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CBSurf Master reúne lendas do surfe em Búzios

Conheça os vencedores da segunda etapa do CBSurf Master 2022, disputada na praia de Geribá, em Búzios (RJ).

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Rodrigo Dornelles, CBSurf Master 2022, Praia de Geribá, Búzios (RJ), Rio de Janeiro, Circuito Brasileiro de Surf Master. Foto: Pedro Monteiro

Rodrigo Dornelles leva a melhor na categoria Kahuna do CBSurf Geribá Master. Foto: Pedro Monteiro

O Circuito CBSurf Master 2022, realizado pela Confederação Brasileira de Surf (CBSurf), conheceu seus campeões da segunda etapa neste domingo (23).

Apresentado pela Prefeitura da Armação dos Búzios, o CBSurf Geribá Master 2022 teve belas apresentações na água e grandes encontros na areia, com personagens marcantes do surfe brasileiro.

Rodrigo Dornelles, hoje com 48 anos, mostrou o porquê do seu apelido “Pedra”. Neste grande dia de finais, Dornelles aplicou boas manobras de backside, e dominou a final da categoria Kahuna com belas batidas.

Logo no início da bateria, o surfista fez duas boas notas e administrou a bateria até o fim. “Estou amarradão! Fiquei ali focado, peguei duas ondas boas no início, sentei lá no fundo e administrei. Quero agradecer ao Guilherme, que nos recepcionou nesses dois campeonatos, quero agradecer à galera local de Geribá e à minha família e a minha mulher. A vibe desse evento é essa, um grande encontro!”, disse Dornelles.

CBSurf Master 2022, Praia de Geribá, Búzios (RJ), Rio de Janeiro, Circuito Brasileiro de Surf Master. Foto: Pedro Monteiro

Péricles Dimitri vence a categoria Master em Búzios. Foto: Pedro Monteiro

Surfistas de todo o Brasil estavam presentes na charmosa praia de Geribá. Exemplo de diversidade regional no surf, o maranhense Álvaro Bacana, surfista radicado em Santa Catarina, esteve presente também no pódio da categoria Grand Master, vencida pelo incansável Kleber Peixoto. Recordista no sábado, o alagoano foi bem nas ondas do Rio de Janeiro e ficou com o caneco de campeão nas duas etapas.

O tricampeão profissiona paranaense Péricles Dimitri continuou quebrando todos os recordes da competição. Depois de ser o recordista do primeiro dia, o surfista da praia de Matinhos fez, novamente, a maior nota do evento. Com uma escolha de onda boa e ajuda do local Théo Fresia – campeão carioca profissional de 2021 -, Péricles acertou boas rasgadas de frontside numa direita e foi agraciado com uma nota 9.00. Mesmo sem ter uma segunda onda boa, venceu a final da categoria Master, deixando o cearense Rogério Dantas em segundo.

O representante do Rio de Janeiro no alto do pódio foi Sérgio Noronha. O surfista carioca levou a melhor, vencendo nada menos que o paraibano Fábio Gouveia. Fabinho lutou até o fim pra achar uma onda boa e ficou em segundo. Numa final super disputada, o bicampeão brasileiro, o baiano Jojó de Olivença, ficou em terceiro. Completando o pódio ficou Arthur Gama, surfista do Rio de Janeiro.

CBSurf Master 2022, Praia de Geribá, Búzios (RJ), Rio de Janeiro, Circuito Brasileiro de Surf Master. Foto: Pedro Monteiro

Marcelo Mdio se emociona ao lado de Guilherme Herdy depois de vencer a Legends. Foto: Pedro Monteiro

Em final super apertada, a categoria dos Legends foi decidida no detalhe. O shaper catarinense Marcelo MDio venceu com uma virada em sua última onda. A vitória foi muito comemorada, junto com seu amigo e atleta Guilherme Herdy. O cearense Cardoso Junior, que escolheu ondas um pouco menores, perdeu o embate por 0,13 ponto. No meio de tanta comemoração, MDio dedicou a vitória ao seu grande amigo local Guilherme Herdy.

“Nossa, obrigado! Obrigado, meu Deus! Obrigado, família! É uma guerra isso aqui. Obrigado, obrigado a esse cara aqui. O Guilherme é inspiração. Nossa Senhora, obrigado!”, vibrou Marcelo.

Mar Sem Lixo

Durante o CBSurf Geribá Master, a CBSurf firmou uma parceria com a ONG Mar Sem Lixo para ações ambientais. A ONG é capitaneada por Jojó de Olivença, coordenador de responsabilidade sócio-ambiental da CBSurf, e Roberto Ramos, presidente fundador do Mar Sem Lixo.

Foram realizadas ações voltadas para conscientização, com palestras e coleta do micro lixo na praia, a fim de alertar sobre o lixo que chega nos oceanos. Foi realizado também o gerenciamento dos resíduos gerados pelo evento. E foram feitas medidas compensatórias, como o plantio de mudas de vegetação costeira.

CBSurf Master 2022, Praia de Geribá, Búzios (RJ), Rio de Janeiro, Circuito Brasileiro de Surf Master. Foto: Pedro Monteiro

Pódio da categoria Grand Kahuna. Foto: Pedro Monteiro

O CBSurf Geribá Master foi uma parceria entre Prefeitura da Armação dos Búzios – através da Secretaria de Turismo – e Confederação Brasileira de Surf (CBSurf).

O circuito CBSurf Master 2022 prestigiou as categorias Master (35+) , Grand Master (40+), Kahuna (45+), Grand-Kahuna (50+) e  Legends (55+), com premiação total de R$ 50.000.

O CBSurf Geribá Master foi apresentado pela Prefeitura da Armação dos Búzios, através da Secretaria de Turismo, com realização da Confederação Brasileira de Surf (CBSurf). A etapa teve parceria da Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (FESERJ), junto com a Associação de Surfe de Búzios (ASB). Os apoiadores foram Surfland Brasil, Silverbay, Açaí do Joca Jr, FU WAX, Shaper Ricardo Astral, Blocos Teccel, Cyclone e Geribá Surfe.

CBSurf Master 2022, Praia de Geribá, Búzios (RJ), Rio de Janeiro, Circuito Brasileiro de Surf Master. Foto: Pedro Monteiro

Finalistas da categoria Grand Master. Foto: Pedro Monteiro

Resultados

Master

1 Péricles Dimitri PR
2 Rogerio Dantas CE
3 Klinger Peixoto AL
4 Wilson Nora BA

Grand Master

1 Klinger Peixoto AL
2 Guilherme Herdy RJ
3 Alvaro Bacana SC
4  Rogerio Dantas CE

Kahuna

1 Rodrigo Dornelles RS
2 Alvaro Bacana SC
3 Marcio Leal SC
4 Dalmo Meireles BA

Grand Kahuna

1 Sergio Noronha RJ
2 Fabio Gouveia PB
3 Jojó de Olivença BA
4 Arthur Gama RJ

Legends

1 Marcelo Mdio SC
2 Cardoso Junior CE
3 Edson Vieira SP
4 Rodolfo Lima RJ

Master Local

1 Glauber Oliveira
2 Cristiano Saraiva
3 Nahuel Lopez
4 Eduardo Rodrigues

CBSurf Master 2022, Praia de Geribá, Búzios (RJ), Rio de Janeiro, Circuito Brasileiro de Surf Master. Foto: Pedro Monteiro

Galera da Master Local. Foto: Pedro Monteiro

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Gap no surfe brasileiro? Pinga e Cortez alertam

No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez debatem o gap no surfe brasileiro e analisam os impactos na base e no mercado.

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No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez analisam a formação da Brazilian Storm e projetam possível gap de até 10 anos no surfe brasileiro. Foto: Reprodução

O debate sobre um possível gap no surfe brasileiro ganhou força no Fala Papah após as análises de Luiz Henrique Pinga e Daniel Cortez sobre base, mercado e formação de atletas.

A fala surgiu dentro de um debate mais amplo sobre mercado, surfwear, investimento e formação de atletas. O tema repercutiu rapidamente entre profissionais do setor e também começou a circular fora do Brasil, levantando um ponto central: o surfe brasileiro não virou potência por acaso.

“Não foi à toa”: o que sustentou a Brazilian Storm

No recorte, os convidados lembram que a fase vitoriosa do Brasil foi consequência de um ecossistema mais sólido no passado: equipes estruturadas dentro das marcas, programas consistentes de base, viagens com atletas, ações estratégicas e um calendário nacional forte, que criava experiência competitiva.

Daniel Cortez cita, por exemplo, o período em que “a gente tinha 10 atletas” na equipe da Volcom, com um programa completo de desenvolvimento.

Já Pinga reforça um ponto essencial da formação:

“Tem que aprender a perder para começar a ganhar.”

Segundo ele, os circuitos nacionais e os formatos de transição ajudavam os jovens a entender o jogo do alto rendimento, preparando-os mentalmente e tecnicamente para o cenário mundial.

Por que eles acreditam que vem um “gap”

Na conversa, os participantes deixaram claro que não se trata de “caça às bruxas” nem de responsabilizar apenas um lado. Para eles, houve uma soma de fatores que foram alterando o ecossistema ao longo do tempo. No entanto, ele reconhece que o mercado de surfwear e o ambiente estrutural do esporte têm parcela importante nesse cenário.

Daniel Cortez complementa a análise com uma visão externa:

“Eu tô vendo o que tá rolando lá fora… os caras estão fazendo exatamente isso que a gente fez ali atrás e parou de fazer.”

A lógica apresentada no debate é direta: enquanto o Brasil reduziu parte da estrutura que sustentava a base, outros países passaram a investir justamente nesse modelo.

Austrália e Europa no radar

Cortez aponta a Austrália como exemplo de retomada estrutural. Já Pinga amplia o olhar e menciona o crescimento europeu, citando Espanha (especialmente as Canárias), além da evolução de Portugal e o surgimento de jovens talentos em diferentes centros do continente.

A leitura feita no episódio não é de que o surfe brasileiro perdeu relevância, mas de que o jogo internacional evoluiu — e que, sem investimento consistente na base, pode haver um intervalo significativo entre a geração atual e a próxima leva dominante.

Investir na base e pensar no longo prazo

No fim do trecho, eles reforçam que não existe um único culpado. Foram mudanças, decisões e adaptações ao longo do tempo que moldaram o cenário atual.

E também resumem o alerta: sem estrutura sólida e investimento contínuo, o país pode enfrentar um período de transição mais longo do que se imagina.

O debate não soa como pessimismo, mas como reflexão estratégica.

Assista ao episódio completo no Fala Papah:

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Brasil

Douglas Silva e Laura Raupp se consagram campeões brasileiros

Douglas Silva garante o bicampeonato consecutivo no masculino e Laura Raupp conquista o título brasileiro por antecipação.

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Douglas Silva e Laura Raupp são os campeões brasileiros profissionais de 2025. Foto: Marcio David / Foco Radical

A temporada 2025 do Corona Cero Dream Tour Floripa chegou ao fim com a consagração de dois nomes que deixaram sua marca na história do surfe nacional. Douglas Silva e Laura Raupp encerraram o ano como campeões brasileiros da Confederação Brasileira de Surf, cada um com uma trajetória de destaque e resultados expressivos ao longo do circuito.

No masculino, Douglas Silva viveu um desfecho dramático. Eliminado antes da final, o pernambucano dependia de um tropeço de Renan Pulga para conquistar o bicampeonato consecutivo. Pulga avançou com força até a bateria decisiva, superando Michael Rodrigues nas quartas e Mateus Sena nas semifinais. Para se tornar campeão brasileiro, contudo, precisava vencer Adriano de Souza na final. O campeão mundial de 2015 brilhou novamente e impediu a virada de ranking. Com o vice na etapa, Pulga também terminou como vice-campeão brasileiro, enquanto Douglas vibrou ao confirmar seu segundo título seguido.

Com essa conquista, Douglas Silva se tornou apenas o terceiro atleta da história a atingir o bicampeonato consecutivo no surfe brasileiro, repetindo feitos de Peterson Rosa e Leonardo Neves. Ele descreveu o momento como a realização de um sonho, fruto de muita dedicação, treinos e confiança.

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Renan Pulga (vice), Douglas Silva, Laura Raupp e Juliana dos Santos (vice) são premiados na Praia Mole. Foto: Marcio David / Foco Radical

No feminino, Laura Raupp dominou completamente a temporada. A catarinense venceu as etapas da Praia do Borete, Itamambuca e o primeiro Dream Tour Floripa, mantendo 100 por cento de aproveitamento nas baterias computadas no ranking. A derrota nas semifinais para Tainá Hinckel neste domingo foi sua única queda no ano, mas não afetou a classificação final. Laura já era campeã antecipada com uma das campanhas mais expressivas da história da CBSurf.

Tainá Hinckel, por sua vez, marcou presença decisiva na reta final. Ela havia vencido a etapa da Taça Brasil na Guarda do Embaú, chegou à final da penúltima etapa do Dream Tour e encerrou o ano com uma vitória imponente sobre Juliana dos Santos na Praia Mole. O resultado a colocou junto do recorde de Laura como surfistas com mais vitórias em uma única temporada de Dream Tour.

Os títulos de Douglas e Laura fecham um ciclo vitorioso e abrem caminho para a nova fase do surfe brasileiro. Em 2026, o Dream Tour dará lugar ao SURF BRASIL, com formato ampliado e mais oportunidades para atletas de todo o país.

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Tainá Hinckel e Adriano de Souza vencem a quarta e última etapa do Circuito. Foto: Marcio David / Foco Radical

Resultados da quarta e última etapa do Dream Tour 2025

Masculino

1º Adriano de Souza (SP)
2º Renan Pulga (SP)
3º Mateus Sena (RN)
3º Wesley Leite (SP)

Feminino

1º Tainá Hinckel (SC)
2º Juliana dos Santos (CE)
3º Mariana Areno (RJ)
3º Laura Raupp (SC)

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Brasil

Adriano de Souza vence aos 38 anos e faz história na Praia Mole

Aos 38 anos, Adriano de Souza supera Renan Pulga na final da Praia Mole e conquista sua primeira vitória no Dream Tour.

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Adriano de Souza vence etapa do Dream Tour aos 38 anos. Foto: Marcio David / Foco Radical

Aos 38 anos, Adriano de Souza escreveu um capítulo marcante da história do surfe brasileiro. No domingo, 16 de novembro, o campeão mundial de 2015 conquistou sua primeira vitória no Corona Cero Dream Tour Floripa, ao dominar as ondas pequenas da Praia Mole e superar o paulista Renan Pulga na grande final. A vitória de Mineirinho encerrou com brilho a temporada 2025 da Confederação Brasileira de Surf.

Adriano entrou na etapa como convidado e havia passado longe das fases decisivas nas etapas anteriores. Mas na Praia Mole, tudo mudou. Ele venceu Alex Ribeiro nas quartas de final e superou Wesley Leite nas semifinais. Depois, anotou as maiores marcas do dia, incluindo uma nota 7,33 e o somatório de 13,33 pontos, para conquistar um título inédito no Dream Tour. Esta foi a premiação mais alta da carreira dele no cenário nacional, com 50 mil reais e 10 mil pontos no ranking da etapa.

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Adriano e família. Foto: Marcio David / Foco Radical

A vitória de Mineirinho também teve papel decisivo na definição do título brasileiro. Renan Pulga precisava vencer o evento para superar o pernambucano Douglas Silva na corrida pelo campeonato. O paulista derrotou Michael Rodrigues nas quartas e Mateus Sena nas semifinais, mas parou diante da experiência de Adriano de Souza. Com o vice na etapa e no ranking, viu o título escapar na última bateria da temporada.

Douglas Silva, que acompanhava tudo da área dos atletas, comemorou intensamente ao ver Adriano levantar o troféu. Com o resultado, ele se tornou o primeiro bicampeão brasileiro consecutivo da CBSurf, igualando feitos históricos de Peterson Rosa e Leonardo Neves. O pernambucano celebrou o momento como a realização de um sonho após anos de dedicação e treinamento.

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Finalistas da etapa na Praia Mole (SC). Foto: Marcio David / Foco Radical

No feminino, o domingo também foi de performances marcantes. Tainá Hinckel derrotou a já campeã brasileira Laura Raupp nas semifinais e venceu Juliana dos Santos na decisão, igualando o recorde de quatro vitórias no Dream Tour em uma única temporada.

A vitória de Adriano de Souza, combinada com a disputa intensa pelo título brasileiro, encerrou a temporada 2025 com emoção, história e uma celebração de legado na Praia Mole.

Resultados da quarta e última etapa do Dream Tour 2025

Masculino

1º Adriano de Souza (SP)
2º Renan Pulga (SP)
3º Mateus Sena (RN)
3º Wesley Leite (SP)

Feminino

1º Tainá Hinckel (SC)
2º Juliana dos Santos (CE)
3º Mariana Areno (RJ)
3º Laura Raupp (SC)

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