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Ryan Kainalo e Isabelle Nalu são campeões sul-americanos

Ryan Kainalo e Isabelle Nalu são os novos campeões sul-americanos da categoria Pro Junior da WSL.

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Ryan Kainalo e Isabelle Nalu. Fotos: @WSL / Daniel Smorigo

Ryan Kainalo e Isabelle Nalu. Fotos: @WSL / Daniel Smorigo

A catarinense Isabelle Nalu de apenas 16 anos de idade e o paulista Ryan Kainalo, 17, são os novos campeões sul-americanos da categoria Pro Junior Sub-20 da World Surf League. Os títulos foram definidos nas duas etapas da WSL South America realizadas esse ano e valeram vagas para o SAMBAZON World Junior Championships, que vai decidir os campeões mundiais nos dias 9 a 14 de janeiro nos Estados Unidos. A peruana Kalea Gervasi e o catarinense Heitor Mueller, ambos com 19 anos de idade, também se classificaram para competir em San Diego, na Califórnia, por terem sido os vice-campeões sul-americanos de 2023.

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“Essa conquista, para mim, foi com certeza a mais importante da minha carreira até agora”, disse Isabelle Nalu. “Ser campeã sul-americana Junior era uma meta que eu queria muito, desde que comecei a surfar, então me sinto muito feliz e realizada por ter conseguido atingir. Com certeza, é a minha primeira grande conquista, que passa a fazer parte da minha história”.

“Estou muito feliz com esse título”, também comemora Ryan Kainalo. “Eu bati na trave nos últimos anos, fiquei em segundo lugar dois anos seguidos e poder ser campeão agora é muito importante para a minha carreira. É uma conquista que dá acesso para conseguir um dos principais títulos da carreira de todo atleta, que é ser campeão mundial Junior na WSL”.

Heitor Mueller em Saquarema. Foto: @WSL / Daniel Smorigo.

Heitor Mueller também se classifica para o Mundial Júnior em San Diego (EUA). Foto: @WSL / Daniel Smorigo.

Os títulos sul-americanos da categoria Pro Junior, foram definidos nas duas etapas promovidas pela WSL Latin America em 2023. A primeira foi o Punta Rocas Open Pro no Peru, onde Ryan Kainalo derrotou Heitor Mueller na final e Isabelle Nalu ficou em segundo lugar na vitória da tetracampeã sul-americana Pro Junior, Sol Aguirre. A segunda foi o Saquarema Surf Festival no Brasil, com Ryan Kainalo chegando na final de novo na Praia de Itaúna, que foi vencida pelo também paulista de Ubatuba, Gabriel Klaussner.

O catarinense Heitor Mueller perdeu nas semifinais e o quinto lugar foi suficiente para confirmar a segunda colocação no ranking final da WSL South America, com apenas 150 pontos de vantagem sobre Gabriel Klaussner e outro paulista, Caio Costa. Com a mesma quinta posição no Saquarema Surf Festival, Isabelle Nalu garantiu o título sul-americano de 2023 e Kalea Gervasi conquistou o vice-campeonato com a vitória na Praia de Itaúna. A também peruana Sol Aguirre não competiu no Brasil e terminou em quinto lugar no ranking.

Isabelle Nalu quebrou uma hegemonia de títulos divididos entre Sol Aguirre e a catarinense Tainá Hinckel desde 2016, quando a brasileira conquistou o primeiro dela. A peruana foi bicampeã em 2017 e 2018 e Tainá conseguiu o seu segundo título em 2019. Em 2020 não teve nenhum evento por causa da pandemia e Sol Aguirre repetiu o bicampeonato em 2021 e 2022, junto com o cearense Cauã Costa nos dois anos que Ryan Kainalo terminou em segundo lugar.

Kalea Gervasi

Kalea Gervasi, do Peru, tem vaga garantida no Mundial. Foto: WSL / Daniel Smorigo

MUNDIAL JUNIOR DA WSL – Entre os quatro classificados para representar a América do Sul no Mundial Junior da World Surf League, o único que já participou dessa competição foi Ryan Kainalo, em janeiro deste ano. Tanto ele, como Cauã Costa, terminaram em nono lugar no SAMBAZON World Junior Championships também realizado em San Diego, na Califórnia. Já Heitor Mueller, Isabelle Nalu e Kalea Gervasi, vão estrear no evento que reúne a nova geração do esporte, disputando os títulos mundiais de 2023 nas ondas de Oceanside Pier.

“Estou bem feliz por poder representar o Brasil mais uma vez no Mundial Junior da WSL”, afirmou Ryan Kainalo, que disputou o Challenger Series esse ano, conquistando uma das sete vagas do ranking regional da WSL South America. “Esse ano estou bem mais maduro, bem mais focado, com o surfe no pé, então acho que estou preparado para conquistar esse título”.

O Brasil é recordista com nove títulos mundiais conquistados nas 22 edições do Mundial Junior da World Surf League, realizadas desde 1998 até 2022. O carioca Pedro Henrique ganhou o primeiro em 2000, depois Adriano de Souza foi o campeão de 2003, o cearense Pablo Paulino foi bicampeão de 2004 e 2007, Caio Ibelli entrou na lista em 2011, Gabriel Medina venceu o título de 2013, Lucas Silveira o de 2015, Mateus Herdy o de 2018 e Lucas Vicente o de 2019. Já na categoria feminina, nenhuma surfista da América do Sul conseguiu ser campeã ainda.

“Eu me sinto honrada demais em poder representar o Brasil no Mundial Junior”, disse a jovem Isabelle Nalu, que terá a chance de quebrar esse tabu, juntamente com a peruana Kalea Gervasi. “Representar o nosso país numa competição tão importante, ainda mais o Brasil onde esse esporte é tão forte, vai ser muito legal. Eu sinto muito orgulho de ser brasileira, então disputar o Mundial significa bastante pra mim e vamos com tudo lá para a Califórnia”.

O SAMBAZON World Junior Championships apresentado por Best Western será realizado entre os dias 9 e 14 de janeiro de 2023 nas ondas de Oceanside Pier, em San Diego, na Califórnia, EUA, com 24 concorrentes ao título masculino e 24 também na competição feminina. Esse grupo é formado por 2 classificados em cada categoria pelos 7 escritórios regionais no mundo e 10 convidados selecionados pela equipe da WSL Tours and Competition. Os títulos de campeão e campeã mundial, garantem participação direta no Challenger Series 2024.

Ryan Kainalo vencendo o Punta Rocas Open Pro. Foto: Lorenzo Bazo

Ryan Kainalo durante a sua campanha vitoriosa no Punta Rocas Open Pro. Foto: Lorenzo Bazo

CAMPEÕES SUL-AMERICANOS PRO JUNIOR:
—- desde a estreia da categoria feminina em 2006
2023 Sub-20 – Ryan Kainalo (BRA) e Isabelle Nalu (BRA-SC)
2022 Sub-20 – Cauã Costa (BRA) e Sol Aguirre (PER)
2021 Sub-20 – Cauã Costa (BRA) e Sol Aguirre (PER)
2020 – Pandemia do Covid-19 não teve nenhuma etapa
2019 Sub-18 – Raul Rios (PER) e Taina Hinckel (BRA-SC)
2018 Sub-18 – Samuel Pupo (BRA-SP) e Sol Aguirre (PER)
2017 Sub-18 – Mateus Herdy (BRA-SC) e Sol Aguirre (PER)
2016 Sub-18 – Weslley Dantas (BRA-SP) e Taina Hinckel (BRA-SC)
2015 Sub-20 – Deivid Silva (BRA-SP) e Miluska Tello (PER)
2014 Sub-20 – Deivid Silva (BRA-SP) e Miluska Tello (PER)
2013 Sub-20 – Luan Wood (BRA-SC) e Melanie Giunta (PER)
2012 Sub-20 – Italo Ferreira (BRA-RN) e Rosanny Alvarez (VEN)
2011 Sub-20 – Filipe Toledo (BRA-SP) e Gabriela Leite (BRA-SC)
2010 Sub-20 – Miguel Pupo (BRA-SP) e Diana Cristina (BRA-PB)
2009 Sub-20 – Alejo Muniz (BRA-SC) e Diana Cristina (BRA-PB)
2008 Sub-20 – Alex Ribeiro (BRA-SP) e Diana Cristina (BRA-PB)
2007 Sub-20 – Wiggolly Dantas (BRA-SP) e Marina Werneck (BRA-SC)
2006 Sub-20 – Heitor Pereira (BRA-SP) e Anali Gomez (PER)
2005 Sub-20 – Thiago Camarão (BRA-SP) e Taís de Almeida (BRA-RJ)

CAMPEÕES MUNDIAIS PRO JUNIOR DA WORLD SURF LEAGUE:
2022: Jarvis Earle (AUS) e Francisca Veselko (PRT) na Califórnia
2020 e 2021: Cancelado por causa da pandemia do Covid-19
2019: Lucas Vicente (BRA) e Amuro Tsuzuki (JPN) em Taiwan
2018: Mateus Herdy (BRA) e Kirra Pinkerton (EUA) em Taiwan
2017: Finn McGill (HAV) e Vahine Fierro (TAH) na Austrália
2016: Ethan Ewing (AUS) e Macy Callaghan (AUS) na Austrália
2015: Lucas Silveira (BRA) e Isabella Nichols (AUS) em Portugal
2014: Vasco Ribeiro (PRT) e Mahina Maeda (HAV) em Portugal
2013: Gabriel Medina (BRA) e Ella Willians (NZL) no HD World Junior no Brasil
2012: Jack Freestone (AUS) e Nikki Van Dijk (AUS) em Bali, na Indonésia
2011: Caio Ibelli (BRA) e Leila Hurst (HAV) na Indonésia, Brasil, Austrália
2010: Jack Freestone (AUS) e Alizee Arnaud (FRA) na Indonésia e Austrália
2009: Maxime Huscenot (FRA) e Laura Enever (AUS) na Austrália
2008: Kai Barger (HAV) e Pauline Ado (FRA) na Austrália
2007: Pablo Paulino (BRA) e Sally Fitzgibbons (AUS) na Austrália
2006: Jordy Smith (AFR) e Nicola Atherton (AUS) na Austrália
2005: Kekoa Bacalso (HAV) e Jessi Miley-Dyer (AUS) na Austrália
2004: Pablo Paulino (BRA) na Austrália
2003: Adriano de Souza (BRA) na Austrália
2002: não realizado por falta de datas
2001: Joel Parkinson (AUS) na Austrália
2000: Pedro Henrique (BRA) no Havaí
1999: Joel Parkinson (AUS) no Havaí
1998: Andy Irons (HAV) no Havaí

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Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Classificação olímpica 2028: WPS debate impacto para Tops do CT

Entrevista exclusiva no Fala Papah! sobre mudanças na classificação olímpica do surfe para 2028 e impacto nos atletas do CT.

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Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

As propostas que podem alterar os critérios de classificação do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 viraram um dos assuntos mais debatidos do esporte no cenário internacional. A notícia ganhou repercussão em diferentes mídias digitais após a AOS Mídia publicar o tema em primeira mão, trazendo ao público as informações iniciais sobre as mudanças discutidas nos bastidores.

O assunto agora entra em um novo capítulo com uma entrevista exclusiva no Fala Papah!, podcast apresentado por Ader Oliveira, gravada e publicada no canal do YouTube do projeto. O convidado é Christian Bezerra, COO da WPS (World Professional Surfers), entidade que representa os surfistas profissionais e atua como ponte institucional em pautas que envolvem os atletas do Championship Tour (CT).

Quem é a WPS e por que a opinião dela pesa

A WPS é uma organização que representa os interesses dos surfistas profissionais, especialmente os atletas que competem na elite mundial. Na entrevista, Christian comenta como essas propostas são percebidas do ponto de vista de quem está diretamente ligado ao dia a dia dos atletas e ao impacto que qualquer mudança pode gerar na preparação, no calendário e no caminho até a vaga olímpica.

O ponto central: calendário, meritocracia e previsibilidade

Durante a conversa, Christian destaca que o CT funciona como a principal plataforma competitiva do surfe profissional, com eventos ao longo do ano em diferentes condições e formatos. Para ele, qualquer alteração que aumente a dependência de eventos específicos pode criar cenários de maior imprevisibilidade e exigir ainda mais logística dentro de um calendário já muito intenso.

A discussão, portanto, não é apenas sobre números de vagas. Ela passa pela busca de um modelo que equilibre representatividade global, critérios esportivos, planejamento e justiça competitiva para quem está disputando a elite.

Debate internacional e interesse comum no melhor cenário

O processo olímpico envolve várias entidades e interesses diferentes. A ISA tem papel central por ser a federação internacional reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional. Já a WSL organiza o principal circuito profissional do esporte. No meio disso, a visão dos atletas e de seus representantes é uma peça importante para que o sistema final não gere distorções e preserve o nível técnico do surfe olímpico.

Assista a mais episódios no YouTube do Fala Papah!

Veja também nossa matéria em que a AOS Mídia publicou o tema em primeira mão:

 

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Gap no surfe brasileiro? Pinga e Cortez alertam

No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez debatem o gap no surfe brasileiro e analisam os impactos na base e no mercado.

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fala papah luiz pinga daniel cortez

No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez analisam a formação da Brazilian Storm e projetam possível gap de até 10 anos no surfe brasileiro. Foto: Reprodução

O debate sobre um possível gap no surfe brasileiro ganhou força no Fala Papah após as análises de Luiz Henrique Pinga e Daniel Cortez sobre base, mercado e formação de atletas.

A fala surgiu dentro de um debate mais amplo sobre mercado, surfwear, investimento e formação de atletas. O tema repercutiu rapidamente entre profissionais do setor e também começou a circular fora do Brasil, levantando um ponto central: o surfe brasileiro não virou potência por acaso.

“Não foi à toa”: o que sustentou a Brazilian Storm

No recorte, os convidados lembram que a fase vitoriosa do Brasil foi consequência de um ecossistema mais sólido no passado: equipes estruturadas dentro das marcas, programas consistentes de base, viagens com atletas, ações estratégicas e um calendário nacional forte, que criava experiência competitiva.

Daniel Cortez cita, por exemplo, o período em que “a gente tinha 10 atletas” na equipe da Volcom, com um programa completo de desenvolvimento.

Já Pinga reforça um ponto essencial da formação:

“Tem que aprender a perder para começar a ganhar.”

Segundo ele, os circuitos nacionais e os formatos de transição ajudavam os jovens a entender o jogo do alto rendimento, preparando-os mentalmente e tecnicamente para o cenário mundial.

Por que eles acreditam que vem um “gap”

Na conversa, os participantes deixaram claro que não se trata de “caça às bruxas” nem de responsabilizar apenas um lado. Para eles, houve uma soma de fatores que foram alterando o ecossistema ao longo do tempo. No entanto, ele reconhece que o mercado de surfwear e o ambiente estrutural do esporte têm parcela importante nesse cenário.

Daniel Cortez complementa a análise com uma visão externa:

“Eu tô vendo o que tá rolando lá fora… os caras estão fazendo exatamente isso que a gente fez ali atrás e parou de fazer.”

A lógica apresentada no debate é direta: enquanto o Brasil reduziu parte da estrutura que sustentava a base, outros países passaram a investir justamente nesse modelo.

Austrália e Europa no radar

Cortez aponta a Austrália como exemplo de retomada estrutural. Já Pinga amplia o olhar e menciona o crescimento europeu, citando Espanha (especialmente as Canárias), além da evolução de Portugal e o surgimento de jovens talentos em diferentes centros do continente.

A leitura feita no episódio não é de que o surfe brasileiro perdeu relevância, mas de que o jogo internacional evoluiu — e que, sem investimento consistente na base, pode haver um intervalo significativo entre a geração atual e a próxima leva dominante.

Investir na base e pensar no longo prazo

No fim do trecho, eles reforçam que não existe um único culpado. Foram mudanças, decisões e adaptações ao longo do tempo que moldaram o cenário atual.

E também resumem o alerta: sem estrutura sólida e investimento contínuo, o país pode enfrentar um período de transição mais longo do que se imagina.

O debate não soa como pessimismo, mas como reflexão estratégica.

Assista ao episódio completo no Fala Papah:

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Bombando

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