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ISA World Surfing Games retorna a El Salvador em 2023

International Surfing Association (ISA) anuncia nova edição do ISA World Surfing Games em El Tunco, El Salvador, em 2023.

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El Sunzal, El Tunco, El Salvador. Foto: Divulgação ISA / Surf City

ISA Games volta a El SAlvador em 2023. Foto: Divulgação ISA / Surf City

A International Surfing Association (ISA) anunciou o retorno do ISA World Surfing Games a El Salvador em 2023. A competição, que foi disputada no país da América Central em 2021, novamente fará parte do processo de qualificação olímpica, dessa vez para os Jogos Olímpicos de Paris 2024.

O Surf City El Salvador ISA World Surfing tem data marcada para 30 de maio a 7 junho. Dois dias depois, de 9 a 18 de junho, El Salvador receberá a sétima etapa do Championship Tour 2023, a divisão de elite da World Surf League (WSL).

Assim como em 2021, o ISA Games terá como palcos as praias de El Sunzal e La Bocana, em El Tunco. Os quatro surfistas mais bem classificados por continente em cada gênero (masculino / feminino) poderão disputar as Olimpíadas de 2024.

ISA, International Surfing Association, Ceremony, Cerimônia das areias, El Salvador, El Tunco, La Bocana, El Sunzal. Foto: Divulgação

Competição é sempre um espetáculo nas areias dos países anfitriões. Foto: Divulgação

Além de duas edições do ISA Games (2021 e 2023) e duas edições do Championship Tour da WSL (2022 e 2023), El Salvador tem recebido outros eventos de grande porte como o ISA Stand Up Paddle em 2019 e o ISA Júnior em 2022.

Para Nayib Bukele, presidente de El Salvador, a parceria com a ISA é mais um passo no projeto para estabelecer o País como um dos principais destinos de surf. “Surf é liberdade. O mundo precisa de liberdade, provavelmente mais do que em qualquer outro momento da nossa vida. Por isso, será uma grande honra fazer parte de sua promoção e celebração mais uma vez. Agradecemos à ISA e seu presidente, Fernando Aguerre, por nos incluir. El Salvador sempre será o lar de quem deseja difundir a cultura e os valores do surf”, falou Bukele.

Quem também celebra a parceria é Fernando Aguerre, presidente da ISA. “El Salvador continua se solidificando como parte essencial do caminho para o Surf Olímpico. Somos gratos ao presidente Bukele e à ministra Morena Valdez por compreenderem a missão da ISA, mas também por seu forte compromisso com o surf. Estamos felizes em continuar a expandir e fortalecer essa parceria e mostrar ao mundo que El Salvador é um destino de surf digno dos melhores eventos e surfistas do mundo. Nossos surfistas e equipes de todo o mundo adoram e apreciam a beleza de El Salvador, a calorosa hospitalidade e as excelentes ondas. Estamos ansiosos para voltar no próximo ano como parte do nosso remo para um mundo melhor através do surf”, falou Aguerre.

Teahupoo, Tahiti, Polinésia Francesa, Circuito Mundial de Surf, World Surf League, WSL. Foto: Divulgação WSL

Jogos Olímpicos de Paris 2024 terão as batalhas de surf em Teahupoo, Polinésia Francesa. Foto: Divulgação WSL

Saiba mais sobre a ordem hierárquica de qualificação para os Jogos Olímpicos de 2024:

1 2023 World Surf League (WSL) Championship Tour: Primeiros 10 homens elegíveis e 8 primeiras mulheres elegíveis.

2 ISA World Surfing Games 2023: 4 homens e 4 mulheres selecionados com base em seu continente. Surfista elegível com o melhor resultado de cada gênero da África, Ásia, Europa e Oceania.

3 Jogos Pan-Americanos de 2023: Primeiro homem elegível e primeira mulher elegível nas competições de surf.

4 ISA World Surfing Games 2024: Primeiros 5 homens elegíveis e 7 primeiras mulheres elegíveis.

5 ISA World Surfing Games 2024: As equipes vencedoras por gênero qualificarão 1 lugar para seu respectivo país/NOC, independentemente do limite de cota de 2 por país.

6 Jogos Mundiais de Surf da ISA 2022: As equipes vencedoras por gênero qualificarão 1 lugar para seu respectivo país/NOC, independentemente do limite de cota de 2 por país.

7 Vaga da nação anfitriã: Uma vaga para homem e uma mulher será garantida para a nação anfitriã da França, a menos que já esteja preenchida pelas hierarquias acima. Caso os atletas da França se classifiquem regularmente, suas vagas serão realocadas para os surfistas qualificados com classificação mais alta dos Jogos Mundiais de Surf de 2024.

8 Universality Place: Pela primeira vez, um lugar por gênero será disponibilizado aos comitês olímpicos nacionais elegíveis. Uma consideração especial será dada à natureza da onda em Teahupoo em termos de critérios de elegibilidade para esses locais. Caso não haja surfistas qualificados nesta categoria, essas vagas serão realocadas para os surfistas elegíveis mais bem classificados dos Jogos Mundiais de Surf de 2024. O processo completo e os critérios de seleção para esses lugares serão comunicados posteriormente pelo COI.

A ISA trabalhará com o COI e a Solidariedade Olímpica para organizar campos de treinamento específicos no Taiti antes dos Jogos para fornecer aos surfistas qualificados e potencialmente qualificados a oportunidade de maximizar sua experiência na onda em Teahupoo.

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Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Classificação olímpica 2028: WPS debate impacto para Tops do CT

Entrevista exclusiva no Fala Papah! sobre mudanças na classificação olímpica do surfe para 2028 e impacto nos atletas do CT.

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Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

As propostas que podem alterar os critérios de classificação do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 viraram um dos assuntos mais debatidos do esporte no cenário internacional. A notícia ganhou repercussão em diferentes mídias digitais após a AOS Mídia publicar o tema em primeira mão, trazendo ao público as informações iniciais sobre as mudanças discutidas nos bastidores.

O assunto agora entra em um novo capítulo com uma entrevista exclusiva no Fala Papah!, podcast apresentado por Ader Oliveira, gravada e publicada no canal do YouTube do projeto. O convidado é Christian Bezerra, COO da WPS (World Professional Surfers), entidade que representa os surfistas profissionais e atua como ponte institucional em pautas que envolvem os atletas do Championship Tour (CT).

Quem é a WPS e por que a opinião dela pesa

A WPS é uma organização que representa os interesses dos surfistas profissionais, especialmente os atletas que competem na elite mundial. Na entrevista, Christian comenta como essas propostas são percebidas do ponto de vista de quem está diretamente ligado ao dia a dia dos atletas e ao impacto que qualquer mudança pode gerar na preparação, no calendário e no caminho até a vaga olímpica.

O ponto central: calendário, meritocracia e previsibilidade

Durante a conversa, Christian destaca que o CT funciona como a principal plataforma competitiva do surfe profissional, com eventos ao longo do ano em diferentes condições e formatos. Para ele, qualquer alteração que aumente a dependência de eventos específicos pode criar cenários de maior imprevisibilidade e exigir ainda mais logística dentro de um calendário já muito intenso.

A discussão, portanto, não é apenas sobre números de vagas. Ela passa pela busca de um modelo que equilibre representatividade global, critérios esportivos, planejamento e justiça competitiva para quem está disputando a elite.

Debate internacional e interesse comum no melhor cenário

O processo olímpico envolve várias entidades e interesses diferentes. A ISA tem papel central por ser a federação internacional reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional. Já a WSL organiza o principal circuito profissional do esporte. No meio disso, a visão dos atletas e de seus representantes é uma peça importante para que o sistema final não gere distorções e preserve o nível técnico do surfe olímpico.

Assista a mais episódios no YouTube do Fala Papah!

Veja também nossa matéria em que a AOS Mídia publicou o tema em primeira mão:

 

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Gap no surfe brasileiro? Pinga e Cortez alertam

No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez debatem o gap no surfe brasileiro e analisam os impactos na base e no mercado.

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No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez analisam a formação da Brazilian Storm e projetam possível gap de até 10 anos no surfe brasileiro. Foto: Reprodução

O debate sobre um possível gap no surfe brasileiro ganhou força no Fala Papah após as análises de Luiz Henrique Pinga e Daniel Cortez sobre base, mercado e formação de atletas.

A fala surgiu dentro de um debate mais amplo sobre mercado, surfwear, investimento e formação de atletas. O tema repercutiu rapidamente entre profissionais do setor e também começou a circular fora do Brasil, levantando um ponto central: o surfe brasileiro não virou potência por acaso.

“Não foi à toa”: o que sustentou a Brazilian Storm

No recorte, os convidados lembram que a fase vitoriosa do Brasil foi consequência de um ecossistema mais sólido no passado: equipes estruturadas dentro das marcas, programas consistentes de base, viagens com atletas, ações estratégicas e um calendário nacional forte, que criava experiência competitiva.

Daniel Cortez cita, por exemplo, o período em que “a gente tinha 10 atletas” na equipe da Volcom, com um programa completo de desenvolvimento.

Já Pinga reforça um ponto essencial da formação:

“Tem que aprender a perder para começar a ganhar.”

Segundo ele, os circuitos nacionais e os formatos de transição ajudavam os jovens a entender o jogo do alto rendimento, preparando-os mentalmente e tecnicamente para o cenário mundial.

Por que eles acreditam que vem um “gap”

Na conversa, os participantes deixaram claro que não se trata de “caça às bruxas” nem de responsabilizar apenas um lado. Para eles, houve uma soma de fatores que foram alterando o ecossistema ao longo do tempo. No entanto, ele reconhece que o mercado de surfwear e o ambiente estrutural do esporte têm parcela importante nesse cenário.

Daniel Cortez complementa a análise com uma visão externa:

“Eu tô vendo o que tá rolando lá fora… os caras estão fazendo exatamente isso que a gente fez ali atrás e parou de fazer.”

A lógica apresentada no debate é direta: enquanto o Brasil reduziu parte da estrutura que sustentava a base, outros países passaram a investir justamente nesse modelo.

Austrália e Europa no radar

Cortez aponta a Austrália como exemplo de retomada estrutural. Já Pinga amplia o olhar e menciona o crescimento europeu, citando Espanha (especialmente as Canárias), além da evolução de Portugal e o surgimento de jovens talentos em diferentes centros do continente.

A leitura feita no episódio não é de que o surfe brasileiro perdeu relevância, mas de que o jogo internacional evoluiu — e que, sem investimento consistente na base, pode haver um intervalo significativo entre a geração atual e a próxima leva dominante.

Investir na base e pensar no longo prazo

No fim do trecho, eles reforçam que não existe um único culpado. Foram mudanças, decisões e adaptações ao longo do tempo que moldaram o cenário atual.

E também resumem o alerta: sem estrutura sólida e investimento contínuo, o país pode enfrentar um período de transição mais longo do que se imagina.

O debate não soa como pessimismo, mas como reflexão estratégica.

Assista ao episódio completo no Fala Papah:

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