Michael Rodrigues entra no G-10 do Challenger Series e reencontra Mateus Herdy depois de bateria polêmica no US Open em Huntington Beach (EUA). Foto: WSL / Poullenot
Os brasileiros Mateus Herdy e Michael Rodrigues avançaram mais uma fase no Challenger Series em Ericeira e vão se reencontrar nas oitavas de final. Os dois atletas se enfrentaram em uma batalha acirrada na etapa em Huntington Beach (EUA), no mês de julho, e Mateus levou a melhor por uma diferença de 1.87. Na ocasião, houve um grande debate nas redes sociais depois que Michael contestou as notas dos juízes em algumas ondas.
Nesta quinta-feira, como era previsto, o swell perdeu ainda mais força na costa portuguesa. A World Surf League (WSL) fez uma série de chamadas ao longo da manhã, até tomar a decisão de colocar as disputas na água.
Os quatro duelos pendentes do round 3 masculino foram concluídos e apenas Michael Rodrigues e Mateus Herdy seguiram adiante.
Michael, que vem fazendo ótimas pontuações desde a estreia, mais uma vez imprimiu um forte ritmo em sua bateria, arrancando 8.17 e 7.10 dos juízes nas duas melhores ondas. Ryan Kainalo, outro que vinha se destacando na praia de Ribeira D’Ilhas, não conseguiu repetir as boas performances e terminou em quarto, atrás ainda do havaiano Imaikalani deVault e do sul-africano Adin Masencamp.
Mateus Herdy precisa avançar no mínimo mais uma bateria para entrar no G-10. Foto: WSL / Poullenot
Com a classificação às oitavas, Michael entrou no G-10 do Challenger Series. No momento, ele ocupa a décima e última vaga, sendo ameaçado pelo seu próximo adversário, Mateus Herdy, e também pelo californiano Jake Marshall. Outro que deu um grande passo de volta à elite mundial foi Imaikalani deVault, que está cada vez mais perto da classificação e garante matematicamente a vaga se for à final em Ericeira.
Na bateria seguinte, Mateus Herdy e o havaiano Jackson Bunch comandaram as ações e avançaram juntos às oitavas de final, com Bunch garantindo a vitória na última onda, totalizando 12.94, contra 12.53 de Mateus. Em terceiro ficou Ian Gouveia, com 10.66, seguido pelo taitiano Kauli Vaast.
Para entrar no G-10, Mateus precisa derrotar Michael na próxima fase e torcer para que Jake Marshall não passe a sua próxima bateria. Caso Michael seja o vencedor, o cearense subirá de décimo para oitavo lugar e deixará o compatriota Samuel Pupo na última posição.
Michael e Ryan Kainalo depois da bateria em Ericeira. Foto: WSL / Masurel
Ainda pelo round 3, Samuel Pupo e Alejo Muniz foram eliminados juntos pelo norte-americano Kade Matson e o australiano Jacob Wilcox, que já está garantido na elite mundial em 2024. Com a derrota, Samuel tem a sua vaga no G-10 ameaçada e terá de ir para o tudo ou nada em Saquarema, onde tem um bom histórico nas etapas da elite mundial.
Além de Mateus Herdy e Michael Rodrigues, as oitavas de final da categoria masculina têm outro brasileiro, Deivid Silva. Ele já estava classificado desde a quarta-feira e vai encarar o australiano Dylan Moffat. “DVD” precisa no mínimo chegar à semifinal para brigar pelo G-10 em Ericeira.
A próxima chamada será às 5 da manhã desta sexta-feira, no horário de Brasília, para tentativa de início às 5:35h. A previsão é de um novo swell de oeste-noroeste com longo período, o que pode deixar as ondas com boa formação – apesar do tamanho ainda pequeno – na praia de Ribeira D’Ilhas.
1 Deivid Silva (BRA) x Dylan Moffat (AUS)
2 Cole Houshmand (EUA) x Jackson Baker (AUS)
3 Reef Heazlewood (AUS) x Dimitri Poulos (EUA)
4 Justin Becret (FRA) x Frederico Morais (POR)
5 Michael Rodrigues (BRA) x Mateus Herdy (BRA)
6 Jackson Bunch (HAW) x Imaikalani deVault (HAW)
7 Kade Matson (EUA) x Jake Marshall (EUA)
8 Jabe Swierkocki (EUA) x Jacob Wilcox (AUS)
João Chianca vence sua bateria de estreia e no El Salvador Pro. Foto: WSL / Aaron Hughes
A quarta etapa do Championship Tour 2025 da World Surf League (WSL) começou nesta quarta-feira, 2 de abril, em Punta Roca, El Salvador, com apenas quatro baterias do Round 1 masculino realizadas. Logo depois, a competição foi paralisada devido ao vento e à queda na qualidade das ondas.
Apesar do pouco tempo de competição, o dia rendeu boas apresentações. O destaque ficou por conta do marroquino Ramzi Boukhiam, que marcou a maior nota do dia, um 7.17, com uma sequência sólida de manobras de backside. Ramzi venceu sua bateria contra o atual número 2 do mundo, Barron Mamiya, e o brasileiro Samuel Pupo, que foi para a repescagem.
Ramzi Boukhiam brilha em Punta Roca com a maior nota do dia: 7.17, em uma onda surfada com potência no backside. Foto: WSL / Aaron Hughes
Entre os brasileiros, João Chianca venceu sua bateria com controle e fluidez, mostrando evolução após um início lento de temporada. Yago Dora avançou em segundo lugar, enquanto Alejo Muniz, Edgard Groggia e Samuel Pupo foram derrotados e disputarão a repescagem.
As condições foram comprometidas pelo vento lateral desde cedo, e após três chamadas ao longo do dia, a WSL optou por não retomar o evento. Segundo Renato Hickel, comissário da WSL, “as condições estavam muito inconsistentes e não permitiam baterias justas para três atletas”.
A próxima chamada oficial será nesta quinta-feira, 3 de abril, às 9h15 (horário de Brasília), com possibilidade de reinício às 9h33. A competição deve recomeçar com a quinta bateria do masculino.
Yago Dora avança em segundo lugar em uma bateria disputada em Punta Roca. Foto: WSL / Aaron Hughes
Resultados do dia:
1 Connor O’Leary (Jap) 11.50, Rio Waida (Ind) 11.43, Alejo Muniz (Bra) 8.94 2 João Chianca (Bra) 9.40, Jack Robinson (Aus) 9.17, Edgar Groggia (Bra) 8.90 3 Ramzi Boukhiam (Mar) 13.77, Barron Mamiya (EUA) 10.33, Samuel Pupo (Bra) 9.23 4 Jackson Bunch (EUA) 12.16, Yago Dora (Bra) 10.26, Ian Gentil (EUA) 9.34
Demais baterias do Round 1 masculino (ainda não realizadas):
5 Ethan Ewing (Aus), Marco Mignot (Fra), Levi Slawson (EUA) 6 Italo Ferreira (Bra), George Pittar (Aus), Bryan Perez (Esa) 7 Filipe Toledo (Bra), Ian Gouveia (Bra), Alan Cleland (Mex) 8 Griffin Colapinto (EUA), Cole Houshmand (EUA), Matthew McGillivray (AFS) 9 Kanoa Igarashi (Jap), Seth Moniz (EUA), Imaikalani deVault (EUA) 10 Leonardo Fioravanti (Ita), Liam O’Brien (Aus), Crosby Colapinto (EUA) 11 Jordy Smith (AFS), Joel Vaughan (Aus), Ryan Callinan (Aus) 12 Miguel Pupo (Bra), Jake Marshall (EUA), Deivid Silva (Bra)
WSL dá início ao El Salvador Pro nesta quarta-feira, em Punta Roca. Foto: WSL / Thiago Diz
A quarta etapa do Championship Tour 2025 da World Surf League (WSL) terá início nesta quarta-feira, 2 de abril, com a abertura oficial do Surf City El Salvador Pro. A chamada já está confirmada e o evento começa às 11h03 (horário de Brasília), diretamente das extensas direitas de Punta Roca, em La Libertad.
A competição será iniciada com as baterias do Round 1 masculino, seguidas pelas baterias do Round 1 feminino, caso as condições se mantenham favoráveis. A repescagem feminina (WER) permanecerá em stand-by, mas poderá ser realizada ainda hoje, caso o vento não comprometa a formação das ondas.
Cada bateria da primeira fase terá duração de 35 minutos. Confira abaixo o cronograma previsto para esta quarta-feira, com os horários estimados (horário de Brasília):
Round 1 masculino
11h03 – Rio Waida (IND), Connor O’Leary (JAP), Alejo Muniz (BRA) 11h38 – Jack Robinson (AUS), João Chianca (BRA), Edgar Groggia (BRA) 12h13 – Barron Mamiya (EUA), Ramzi Boukhiam (MAR), Samuel Pupo (BRA) 12h48 – Yago Dora (BRA), Jackson Bunch (EUA), Ian Gentil (EUA) 13h23 – Ethan Ewing (AUS), Marco Mignot (FRA), Levi Slawson (EUA) 13h58 – Italo Ferreira (BRA), George Pittar (AUS), Bryan Perez (ESA) 14h33 – Filipe Toledo (BRA), Ian Gouveia (BRA), Alan Cleland (MEX) 15h08 – Griffin Colapinto (EUA), Cole Houshmand (EUA), Matthew McGillivray (AFS) 15h43 – Kanoa Igarashi (JAP), Seth Moniz (EUA), Imaikalani deVault (EUA) 16h18 – Leonardo Fioravanti (ITA), Liam O’Brien (AUS), Crosby Colapinto (EUA) 16h53 – Jordy Smith (AFS), Joel Vaughan (AUS), Ryan Callinan (AUS) 17h28 – Miguel Pupo (BRA), Jake Marshall (EUA), Deivid Silva (BRA)
Conforme apurou a AOS Mídia, a estratégia da WSL é aproveitar ao máximo os três primeiros dias da janela de competição para realizar o maior número possível de baterias, enquanto as condições do mar estiverem favoráveis. O comportamento do vento, que na terça-feira oscilou levemente pela manhã, mas sem impactar o mar de forma crítica, será monitorado de perto.
Além disso, a organização também espera, ao longo desses três dias, obter previsões mais precisas sobre a segunda metade da janela do evento. Isso permitirá decisões mais seguras sobre o cronograma restante, especialmente em relação às fases finais e eventuais dias de pausa.
A AOS Mídia segue acompanhando tudo direto de El Salvador e trará atualizações ao longo do dia.
WSL lança campanha histórica com narração de lendas do surfe. Foto: WSL / Brent Bielmann
A World Surf League (WSL) lançou uma nova campanha que promete emocionar fãs do surfe em todo o mundo. Em 2024, a narrativa do Championship Tour será dividida em 12 capítulos, representando as 12 etapas do circuito mundial, e protagonizada por 54 surfistas — homens e mulheres — que escreverão essa história nas ondas.
O projeto traz uma proposta inovadora: unir passado, presente e futuro em uma jornada contada em tempo real, com o surfe como principal linguagem. Pela WSL Brasil, a voz escolhida para embalar a campanha foi a de Rico de Souza, lenda viva do surfe nacional. Reconhecido como um dos grandes responsáveis pela popularização do esporte no país, Rico é um verdadeiro embaixador da cultura surf e referência para diferentes gerações.
Já na versão internacional, quem dá voz à narrativa é Shaun Tomson, campeão mundial de 1977 e uma das figuras mais respeitadas da história do surfe. Com sua sabedoria e paixão pelo esporte, Tomson representa a conexão global com as raízes do surfe competitivo.
A campanha tem como slogan “A história será surfada”, e convida o público a acompanhar cada momento ao vivo no site worldsurfleague.com. Com imagens impactantes e narrações marcantes, a proposta é transformar cada etapa do tour em um capítulo único, onde a performance dos atletas será o fio condutor.
A escolha de vozes tão emblemáticas mostra o cuidado da WSL em valorizar a tradição, enquanto projeta o futuro do esporte. É um convite para viver o presente com os pés na areia e os olhos no mar — onde a história continua sendo escrita, gota a gota.