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Samuel Pupo quebra tudo no Challenger em Saquarema

Samuel Pupo e Erin Brooks vencem o Challenger Series na praia de Itaúna, em Saquarema (RJ).

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Samuel Pupo, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

Samuel Pupo é campeão do Challenger Series na praia de Itaúna, em Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

Não teve para ninguém na praia de Itaúna, em Saquarema (RJ). Com belíssimas exibições ao longo da prova, o brasileiro Samuel Pupo venceu a última etapa do Challenger Series e fechou com chave de ouro a sua belíssima campanha. Na final, Samuca derrotou o polinésio Mihimana Braye por 14.17 a 10.93 pontos. Na última sexta-feira, o atleta já havia carimbado a sua classificação para o Championship Tour da World Surf League (WSL) depois de superar o norte-americano Kade Matson nas oitavas de final.

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Entre as mulheres, a jovem norte-americana Erin Brooks, de apenas 16 anos, roubou a cena em Saquarema e levou a melhor na grande final contra a australiana Sophie McCulloch. Brooks tem defendido a bandeira do Canadá na WSL, mas o seu pedido de cidadania canadense foi negado pelo governo federal do seu país.

O sábado decisivo na praia de Itaúna começou com as quartas de final da categoria feminina. Única atleta que ainda brigava para entrar no G-5 feminino, a basca Nadia Erostarbe começou o dia avançando para as semifinais, mas parou diante de Erin Brooks e deu adeus à briga pela classificação. Melhor para a australiana Isabella Nichols, que já havia perdido em Saquarema e torcia para que Nadia não fosse a campeã da etapa.

Na categoria masculina, as emoções foram mais intensas, com quatro atletas brigando por duas vagas. Dois deles já estavam eliminados – o brasileiro Deivid Silva e o norte-americano Kade Matson -, enquanto o francês Marco Mignot e o brasileiro Michael Rodrigues dependiam apenas de si.

Precisando avançar apenas mais uma bateria em Saquarema para confirmar seu retorno, Michael travou uma batalha eletrizante com o havaiano Eli Hanneman. Os dois atletas se revezaram na liderança da bateria e a vitória parecia sorrir para o brasileiro. Porém, faltando cerca de dois minutos para o término, o havaiano aplicou um duro golpe em Michael e virou o placar com 8.50. Ele já tinha um 8.33 na onda anterior e alcançou a marca de 16.83 pontos, contra 13.60 do brasileiro.

Erin Brooks vence o Challenger Series na praia de Itaúna, em Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

Erin Brooks, de apenas 16 anos, rouba a cena na categoria feminina. Foto: WSL / Thiago Diz

A queda de Michael Rodrigues garantiu a classificação de Kade Matson ao Tour e manteve Deivid Silva “vivo” na briga pela classificação. Com a derrota de Michael, “DVD” passou a torcer para que o francês Marco Mignot não fosse o vencedor da etapa em Itaúna.

Com isso, a torcida brasileira para Samuel Pupo aumentou ainda mais, já que Samuca seria o próximo adversário de Mignot na prova e poderia garantir mais uma vaga para o Brasil na divisão de elite mundial.

Em mais uma batalha que pegou fogo, o francês começou bem, com 7.17, mas Pupo respondeu com 8.50 e aumentou vantagem com 5.50, deixando o adversário a 6.84 da virada. O drama tomou conta da praia nos minutos finais, quando o francês finalmente encontrou uma onda com potencial e foi ao ataque, mandando três manobras de backside. Depois de muito suspense, a locução anunciou a nota 6.33 para Marco Mignot e a plateia foi ao delírio na praia de Itaúna.

O resultado colocou Samuel Pupo nas semifinais da etapa e definiu a última vaga no Championship Tour a favor do Brasil.

Nas semis, o taitiano Mihimana Braye – que defende a bandeira da França – eliminou o californiano Crosby Colapinto sem muitas dificuldades e Samuel Pupo bateu Eli Hanneman em um duelo acirrado que terminou com o placar de 13.50 a 12.00.

Na decisão, Samuel Pupo voltou a mostrar por que é um dos melhores atletas do mundo nas competições em Saquarema – onde já disputou uma final do Tour com Filipe Toledo no ano passado, além de ter ido às quartas de final da prova no último mês de junho, participando como convidado.

Com 8.00 e 6.17 em suas duas melhores ondas, o brasileiro deixou Mihimana em situação complicada. O taitiano somou 5.00 e 5.93, saindo da água precisando de uma nota acima de 8.00 pontos para reverter a situação.

Samuel Pupo e Deivid Silva comemoram as classificações para a elite mundial da WSL. Foto: WSL / Thiago Diz

Samuel Pupo e Deivid Silva comemoram as classificações para a elite mundial da WSL. Foto: WSL / Thiago Diz

Resultados da última etapa do Challenger Series em Saquarema:

Masculino

1 Samuel Pupo (Bra)
2 Mihimana Braye (Fra)
3 Eli Hanneman (Haw)
3 Crosby Colapinto (EUA)
5 Shion Crawford (Haw)
5 Imaikalani deVault (Haw)
5 Marco Mignot (Fra)
5 Michael Rodrigues (Bra)

Feminino

1 Erin Brooks (Can)
2 Sophie McCulloch (Aus)
3 Francisca Veselko (POR)
3 Nadia Erostarbe (ESP)
5 Alyssa Spencer (EUA)
5 India Robinson (AUS)
5 Sawyer Lindblad (EUA)
5 Kirra Pinkerton (EUA)

Tops do Championship Tour da WSL em 2024

Masculino

1 Filipe Toledo (Bra)
2 Ethan Ewing (Aus)
3 Griffin Colapinto (EUA)
4 João Chianca (Bra)
5 Jack Robinson (Aus)
6 Gabriel Medina (Bra)
7 Yago Dora (Bra)
8 John John Florence (Haw)
9 Leonardo Fioravanti (Ita)
10 Ryan Callinan (Aus)
11 Connor O’Leary (Jap)
12 Barron Mamiya (Haw)
13 Italo Ferreira (Bra)
14 Kanoa Igarashi (Jap)
15 Ian Gentil (Haw)
16 Jordy Smith (Afr)
17 Liam O´Brien (Aus)
18 Caio Ibelli (Bra)
19 Matthew McGillivray (Afr)
20 Callum Robson (Aus)
21 Rio Waida (Ind)
22 Seth Moniz (Haw)
23 Kelly Slater (EUA) – wildcard
24 Miguel Pupo (Bra) – wildcard
25 Cole Houshmand (EUA)
26 Jacob Wilcox (Aus)
27 Crosby Colapinto (EUA)
28 Frederico Morais (Por)
29 Imaikalani deVault (Haw)
30 Eli Hanneman (Haw)
31 Samuel Pupo (Bra)
32 Jake Marshall (EUA)
33 Kade Matson (EUA)
34 Deivid Silva (Bra)

Feminino

1 Carol Marks (EUA)
2 Carissa Moore (Haw)
3 Tyler Wright (Aus)
4 Caitlin Simmers (EUA)
5 Molly Picklum (Aus)
6 Stephanie Gilmore (Aus)
7 Lakey Peterson (EUA)
8 Tatiana Weston-Webb (Bra)
9 Gabriela Bryan (Haw)
10 Bettylou Sakura-Johnson (Haw)
11 Johanne Defay (Fra) – wildcard
12 Brisa Hennessy (Cri) – wildcard
13 India Robinson (Aus)
14 Sally Fitzgibbons (Aus)
15 Sawyer Lindblad (EUA)
16 Alyssa Spencer (EUA)
17 Isabella Nichols (Aus)

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Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Classificação olímpica 2028: WPS debate impacto para Tops do CT

Entrevista exclusiva no Fala Papah! sobre mudanças na classificação olímpica do surfe para 2028 e impacto nos atletas do CT.

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Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

As propostas que podem alterar os critérios de classificação do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 viraram um dos assuntos mais debatidos do esporte no cenário internacional. A notícia ganhou repercussão em diferentes mídias digitais após a AOS Mídia publicar o tema em primeira mão, trazendo ao público as informações iniciais sobre as mudanças discutidas nos bastidores.

O assunto agora entra em um novo capítulo com uma entrevista exclusiva no Fala Papah!, podcast apresentado por Ader Oliveira, gravada e publicada no canal do YouTube do projeto. O convidado é Christian Bezerra, COO da WPS (World Professional Surfers), entidade que representa os surfistas profissionais e atua como ponte institucional em pautas que envolvem os atletas do Championship Tour (CT).

Quem é a WPS e por que a opinião dela pesa

A WPS é uma organização que representa os interesses dos surfistas profissionais, especialmente os atletas que competem na elite mundial. Na entrevista, Christian comenta como essas propostas são percebidas do ponto de vista de quem está diretamente ligado ao dia a dia dos atletas e ao impacto que qualquer mudança pode gerar na preparação, no calendário e no caminho até a vaga olímpica.

O ponto central: calendário, meritocracia e previsibilidade

Durante a conversa, Christian destaca que o CT funciona como a principal plataforma competitiva do surfe profissional, com eventos ao longo do ano em diferentes condições e formatos. Para ele, qualquer alteração que aumente a dependência de eventos específicos pode criar cenários de maior imprevisibilidade e exigir ainda mais logística dentro de um calendário já muito intenso.

A discussão, portanto, não é apenas sobre números de vagas. Ela passa pela busca de um modelo que equilibre representatividade global, critérios esportivos, planejamento e justiça competitiva para quem está disputando a elite.

Debate internacional e interesse comum no melhor cenário

O processo olímpico envolve várias entidades e interesses diferentes. A ISA tem papel central por ser a federação internacional reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional. Já a WSL organiza o principal circuito profissional do esporte. No meio disso, a visão dos atletas e de seus representantes é uma peça importante para que o sistema final não gere distorções e preserve o nível técnico do surfe olímpico.

Assista a mais episódios no YouTube do Fala Papah!

Veja também nossa matéria em que a AOS Mídia publicou o tema em primeira mão:

 

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Gap no surfe brasileiro? Pinga e Cortez alertam

No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez debatem o gap no surfe brasileiro e analisam os impactos na base e no mercado.

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No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez analisam a formação da Brazilian Storm e projetam possível gap de até 10 anos no surfe brasileiro. Foto: Reprodução

O debate sobre um possível gap no surfe brasileiro ganhou força no Fala Papah após as análises de Luiz Henrique Pinga e Daniel Cortez sobre base, mercado e formação de atletas.

A fala surgiu dentro de um debate mais amplo sobre mercado, surfwear, investimento e formação de atletas. O tema repercutiu rapidamente entre profissionais do setor e também começou a circular fora do Brasil, levantando um ponto central: o surfe brasileiro não virou potência por acaso.

“Não foi à toa”: o que sustentou a Brazilian Storm

No recorte, os convidados lembram que a fase vitoriosa do Brasil foi consequência de um ecossistema mais sólido no passado: equipes estruturadas dentro das marcas, programas consistentes de base, viagens com atletas, ações estratégicas e um calendário nacional forte, que criava experiência competitiva.

Daniel Cortez cita, por exemplo, o período em que “a gente tinha 10 atletas” na equipe da Volcom, com um programa completo de desenvolvimento.

Já Pinga reforça um ponto essencial da formação:

“Tem que aprender a perder para começar a ganhar.”

Segundo ele, os circuitos nacionais e os formatos de transição ajudavam os jovens a entender o jogo do alto rendimento, preparando-os mentalmente e tecnicamente para o cenário mundial.

Por que eles acreditam que vem um “gap”

Na conversa, os participantes deixaram claro que não se trata de “caça às bruxas” nem de responsabilizar apenas um lado. Para eles, houve uma soma de fatores que foram alterando o ecossistema ao longo do tempo. No entanto, ele reconhece que o mercado de surfwear e o ambiente estrutural do esporte têm parcela importante nesse cenário.

Daniel Cortez complementa a análise com uma visão externa:

“Eu tô vendo o que tá rolando lá fora… os caras estão fazendo exatamente isso que a gente fez ali atrás e parou de fazer.”

A lógica apresentada no debate é direta: enquanto o Brasil reduziu parte da estrutura que sustentava a base, outros países passaram a investir justamente nesse modelo.

Austrália e Europa no radar

Cortez aponta a Austrália como exemplo de retomada estrutural. Já Pinga amplia o olhar e menciona o crescimento europeu, citando Espanha (especialmente as Canárias), além da evolução de Portugal e o surgimento de jovens talentos em diferentes centros do continente.

A leitura feita no episódio não é de que o surfe brasileiro perdeu relevância, mas de que o jogo internacional evoluiu — e que, sem investimento consistente na base, pode haver um intervalo significativo entre a geração atual e a próxima leva dominante.

Investir na base e pensar no longo prazo

No fim do trecho, eles reforçam que não existe um único culpado. Foram mudanças, decisões e adaptações ao longo do tempo que moldaram o cenário atual.

E também resumem o alerta: sem estrutura sólida e investimento contínuo, o país pode enfrentar um período de transição mais longo do que se imagina.

O debate não soa como pessimismo, mas como reflexão estratégica.

Assista ao episódio completo no Fala Papah:

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Bombando

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