Conecte-se conosco

Competições

O surfe do Brasil nas Olimpíadas de Paris 2024

Brasil brilha no surfe nas Olimpíadas de Paris 2024, conquistando prata com Tatiana Weston-Webb e bronze com Gabriel Medina em Teahupo’o.

Publicado

em

Gabriel Medina e Tatiana Weston-Webb, Olimpíadas de Paris 2024, Teahupoo, Tahiti, Polinésia Francesa, Taiti, Surfe, Surf, Swell, Jogos Olímpicos. Foto: COB / William

Gabriel Medina e Tatiana Weston-Webb são medalhistas nas Olimpíadas de Paris 2024. Foto: COB / William

O surfe brasileiro teve uma participação marcante nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, realizados em Teahupo’o, no Taiti. O Brasil conquistou duas medalhas: a prata com Tatiana Weston-Webb no feminino e o bronze com Gabriel Medina no masculino, consolidando-se como uma das potências da modalidade nos Jogos Olímpicos.

As ondas estavam pequenas no dia final, e em alguns momentos as séries demoravam muito a entrar, tornando as disputas ainda mais desafiadoras para os competidores.

Tatiana Weston-Weeb, Olimpíadas de Paris 2024, Teahupoo, Tahiti, Polinésia Francesa, Taiti, Surfe, Surf, Swell, Jogos Olímpicos. Foto: ISA / Tim McKenna

Tati bate na trave por menos de dois décimos e fica com a medalha de prata. Foto: ISA / Tim McKenna

Resultados femininos do surfe em Paris 2024

No torneio feminino, Tatiana Weston-Webb teve um desempenho consistente durante toda a competição, avançando com segurança nas fases iniciais. Na semifinal, enfrentou a costa-riquenha Brisa Hennessy e conseguiu uma vitória emocionante, garantindo sua presença na grande decisão.

Na final, Tatiana duelou contra a norte-americana Caroline Marks em condições desafiadoras em Teahupo’o. Muitos esperavam a virada de Tati na última onda, quando precisava de 4.68 pontos, mas os juízes deram 4.50, deixando a brasileira com a medalha de prata e garantindo o ouro para a norte-americana.

As outras representantes do Brasil, Luana Silva e Tainá Hinckel, também tiveram boas atuações. Luana avançou até a quinta posição, enquanto Tainá foi eliminada na segunda fase, mostrando potencial para futuras edições.

Gabriel Medina, Olimpíadas de Paris 2024, Teahupoo, Tahiti, Polinésia Francesa, Taiti, Surfe, Surf, Swell, Jogos Olímpicos. Foto: ISA / Pablo Jimenez

Gabriel Medina faz nota 9.90 nas oitavas e perde em bateria com pouquíssimas ondas na semifinal. Foto: ISA / Pablo Jimenez

Resultados masculinos

No masculino, Gabriel Medina brilhou e fez história ao conquistar a medalha de bronze. Durante a competição, Medina registrou um dos momentos mais icônicos dos Jogos ao receber uma nota 9,9, a mais alta da história do surfe olímpico. Sua exibição nas oitavas de final impressionou o mundo do esporte.

Na semifinal, Medina enfrentou o australiano Jack Robinson em um confronto dramático, com ondas escassas, e acabou sendo derrotado, levando o brasileiro para a disputa pelo bronze. Na decisão do terceiro lugar, Gabriel superou o peruano Alonso Correa, garantindo mais uma medalha olímpica para o Brasil.

Filipe Toledo, outro favorito brasileiro, teve dificuldades em se adaptar às condições de Teahupo’o e foi eliminado na terceira rodada. João Chianca avançou até as quartas de final, onde foi superado pelo compatriota Gabriel Medina.

Gabriel Medina e Tatiana Weston-Webb, Olimpíadas de Paris 2024, Teahupoo, Tahiti, Polinésia Francesa, Taiti, Surfe, Surf, Swell, Jogos Olímpicos. Foto: Jerome Brouillet / AFP

Um dos momentos mais marcantes das Olimpíadas de Paris 2024 foi a foto icônica de Gabriel Medina saindo de um tubo espetacular em Teahupo’o. Foto: Jerome Brouillet / AFP

A foto icônica de Gabriel Medina

Um dos momentos mais marcantes das Olimpíadas de Paris 2024 foi a foto icônica de Gabriel Medina saindo de um tubo espetacular em Teahupo’o em um dia com ondas épicas. Capturada pelo fotógrafo francês Jerome Brouillet, a imagem rapidamente viralizou, representando a essência do surfe olímpico e reafirmando o Brasil como uma das nações mais fortes do esporte. A performance de Medina no evento solidificou sua posição como um dos maiores surfistas da história.

A foto, intitulada “Golden Moment”, recebeu reconhecimento internacional ao vencer o prêmio principal do World Sports Photography Awards 2025. Brouillet, que reside no Taiti há anos e trabalha para a Agence France-Presse (AFP), já cobriu inúmeros eventos de surfe e foi amplamente elogiado por sua capacidade de capturar a emoção do momento. O World Sports Photography Awards celebra a excelência na fotografia esportiva globalmente, e a premiação desta imagem reforça o impacto visual do surfe nos Jogos Olímpicos.

João Chianca, Chumbinho Olimpíadas de Paris 2024, Teahupoo, Tahiti, Polinésia Francesa, Taiti, Surfe, Surf, Swell, Jogos Olímpicos. Foto: ISA / Pablo Jimenez

João Chianca dá show em Teahupoo e termina em quinto lugar depois de perder para Medina nas quartas. Foto: ISA / Pablo Jimenez

Brasil no pódio olímpico do surfe em Paris 2024

Com esses resultados, o Brasil reafirma sua força no surfe olímpico. Desde a estreia da modalidade em Tóquio 2020, onde Italo Ferreira conquistou o ouro, o país agora soma três medalhas no surfe:

  • Ouro: Italo Ferreira (Tóquio 2020)
  • Prata: Tatiana Weston-Webb (Paris 2024)
  • Bronze: Gabriel Medina (Paris 2024)

A performance dos brasileiros em Paris 2024 reforça o papel do Brasil como uma das nações mais fortes do surfe mundial, prometendo ainda mais emoção para os próximos Jogos em Los Angeles 2028.

Luana Silva, Olimpíadas de Paris 2024, Teahupoo, Tahiti, Polinésia Francesa, Taiti, Surfe, Surf, Swell, Jogos Olímpicos. Foto: ISA / Beatriz Ryder

Luana Silv também chega às quartas de final nas Olimpíadas. Foto: ISA / Beatriz Ryder

Resultados do Masculino do surf em Paris 2024

  1. Kauli Vaast (França) – Ouro
  2. Jack Robinson (Austrália) – Prata
  3. Gabriel Medina (Brasil) – Bronze
  4. Alonso Correa (Peru)
  5. Ethan Ewing (Austrália), Reo Inaba (Japão), Joan Duru (França), João Chianca (Brasil)

    Resultados do Feminino

    1. Caroline Marks (EUA) – Ouro
    2. Tatiana Weston-Webb (Brasil) – Prata
    3. Johanne Defay (França) – Bronze
    4. Brisa Hennessy (Costa Rica)
    5. Carissa Moore (EUA), Luana Silva (Brasil), Nadia Erostarbe (Espanha), Tyler Wright (Austrália)

Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Competições

Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

Publicado

em

Por

Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

Continue Lendo

Competições

Classificação olímpica 2028: WPS debate impacto para Tops do CT

Entrevista exclusiva no Fala Papah! sobre mudanças na classificação olímpica do surfe para 2028 e impacto nos atletas do CT.

Publicado

em

Por

Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

As propostas que podem alterar os critérios de classificação do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 viraram um dos assuntos mais debatidos do esporte no cenário internacional. A notícia ganhou repercussão em diferentes mídias digitais após a AOS Mídia publicar o tema em primeira mão, trazendo ao público as informações iniciais sobre as mudanças discutidas nos bastidores.

O assunto agora entra em um novo capítulo com uma entrevista exclusiva no Fala Papah!, podcast apresentado por Ader Oliveira, gravada e publicada no canal do YouTube do projeto. O convidado é Christian Bezerra, COO da WPS (World Professional Surfers), entidade que representa os surfistas profissionais e atua como ponte institucional em pautas que envolvem os atletas do Championship Tour (CT).

Quem é a WPS e por que a opinião dela pesa

A WPS é uma organização que representa os interesses dos surfistas profissionais, especialmente os atletas que competem na elite mundial. Na entrevista, Christian comenta como essas propostas são percebidas do ponto de vista de quem está diretamente ligado ao dia a dia dos atletas e ao impacto que qualquer mudança pode gerar na preparação, no calendário e no caminho até a vaga olímpica.

O ponto central: calendário, meritocracia e previsibilidade

Durante a conversa, Christian destaca que o CT funciona como a principal plataforma competitiva do surfe profissional, com eventos ao longo do ano em diferentes condições e formatos. Para ele, qualquer alteração que aumente a dependência de eventos específicos pode criar cenários de maior imprevisibilidade e exigir ainda mais logística dentro de um calendário já muito intenso.

A discussão, portanto, não é apenas sobre números de vagas. Ela passa pela busca de um modelo que equilibre representatividade global, critérios esportivos, planejamento e justiça competitiva para quem está disputando a elite.

Debate internacional e interesse comum no melhor cenário

O processo olímpico envolve várias entidades e interesses diferentes. A ISA tem papel central por ser a federação internacional reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional. Já a WSL organiza o principal circuito profissional do esporte. No meio disso, a visão dos atletas e de seus representantes é uma peça importante para que o sistema final não gere distorções e preserve o nível técnico do surfe olímpico.

Assista a mais episódios no YouTube do Fala Papah!

Veja também nossa matéria em que a AOS Mídia publicou o tema em primeira mão:

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por AOS Mídia (@aosmidia_)

Continue Lendo

CBSurf

Gap no surfe brasileiro? Pinga e Cortez alertam

No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez debatem o gap no surfe brasileiro e analisam os impactos na base e no mercado.

Publicado

em

Por

fala papah luiz pinga daniel cortez

No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez analisam a formação da Brazilian Storm e projetam possível gap de até 10 anos no surfe brasileiro. Foto: Reprodução

O debate sobre um possível gap no surfe brasileiro ganhou força no Fala Papah após as análises de Luiz Henrique Pinga e Daniel Cortez sobre base, mercado e formação de atletas.

A fala surgiu dentro de um debate mais amplo sobre mercado, surfwear, investimento e formação de atletas. O tema repercutiu rapidamente entre profissionais do setor e também começou a circular fora do Brasil, levantando um ponto central: o surfe brasileiro não virou potência por acaso.

“Não foi à toa”: o que sustentou a Brazilian Storm

No recorte, os convidados lembram que a fase vitoriosa do Brasil foi consequência de um ecossistema mais sólido no passado: equipes estruturadas dentro das marcas, programas consistentes de base, viagens com atletas, ações estratégicas e um calendário nacional forte, que criava experiência competitiva.

Daniel Cortez cita, por exemplo, o período em que “a gente tinha 10 atletas” na equipe da Volcom, com um programa completo de desenvolvimento.

Já Pinga reforça um ponto essencial da formação:

“Tem que aprender a perder para começar a ganhar.”

Segundo ele, os circuitos nacionais e os formatos de transição ajudavam os jovens a entender o jogo do alto rendimento, preparando-os mentalmente e tecnicamente para o cenário mundial.

Por que eles acreditam que vem um “gap”

Na conversa, os participantes deixaram claro que não se trata de “caça às bruxas” nem de responsabilizar apenas um lado. Para eles, houve uma soma de fatores que foram alterando o ecossistema ao longo do tempo. No entanto, ele reconhece que o mercado de surfwear e o ambiente estrutural do esporte têm parcela importante nesse cenário.

Daniel Cortez complementa a análise com uma visão externa:

“Eu tô vendo o que tá rolando lá fora… os caras estão fazendo exatamente isso que a gente fez ali atrás e parou de fazer.”

A lógica apresentada no debate é direta: enquanto o Brasil reduziu parte da estrutura que sustentava a base, outros países passaram a investir justamente nesse modelo.

Austrália e Europa no radar

Cortez aponta a Austrália como exemplo de retomada estrutural. Já Pinga amplia o olhar e menciona o crescimento europeu, citando Espanha (especialmente as Canárias), além da evolução de Portugal e o surgimento de jovens talentos em diferentes centros do continente.

A leitura feita no episódio não é de que o surfe brasileiro perdeu relevância, mas de que o jogo internacional evoluiu — e que, sem investimento consistente na base, pode haver um intervalo significativo entre a geração atual e a próxima leva dominante.

Investir na base e pensar no longo prazo

No fim do trecho, eles reforçam que não existe um único culpado. Foram mudanças, decisões e adaptações ao longo do tempo que moldaram o cenário atual.

E também resumem o alerta: sem estrutura sólida e investimento contínuo, o país pode enfrentar um período de transição mais longo do que se imagina.

O debate não soa como pessimismo, mas como reflexão estratégica.

Assista ao episódio completo no Fala Papah:

Continue Lendo

Bombando

Você não pode copiar conteúdos deste site.