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Brasil

Dream Tour Rio começa com tudo em São Conrado

Douglas Silva, Edgard Groggia, Silvana Lima e Laura Raupp avançam no Dream Tour em São Conrado (RJ). Saiba mais sobre a programação.

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I ♥ PRIO Dream Tour Rio/RJ, São Conrado (RJ), Circuito Brasileiro de Surf 2024, Confederação Brasileira de Surf (CBSurf). Foto: David Castro

São Conrado recebe quarta e última etapa do Circuito Brasileiro de Surf. Foto: David Castro

O canto esquerdo da Praia de São Conrado, no Rio de Janeiro, recebeu nesta terça-feira (26) a abertura da quarta e última etapa do I ♥ PRIO Dream Tour Rio/RJ, a divisão principal do Circuito Brasileiro de Surf, promovida pela Confederação Brasileira de Surf (CBSurf). Com janela de competição até o dia 2 de dezembro, o evento começou em grande estilo, oferecendo boas ondas, sol e um alto nível técnico nas disputas.

Masculino: líderes do ranking avançam em São Conrado

O dia iniciou com as baterias masculinas, que definiram os classificados para a segunda fase. Destaque para o pernambucano Douglas Silva, campeão da etapa de São Chico e terceiro no ranking, que venceu a bateria inaugural com 11.06 pontos, avançando ao lado de seu conterrâneo Alan Donato. Silva demonstrou confiança:

“A primeira bateria sempre é difícil e tem aquela pressão, mas estou muito feliz em ter passado. Essa onda me lembra Maracaípe, o que me dá ainda mais confiança para buscar o título”, comentou o surfista.

O atual líder do ranking, o santista Edgard Groggia, também garantiu vaga na próxima fase com uma somatória de 10.53 pontos. Ele avançou ao lado do wildcard Rickson Falcão, de Saquarema, eliminando atletas de peso como Peterson Crisanto e Lucas Cainan. Groggia celebrou o desempenho:

“A bateria foi difícil, mas consegui achar duas ondas sólidas. Estou com uma expectativa muito boa para este evento e com o coração leve. O que tiver que ser, será.”

Por outro lado, nomes de destaque como o campeão mundial Adriano de Souza (Mineirinho) e o cearense Artur Silva, segundo colocado no ranking, não avançaram na competição.

Douglas Silva e Alan Donato, I ♥ PRIO Dream Tour Rio/RJ, São Conrado (RJ), Circuito Brasileiro de Surf 2024, Confederação Brasileira de Surf (CBSurf). Foto: David Castro

Douglas Silva e Alan Donato comemoram dobradinha pernambucana. Foto: David Castro

Feminino: grandes nomes seguem na briga

No período da tarde, foi a vez das mulheres entrarem no mar. A hexacampeã brasileira Silvana Lima e a atual campeã Tainá Hinckel abriram as disputas femininas, avançando na primeira bateria com somatórias de 7.00 e 9.63 pontos, respectivamente.

“O Dream Tour é um evento incrível e adoro competir no Rio. Estou muito animada e confiante para esta etapa”, declarou Tainá.

Na quarta bateria feminina, a vice-líder do ranking, Laura Raupp, garantiu sua vaga ao lado da paranaense Gabriely Vasque, eliminando a cearense Vitória Carneiro. Raupp destacou a dificuldade das condições:

“O mar deu uma parada e o sol dificultou a visão, mas consegui achar boas ondas. Estou focada e pronta para os próximos desafios.”

Edgard Groggia, I ♥ PRIO Dream Tour Rio/RJ, São Conrado (RJ), Circuito Brasileiro de Surf 2024, Confederação Brasileira de Surf (CBSurf). Foto: David Castro

Edgard Groggia segue firme na liderança do ranking. Foto: David Castro

Mais do que surf: programação especial no Dream Tour em São Conrado

Além da competição de alto nível, o evento oferece uma programação diversificada, unindo esporte, sustentabilidade e cultura:

  • Sonho Azul: mutirão de limpeza da praia liderado pelo Instituto AEGEA e parceiros, aberto ao público (30/11, das 8h30 às 11h).
  • Dream Tour das Comunidades: campeonato especial com times mistos de atletas profissionais e da comunidade local, no formato tag team.
  • Sunset Corona: experiências com DJ e ambientação especial à beira-mar (29 e 30/11, das 16h às 18h).
  • Oficina de Live Painting: personalização de pranchas com a artista Di Couto (30/11, das 10h às 15h).
  • Estação de Previsão Meteoceanográfica: dados em tempo real fornecidos pela OceanPact, disponíveis nas transmissões e na área do evento.
Laura Raupp, I ♥ PRIO Dream Tour Rio/RJ, São Conrado (RJ), Circuito Brasileiro de Surf 2024, Confederação Brasileira de Surf (CBSurf). Foto: David Castro

Laura Raupp briga pelo título na categoria feminina. Foto: David Castro

Transmissão ao vivo e informações

O I ♥ PRIO Dream Tour é apresentado pela PRIO e conta com patrocinadores como Corona Cero, Instituto Aegea, Gerdau, Estácio, Instituto Yduqs e OceanPact. A competição será transmitida ao vivo no canal CBSurfPLAY no YouTube, com cobertura no Sportv a partir das semifinais.

Para atualizações e detalhes, siga @dreamtoursurf no Instagram e acesse o site oficial da CBSurf.org.br.

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Competições

Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Bahia

Lapo Coutinho fala sobre o câncer no Fala Papah

Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Veja o trecho e a atualização do tratamento.

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Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Foto: Reprodução

Lapo Coutinho abriu o coração em um dos trechos mais impactantes já exibidos no canal Fala Papah. Na conversa, o lendário baiano falou de forma direta e sincera sobre o câncer, os desafios do tratamento e as decisões difíceis que precisou tomar ao longo da jornada.

O momento é marcado por reflexões profundas sobre dor, qualidade de vida, família e espiritualidade. Durante o episódio, Lapo compartilha como estava encarando a evolução da doença no período da gravação e revela quais eram suas prioridades naquele momento delicado.

Entre os pontos mais fortes da conversa, ele destaca que sua principal missão era não sentir dor. A frase resume o estado emocional e físico que vivia naquele instante. Ao longo do trecho, também aborda o impacto do diagnóstico na família, os medos naturais e o esforço para manter serenidade diante da incerteza.

A entrevista não tem caráter médico e não pretende orientar decisões clínicas. Trata-se do relato pessoal de Lapo Coutinho sobre sua própria experiência. É um registro honesto de um momento específico de sua trajetória.

Após a gravação do episódio, Lapo optou por iniciar tratamento com quimioterapia diante da evolução do quadro. A atualização reforça que decisões relacionadas ao câncer são complexas e podem mudar conforme o acompanhamento médico e o avanço da doença.

O corte publicado no canal Fala Papah destaca a dimensão humana da história. Mais do que discutir procedimentos, o vídeo apresenta uma reflexão sobre coragem, fé e enfrentamento.

O trecho completo está disponível no YouTube do Fala Papah e integra um dos episódios mais assistidos do canal, que tem se consolidado como espaço para conversas profundas dentro do universo do surfe e além dele.

Assista ao vídeo e acompanhe outras entrevistas no canal:

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Brasil

Por que Fábio Silva abandonou a elite mundial do surfe

Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT e fala sobre saúde, família e o Titanzinho.

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Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT em 1997 e fala sobre saúde, família e sua origem no Titanzinho. Foto: Reprodução.

O novo episódio do podcast Fala Papah, já disponível no YouTube, traz um dos relatos mais emblemáticos e humanos da história do surfe brasileiro. Cria da comunidade do Titanzinho, em Fortaleza, o cearense Fábio Silva revisita sua trajetória no esporte, marcada por talento, ascensão precoce, decisões difíceis e desafios que extrapolaram as competições.

Nos anos 1990, Fábio foi apontado como uma das grandes promessas do surfe nacional. Campeão brasileiro nas categorias de base, vice campeão brasileiro profissional em 1996 e vencedor de uma etapa do WQS na França em 1997, ele conquistou vaga na elite mundial naquele mesmo ano. Em sua temporada de estreia no WCT, figurava entre os 44 melhores surfistas do planeta e ocupava a 38ª colocação após cinco etapas disputadas.

Foi nesse contexto que Fábio surpreendeu o surfe brasileiro ao abandonar o circuito mundial em julho de 1997. À época, o surfista explicou que o desgaste das viagens constantes, a distância da família, o nascimento da filha, a dificuldade com o idioma inglês e o desejo de retomar os estudos pesaram na decisão. Ele renegociou contratos e optou por seguir competindo nos circuitos nacionais.

No episódio do Fala Papah, gravado em dezembro de 2025 nas ruas do Titanzinho, em frente ao mar que moldou sua história, Fábio revisita essa escolha com maturidade. Ele reflete sobre como aquela decisão, tomada em um contexto diferente, hoje pode ser compreendida à luz de temas que ganharam força no esporte, como saúde mental, bem estar e identidade.

No podcast, Fábio revela um detalhe pouco conhecido daquele momento. Ele chegou a embarcar para a etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, uma das mais tradicionais do circuito mundial. A decisão de abandonar a elite, porém, foi tomada ainda durante a viagem.

Sozinho, sem dominar o inglês, pressionado pelo ambiente do circuito e emocionalmente fragilizado, Fábio desembarcou no aeroporto de Johannesburgo e optou por retornar ao Brasil antes mesmo de seguir para a praia. Ele não chegou a competir nem a entrar no mar. A escolha foi feita ainda no avião, na ida, em um momento silencioso e decisivo da sua carreira.

Um episódio que ajuda a entender o peso psicológico enfrentado por atletas em uma época em que temas como saúde mental, acolhimento e adaptação cultural praticamente não existiam no esporte de alto rendimento.

Além da carreira esportiva, Fábio fala abertamente sobre os obstáculos enfrentados fora da água. De origem humilde, criado em uma comunidade periférica, ele precisou lidar com dificuldades financeiras, limitações estruturais e preconceito por ser nordestino, mesmo após alcançar reconhecimento internacional.

O episódio também aborda momentos delicados de saúde. Fábio relembra a trombose venosa sofrida em 2015, inicialmente confundida com um AVC, que causou paralisia temporária do lado esquerdo do corpo. Após tratamento e fisioterapia intensa, conseguiu se recuperar sem sequelas. Cerca de dez anos depois, em 2025, voltou a enfrentar um novo quadro de trombose, desta vez nas pernas e nos pés, após uma longa viagem de ônibus do Sergipe ao Ceará, o que motivou uma grande mobilização de apoio no meio do surfe.

Mesmo diante de tantas dificuldades, Fábio segue ligado ao surfe e à sua comunidade, mantendo uma escolinha no Titanzinho sempre que as condições físicas permitem. Humilde, simples e extremamente querido, ele representa uma geração e uma história que ajudam a entender o surfe brasileiro para além de títulos e rankings.

O episódio completo do Fala Papah com Fábio Silva está disponível no YouTube, Spotify e Apple Podcasts.

Veja mais episódios do Fala Papah!

Episódio 5 – Lapo Coutinho

Episódio 4 – Filipe Toledo

Episódio 3 – Silvana Lima

Episódio 2 – Jessé Mendes

Episódio 1 – Uri Valadão

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Bombando

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