabriel Medina. Joel Vaughan pegou uma direita, saiu acelerando até achar a rampa para voar muito alto, fazer o giro completo no ar e aterrissar, para receber nota 10 unânime dos cinco juízes. Foi a segunda nota máxima do Challenger Series esse ano. A outra foi conseguida pelo também australiano Jacob Willcox, na etapa da África do Sul.
“É muito bom fazer história. Estou superfeliz por tirar uma nota 10. Na África do Sul consegui um 9,83, então estou muito feliz por ganhar um 10 aqui”, disse Joel Vaughan. “Eu estava em terceiro na bateria, sem conseguir notas boas. Então apenas relaxei, mas sabia que poderia tentar algo grande pra conseguir me classificar. Essa onda veio logo depois que me acalmei e até achei que decolei tarde demais, mas acabou me deixando um pouco mais na frente da onda e deu a conta certa. Com certeza, foi o melhor aéreo que já fiz num campeonato, então estou superfeliz”.

Australiano Joel Vaughan arranca nota 10 dos juízes. Foto: WSL / Thiago Diz
CHANCES DE G-10 – Joel Vaughan é um dos onze surfistas com chances matemáticas de entrar no G-10, mas são as mais remotas, pois já necessita da vitória do Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil, além de depender dos resultados de todos os outros concorrentes que estão a sua frente. Os mais próximos do G-10 são Mateus Herdy e o australiano Jackson Baker, que brigam fase a fase com Samuel Pupo e com o penúltimo da lista, o norte-americano Kade Matson.
Depois tem Michael Rodrigues, o norte-americano Jett Schilling e o francês Joan Duru, precisando chegar nas quartas de final para superar os 15.100 pontos atingidos por Samuel Pupo, com a sua classificação para a terceira fase no domingo. O potiguar Jadson André, os australianos George Pittar e Reef Heazlewood e o francês Marco Mignot, só conseguem isso nas semifinais. O catarinense Alejo Muniz já necessita chegar na grande final e para Joel Vaughan só interessa a vitória em Saquarema.
Entre os oito que defendem vagas no G-10, cinco confirmam suas classificações nas quartas de final, sem depender de outros resultados, o português Frederico Morais que divide o terceiro lugar no ranking com Jake Marshall, o também norte-americano Crosby Colapinto, o brasileiro Deivid Silva e o havaiano Eli Hanneman. Outro havaiano, Imaikalani deVault, que ocupa a oitava posição, bem como o americano Kade Matson na nona e Samuel Pupo agora fechando o G-10, garantem seus nomes nas semifinais.

Alejo Muniz ainda respira na corrida pela classificação. Foto: WSL / Daniel Smorigo
ATRAÇÕES EXTRAS – Depois das baterias emocionantes durante todo o dia, o grande público que lotou a Praia de Itaúna no domingo, foi presenteado com mais duas atrações extras programadas pela WSL Latin America, realizadora do Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil. A primeira foi a Bateria Legends com quatro brasileiros de gerações passadas, Rico de Souza e Otávio Pacheco pioneiros do Brasil no início do Circuito Mundial na década de 70 e Victor Ribas e Guilherme Herdy, que representaram o país na elite do CT nos anos 90 e 2000.
Rico de Souza e Otávio Pacheco foram uns dos primeiros a surfar em Saquarema nos anos 60 e já se enfrentaram em baterias nos antigos Festivais de Surfe de Saquarema e de Ubatuba na década de 70, que eram os campeonatos mais importantes do Brasil na época. Já Victor Ribas foi o terceiro melhor do mundo em 1999, feito só superado em 2014, quando Gabriel Medina conquistou o primeiro dos seus três títulos mundiais. E Guilherme Herdy foi o único brasileiro a ser campeão do Australian Grand Slam, série de etapas do CT e do QS disputadas na Austrália.
E para fechar o domingo de praia lotada em Itaúna, teve a apresentação de acrobacias aéreas da Esquadrilha Céu. Foi um encerramento com chave de ouro em um dia que as manobras aéreas dos surfistas, arrancaram as maiores notas do Corona Saquarema Pro apresentado por Banco do Brasil. Começou com Mateus Herdy ganhando 8,93 com seus dois voos na mesma onda. Depois teve a nota 10 do australiano Joel Vaughan na oitava bateria, a 8,50 do havaiano Eli Hanneman na 12.a bateria e a 8,17 do francês Marco Mignot na 14.a.

Bateria dos legends é atração em Saquarema. Foto: WSL / Thiago Diz
PRÓXIMAS BATERIAS DO CORONA SAQUAREMA PRO:
TERCEIRA FASE – 1.o e 2.o passam para as Oitavas de Final:
—–3.o=17.o lugar (US$ 2.100 e 1.900 pts) e 4.o=25.o lugar (US$ 2.000 e 1.700 pts)
1.a: Reef Heazlewood (AUS), Jordan Lawler (AUS), Shion Crawford (HAV), Mihimana Braye (TAH)
2.a: Jacob Willcox (AUS), Jake Marshall (EUA), Mateus Herdy (BRA), Jackson Baker (AUS)
3.a: Jett Schilling (EUA), Joel Vaughan (AUS), Luke Thompson (AFR), Nacho Gundesen (ARG)
4.a: João Chianca (BRA), Crosby Colapinto (EUA), Imaikalani deVault (HAV), Daniel Emslie (AFR)
5.a: Miguel Pupo (BRA), Michael Rodrigues (BRA), Jadson André (BRA), Cauã Costa (BRA)
6.a: Deivid Silva (BRA), Eli Hanneman (HAV), Joan Duru (FRA), Heitor Mueller (BRA)
7.a: Samuel Pupo (BRA), Cole Houshmand (EUA), Marco Mignot (FRA), Jarvis Earle (AUS)
8.a: Frederico Morais (POR), Kade Matson (EUA), George Pittar (AUS), Alejo Muniz (BRA)
SEGUNDA FASE – entrada das 16 cabeças de chave – 1.a e 2.a=Oitavas de Final:
—–3.a=17.o lugar (US$ 2.100 e 1.900 pts) e 4.a=25.o lugar (US$ 2.000 e 1.700 pts)
1.a: Sally Fitzgibbons (AUS) e Francisca Veselko (POR), Eweleiula Wong (HAV), Zoe Steyn (AFR)
2.a: Ellie Harrison (AUS) e Vahine Fierro (FRA), Kirra Pinkerton (AUS), Daniella Rosas (PER)
3.a: Isabella Nichols (AUS) e Bella Kenworthy (EUA), Silvana Lima (BRA), Leilani McGonagle (CRC)
4.a: Alyssa Spencer (EUA) e Sophie McCulloch (AUS), Carolina Mendes (POR), Zoe McDougall (HAV)
5.a: India Robinson (AUS) e Nadia Erostarbe (ESP), Laura Raupp (BRA), Camilla Kemp (ALE)
6.a: Bronte Macaulay (AUS) e Sarah Baum (AFR), Tessa Thyssen (FRA), Sophia Medina (BRA)
7.a: Luana Silva (BRA) e Teresa Bonvalot (POR), Amuro Tsuzuki (JPN), Tainá Hinckel (BRA)
8.a: Sawyer Lindblad (EUA) e Zahli Kelly (AUS), Erin Brooks (CAN), Arena Rodriguez Vargas (PER)

Assim como no ano passado, Cauã Costa faz bonito na prova. Foto: WSL / Thiago Diz
RESULTADOS DO DOMINGO NO CORONA SAQUAREMA PRO:
SEGUNDA FASE – entrada dos 48 cabeças de chave:
—–3.o=33.o lugar (US$ 1.500 e 700 pts) e 4.o=49.o lugar (US$ 1.250 e 600 pts)
1.a: 1-Shion Crawford (HAV), 2-Jacob Willcox (AUS), 3-Marc Lacomare (FRA), 4-Dylan Moffat (AUS)
2.a: 1-Reef Heazlewood (AUS), 2-Jackson Baker (AUS), 3-Vitor Ferreira (BRA), 4-Miguel Tudela (PER)
3.a: 1-Mateus Herdy (BRA), 2-Jordan Lawler (AUS), 3-Carlos Munoz (CRC), 4-Nolan Rapoza (EUA)
4.a: 1-Jake Marshall (EUA), 2-Mihimana Braye (TAH), 3-Ian Gouveia (BRA), 4-Kauli Vaast (FRA)
5.a: 1-Nacho Gundesen (ARG), 2-Crosby Colapinto (EUA), 3-Edgard Groggia (BRA), 4-Dimitri Poulos (EUA)
6.a: 1-Luke Thompson (AFR), 2-Imaikalani deVault (HAV), 3-Jackson Bunch (HAV), 4-Teva Bouchgua (MAR)
7.a: 1-Daniel Emslie (AFR), 2-Jett Schilling (EUA), 3-Morgan Cibilic (AUS), 4-Te Kehukehu Butler (NZO)
8.a: 1-João Chianca (BRA), 2-Joel Vaughan (AUS), 3-Adin Masencamp (AFR), 4-Valentin Neves (BRA)
9.a: 1-Miguel Pupo (BRA), 2-Heitor Mueller (BRA), 3-Jorgann Couzinet (FRA), 4-Timothe Bisso (FRA)
10: 1-Michael Rodrigues (BRA), 2-Joan Duru (FRA), 3-Gatien Delahaye (FRA), 4-Jabe Swierkocki (EUA)
11: 1-Deivid Silva (BRA), 2-Cauã Costa (BRA), 3-Justin Becret (FRA), 4-Maxime Huscenot (FRA)
12: 1-Eli Hanneman (HAV), 2-Jadson André (BRA), 3-Ryan Kainalo (BRA), 4-Alister Reginato (AUS)
13: 1-Jarvis Earle (AUS), 2-Frederico Morais (POR), 3-Mikey McDonagh (AUS), 4-Leo Casal (BRA)
14: 1-Marco Mignot (FRA), 2-Kade Matson (EUA), 3-Lucas Silveira (BRA), 4-Gabriel Klaussner (BRA)
15: 1-George Pittar (AUS), 2-Samuel Pupo (BRA), 3-Rafael Teixeira (BRA), 4-Sheldon Simkus (AUS)
16: 1-Alejo Muniz (BRA), 2-Cole Houshmand (EUA), 3-Billy Stairmand (NZL), 4-Lucca Mesinas (PER)
Brasil
Charles Medina no Fala Papah!
Charles Medina participa do Fala Papah! e comenta disciplina, pressão no esporte, família e os bastidores da formação de atletas.
Publicado
1 semana atrásem
28/05/2026Por
aos-midia
Charles Medina é o novo convidado do podcast Fala Papah! Foto: Divulgação
O novo episódio do podcast Fala Papah!, apresentado por Ader Oliveira, traz uma conversa profunda e cheia de reflexões com Charles Medina, um dos nomes mais importantes da história recente do surfe brasileiro. Em um papo sincero, Charlão abordou temas como disciplina, pressão no esporte, equilíbrio emocional e os desafios de ser pai e treinador ao mesmo tempo.
Ao longo do episódio, Charles Medina relembra momentos marcantes da trajetória de Gabriel Medina e Sophia Medina, fala sobre os bastidores da formação de atletas de alto rendimento e compartilha experiências vividas durante anos acompanhando competições pelo mundo.
A conversa também passa pela geração Brazilian Storm e pela transformação do surfe brasileiro após a chegada dos títulos mundiais. Segundo Charlão, o crescimento do esporte fez com que muitos pais passassem a enxergar o surfe de maneira diferente, aumentando também a pressão sobre jovens atletas.
Durante o episódio, Charles destaca a importância do equilíbrio emocional no esporte profissional e reforça que talento sozinho não é suficiente para sustentar uma carreira de alto nível. O convidado ainda fala sobre disciplina, preparação mental, derrotas, amadurecimento e a necessidade de criar um ambiente saudável para o desenvolvimento dos atletas.
Outro momento interessante do podcast acontece quando Charlão relembra histórias envolvendo Kelly Slater, Pipeline, Pipe Masters e episódios marcantes da carreira de Gabriel Medina dentro da World Surf League (WSL). O papo também aborda bastidores de competições, estratégias mentais e a forma como Gabriel foi preparado para lidar com a pressão do circuito mundial.
Durante a conversa com Ader Oliveira, Charles Medina também comenta sobre o papel da família na formação de atletas e explica como a blindagem emocional e a disciplina fizeram diferença ao longo da carreira dos filhos no esporte profissional.
O episódio mostra ainda um lado mais humano da rotina de atletas de elite, discutindo família, educação, responsabilidade e os desafios enfrentados por quem cresce muito cedo dentro do esporte profissional.
Com um formato leve e ao mesmo tempo profundo, o Fala Papah! vem se consolidando como um espaço para conversas autênticas sobre surfe, esporte, lifestyle e bastidores de grandes histórias.
O episódio completo com Charles Medina já está disponível no canal do Fala Papah! no YouTube.
Competições
Brasil domina ranking da WSL após etapa histórica em Raglan
Italo Ferreira vence em Raglan, assume liderança da WSL e coloca Brasil no Top 4 do ranking. Finals Day também teve incidente com fotógrafo.
Publicado
2 semanas atrásem
25/05/2026Por
aos-midia
Brasil ocupa as quatro primeiras posições no ranking da WSL depois da etapa em Raglan. Foto: Reprodução AOS Mídia
O domínio brasileiro no Championship Tour 2026 ganhou ainda mais força após a etapa de Raglan, na Nova Zelândia. O Finals Day do Corona Cero New Zealand Pro Presented by Bonsoy confirmou o excelente momento do país no circuito mundial, com vitória de Italo Ferreira, semifinal de Yago Dora e brasileiros ocupando as quatro primeiras posições do ranking da World Surf League (WSL).
A decisão masculina foi marcada por grandes performances nas longas esquerdas de Manu Bay. Italo Ferreira derrotou o australiano Morgan Cibilic na grande final e conquistou sua 11ª vitória da carreira no CT. Com o resultado, o campeão mundial de 2019 retomou a lycra amarela e assumiu a liderança do ranking mundial.

Italo Ferreira vence etapa em Raglan, Nova Zelândia. Foto: WSL / Rambo Estrada
Além do título de Italo, o Brasil voltou a dominar o topo da classificação. Miguel Pupo aparece na vice-liderança, Gabriel Medina ocupa a terceira colocação e Yago Dora fecha o Top 4 da temporada 2026. Samuel Pupo também segue forte na disputa, em sétimo lugar, enquanto Filipe Toledo completa o Top 10 do ranking.
A etapa de Raglan representou uma retomada do domínio brasileiro após a Gold Coast ter sido a única parada do ano sem brasileiros no pódio masculino. Na Nova Zelândia, o cenário voltou a ser amplamente favorável aos atletas do país.

Carissa Moore e Italo Ferreira são os campeões da etapa neozelandesa. Foto: WSL / Rambo Estrada
Italo Ferreira vence final eletrizante em Raglan
A final masculina colocou frente a frente dois dos grandes destaques do evento. Morgan Cibilic começou forte, conseguindo uma nota 8.90 com ataques agressivos de backside nas direitas de Manu Bay. No entanto, Italo Ferreira respondeu rapidamente com um 9.33, combinando aéreos e manobras progressivas que levantaram o público presente em Raglan.
Com poucas ondas na reta final da bateria, Italo administrou a vantagem e confirmou a vitória por 17.50 a 15.80. O título também reforçou a evolução do brasileiro em ondas longas de esquerda, consideradas algumas das mais clássicas do Championship Tour.
No feminino, a havaiana Carissa Moore venceu Sawyer Lindblad e voltou ao topo do pódio após se tornar mãe. A brasileira Luana Silva perdeu a liderança do ranking para Gabriela Bryan, mas segue muito próxima da ponta na vice-liderança da temporada.

Italo levanta o público com seus aéreos em Raglan. Foto: WSL / Oscar Hetherington
Incidente com fotógrafo marcou o Finals Day
O Finals Day em Raglan também ficou marcado por um susto fora das ondas. Durante a semifinal masculina entre Yago Dora e Italo Ferreira, um fotógrafo que fazia a cobertura da bateria sofreu um ferimento no pé após um incidente envolvendo um animal marinho na água. A disputa foi imediatamente paralisada, e os atletas deixaram o mar enquanto o profissional recebia atendimento.
Segundo apuração do AOS Mídia, o pé de pato utilizado pelo fotógrafo chegou a ser arrancado do pé durante o incidente. O profissional recebeu atendimento ainda no local e foi encaminhado ao hospital. Pelas imagens obtidas pelo canal, o ferimento aparentava ser localizado, sem sinais visíveis de lesões mais extensas. Até o momento, a WSL não confirmou oficialmente qual animal esteve envolvido no caso.

Imagens mostram os ferimentos sofridos pelo fotógrafo Ed Sloane durante incidente na água em Manu Bay, Raglan. Foto: Arquivo pessoal
O fotógrafo revelou posteriormente nas redes sociais que precisará passar por um procedimento cirúrgico após o incidente, mas tranquilizou os seguidores ao afirmar que deve ficar bem. Na publicação, ele descreveu o episódio como “algo digno de pesadelo”, relatando que o animal surgiu “diretamente de baixo” durante a cobertura da bateria. O profissional também agradeceu o suporte da equipe médica da WSL, do water patrol e das pessoas presentes no local no momento do atendimento.
Biólogos consultados pelo AOS Mídia analisaram as imagens do ferimento e avaliam que as marcas aparentam ser mais compatíveis com mordida de leão-marinho, lobo-marinho ou algum animal semelhante. A análise leva em consideração o padrão das perfurações e dos cortes, descritos como mais espaçados e localizados. Segundo esses especialistas, ataques típicos de tubarão costumam apresentar marcas diferentes, com múltiplas perfurações e cortes mais alinhados ao formato das arcadas dentárias. Ainda assim, não há confirmação oficial sobre qual animal esteve envolvido no incidente.

Yago Dora em um dos últimos registros de Ed Sloane antes do incidente. Foto: WSL / Ed Sloane
Apesar do susto e da repercussão nas redes sociais, registros públicos e arquivos da imprensa neozelandesa apontam que incidentes desse tipo seguem sendo raros nos tradicionais points da região, como Manu Bay, Indicators e Whale Bay.
Próxima etapa do Championship Tour
A próxima parada do Championship Tour 2026 será o Surf City El Salvador Pro Presented by Corona Cero, com janela entre os dias 5 e 15 de junho. O Brasil chega embalado para a sequência da temporada e novamente como principal força do circuito mundial.
Resultados finais — Corona Cero New Zealand Pro Presented by Bonsoy
Final feminina
- Carissa Moore (Haw) — 17.90
- Sawyer Lindblad (EUA) — 16.67
Final masculina
- Italo Ferreira (Bra) — 17.50
- Morgan Cibilic (Aus) — 15.80
Semifinais masculinas
Bateria 1
Morgan Cibilic (Aus) 15.34 x 12.20 Griffin Colapinto (EUA)
Bateria 2
Italo Ferreira (Bra) 15.10 x 12.33 Yago Dora (Bra)

A festa da torcida para Italo. Foto: WSL / Oscar Hetherington
Ranking masculino da WSL 2026 após Raglan
- Italo Ferreira (Bra) — 22.725 pts
- Miguel Pupo (Bra) — 21.385 pts
- Gabriel Medina (Bra) — 20.525 pts
- Yago Dora (Bra) — 19.630 pts
- George Pittar (Aus) — 17.640 pts
- Ethan Ewing (Aus) — 16.745 pts
- Samuel Pupo (Bra) — 16.575 pts
- Griffin Colapinto (EUA) — 16.490 pts
- Leonardo Fioravanti (Ita) — 16.130 pts
- Filipe Toledo (Bra) — 15.150 pts
Ranking feminino da WSL 2026 após Raglan
- Gabriela Bryan (Haw) — 27.180 pts
- Luana Silva (Bra) — 24.570 pts
- Molly Picklum (Aus) — 22.885 pts
- Caitlin Simmers (EUA) — 21.610 pts
- Sawyer Lindblad (EUA) — 20.795 pts
- Carissa Moore (Haw) — 20.000 pts
- Isabella Nichols (Aus) — 18.540 pts
- Bettylou Sakura Johnson (Haw) — 17.345 pts
- Caroline Marks (EUA) — 15.870 pts
- Tyler Wright (Aus) — 14.555 pts
Brasil
Hang Loose Surf Attack 2026 abre temporada no Guarujá
Primeira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026 teve altas ondas, chuva e grandes performances na Praia do Tombo, no Guarujá.
Publicado
2 semanas atrásem
25/05/2026Por
aos-midia
Finalistas da Sub-18 masculina na primeira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026, na Praia do Tombo, Guarujá (SP). Foto: Erik Medalha
A primeira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026 aconteceu entre os dias 22 e 24 de maio, na Praia do Tombo, em Guarujá (SP), reunindo alguns dos principais nomes da nova geração do surfe brasileiro.
Clique aqui para ver os resultados e ranking do Hang Loose Surf Attack
Mesmo com muita chuva e tempo fechado durante os três dias de competição, a Praia do Tombo não negou ondas. O mar apresentou ondas de até um metro e meio de altura, com direitas e esquerdas abrindo com qualidade e proporcionando ótimas performances aos atletas ao longo de todo o evento.

Categoria Sub-18 feminina. Foto: Erik Medalha
Na categoria Sub 18 Masculino, John Muller, do Guarujá, conquistou a vitória após superar Kalani Robles, de Ubatuba, na grande final. Vini Palma, de Praia Grande, e Nicolas Pereira, do Ceará, completaram o pódio da categoria.
Já no Sub 16 Masculino, Nicolas Pereira brilhou nas boas ondas do Tombo e garantiu o título diante de Saymon Rocha, também do Ceará. Keoni Renno, de Ubatuba, terminou na terceira colocação, seguido por Vini Palma.

Categoria Sub-16 masculina. Foto: Erik Medalha
No Sub 14 Masculino, o domínio cearense apareceu novamente com Lucas Peixoto levando a melhor sobre Saymon Rocha na decisão. Matheus Jhones, do Guarujá, e Bernardo Pires, de Praia Grande, fecharam a final.
Entre os mais novos, Ruda Nascimento, da Bahia, venceu a categoria Sub 12 Masculino, deixando Fernando Medina, de Praia Grande, na segunda posição. Thomas Monteiro, de São Sebastião, e Bernardo Pires completaram a final.

Categoria Sub-16 feminina. Foto: Erik Medalha
No feminino, Julia Stefani, de Praia Grande, venceu a categoria Sub 18 Feminino após uma final equilibrada contra Luiza Savoi, de Ubatuba. Maeva Guastala e Carol Bastides também chegaram à decisão.
Carol Bastides, por sua vez, conquistou o título do Sub 16 Feminino diante de Alexia de Oliveira. Giovanna Rocha e Isabel Meyer também avançaram à grande final.

Categoria Sub-14 masculina. Foto: Erik Medalha
Na categoria Sub 14 Feminino, Alexia de Oliveira garantiu a vitória sobre Maria Clara em mais uma bateria bastante disputada. Isabel Meyer e Catarina Kobayashi completaram a decisão.
Fechando as finais femininas, Maria Clara venceu a categoria Sub 12 Feminino, superando Laura de Souza na bateria decisiva. Fernanda Pina e Nayma Mathey também chegaram à final.

Categoria Sub-14 feminina. Foto: Erik Medalha
No ranking por cidades da primeira etapa, Ubatuba terminou na liderança com 7680 pontos, seguido por Guarujá com 6920 pontos e Praia Grande com 5520 pontos.
Além dos títulos das categorias, o evento também premiou os atletas que conquistaram as maiores somatórias da etapa. Vini Palma registrou 16.15 pontos em 20 possíveis na segunda fase da categoria Sub 16 Masculino, garantindo uma das melhores performances do campeonato.

Categoria Sub-12 masculina. Foto: Erik Medalha
Já Alexia de Oliveira brilhou na final da categoria Sub 14 Feminino ao somar 14.00 pontos. Como premiação especial, ambos receberam um forno elétrico oferecido pela Layr.
A primeira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026 contou com patrocínio da Hang Loose e apoio da Fu-Wax, além da colaboração da Prefeitura Municipal de Guarujá, Associação de Surf do Guarujá, Senses Praia Hotel, Açaí Granola, SR Veículos e Tachão de Ubatuba.
As próximas etapas do Hang Loose Surf Attack 2026 já estão definidas. A segunda parada do circuito acontece em Ubatuba, entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, na tradicional Praia de Itamambuca. Já a terceira e última etapa do campeonato será realizada em Maresias.

Categoria Sub-12 feminina. Foto: Erik Medalha
Resultados finais
Sub 18 masculino
- John Muller (Guarujá)
- Kalani Robles (Ubatuba)
- Vini Palma (Praia Grande)
- Nicolas Pereira (Ceará)
Sub 16 masculino
- Nicolas Pereira (Ceará)
- Saymon Rocha (Ceará)
- Keoni Renno (Ubatuba)
- Vini Palma (Praia Grande)
Sub 14 masculino
- Lucas Peixoto (Ceará)
- Saymon Rocha (Ceará)
- Matheus Jhones (Guarujá)
- Bernardo Pires (Praia Grande)
Sub 12 masculino
- Ruda Nascimento (Bahia)
- Fernando Medina (Praia Grande)
- Thomas Monteiro (São Sebastião)
- Bernardo Pires (Praia Grande)
Sub 18 feminino
- Julia Stefani (Praia Grande)
- Luiza Savoi (Ubatuba)
- Maeva Guastala (Ubatuba)
- Carol Bastides (Praia Grande)
Sub 16 feminino
- Carol Bastides (Praia Grande)
- Alexia de Oliveira
- Giovanna Rocha (Guarujá)
- Isabel Meyer (Bertioga)
Sub 14 feminino
- Alexia de Oliveira
- Maria Clara (Guarujá)
- Isabel Meyer (Bertioga)
- Catarina Kobayashi (Ubatuba)
Sub 12 feminino
- Maria Clara (Guarujá)
- Laura de Souza (Santos)
- Fernanda Pina (Santos)
- Nayma Mathey (Ubatuba)

Ubatuba vence a disputa por cidades e Guarujá fica com o vice. Foto: Erik Medalha
Ranking por cidades
- Ubatuba — 7680 pontos
- Guarujá — 6920 pontos
- Praia Grande — 5520 pontos
- Santos — 5198 pontos
- São Sebastião — 4786 pontos
- São Paulo — 2425 pontos
- Bertioga — 2240 pontos
- Mongaguá — 1795 pontos
- Itanhaém — 1590 pontos
- Caraguatatuba — 1480 pontos
- Peruíbe — 1090 pontos
- São Vicente — 610 pontos
- Ilhabela — 360 pontos

Vini Palma e Alexia de Oliveira são premiados pelas maiores somatórias da etapa. Foto: Erik Medalha
Charles Medina no Fala Papah!
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