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Veja as baterias do QS na piscina de ondas da Praia da Grama

Veja as baterias das primeiras fases da etapa do QS da World Surf League que acontece na Praia da Grama, em Itupeva (SP).

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Piscina de ondas da Praia da Grama, Itupeva (SP), Wavegarden, Wave Pool. Foto: Aleko Stergiou

QS na piscina de ondas da Praia da Grama tem confrontos definidos pela WSL. Foto: Aleko Stergiou

Já saiu a escalação das baterias da grande final do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2023 na Praia da Grama, em Itupeva, cidade do interior de São Paulo localizada cerca de 120 km do litoral. Os 48 participantes da categoria masculina e as 24 da feminina, nesta etapa inédita do World Surf League (WSL) Qualifying Series (QS) em ondas artificiais na América Latina, foram divididos em duas rodadas de confrontos formados por quatro surfistas.

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Todos terão a oportunidade de treinar nas ondas da Praia da Grama na segunda-feira e a competição inicia às 8h00 da terça-feira.

Esta é mais uma inovação promovida pela WSL Latin America esse ano, de realizar a quinta e última etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe numa piscina de ondas produzidas pela máquina com tecnologia da Wave Garden.

É a primeira vez que, para participar de um campeonato no estado de São Paulo, os surfistas pegarão estrada rumo ao interior e não vão descer nenhuma serra para o litoral. Este evento inédito na Praia da Grama, vai definir o campeão e a campeã do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2023, que foi iniciado em Saquarema (RJ) e já passou por Garopaba (SC), Salvador (BA) e São Sebastião (SP).

Piscina de ondas da Praia da Grama, Itupeva (SP), Wavegarden, Wave Pool. Foto: Aleko Stergiou

Evento começa na terça-feira. Foto: Aleko Stergiou

O pernambucano Ian Gouveia e a catarinense Tainá Hinckel lideram a corrida pelos títulos, que no ano passado foram conquistados pelo paulista Gabriel Klaussner e a cearense Silvana Lima. Ian e Tainá também estão na frente dos rankings regionais da WSL South America, que classificam 7 homens e 3 mulheres para o Challenger Series, único caminho para se chegar na elite do World Surf League (WSL) Championship Tour (CT). Esta quinta e última etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe, será a nona válida pela temporada 2023/2024 da WSL South America, que prossegue até março do ano que vem.

Entre os 48 inscritos na categoria masculina, seis já fizeram parte do grupo dos melhores surfistas do mundo. O próprio Ian Gouveia e dois que vão disputar o CT em 2024, Miguel Pupo e Deivid Silva, estão na lista dos 16 cabeças de chave que só vão estrear na segunda fase na Praia da Grama. Os outros três entram na rodada inicial, o campeão mundial Adriano de Souza vencedor da segunda etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2023 em Garopaba (SC), Alex Ribeiro e Peterson Crisanto.

“Eu já surfei na Praia da Grama e a expectativa de competir lá é muito boa”, disse Peterson Crisanto, que está escalado na segunda bateria e será o primeiro deste grupo a estrear na terça-feira. “Eu gostei muito de surfar lá, é uma onda de performance que dá para fazer todo tipo de surfe, aéreos, tubos, manobras. Por ser também uma etapa inédita, o primeiro QS numa piscina de ondas, dá aquele gostinho especial de querer participar. Vai ser a última do Circuito Banco do Brasil também, finalizando com chave de ouro e pretendo fazer um bom resultado nesse evento”.

Piscina de ondas da Praia da Grama, Itupeva (SP), Wavegarden, Wave Pool. Foto: Aleko Stergiou

Ao todo, 48 atletas estão inscritos na categoria masculina e 24 na feminina. Foto: Aleko Stergiou

Peterson Crisanto vai participar da segunda bateria do Circuito Banco do Brasil de Surfe na Praia da Grama, com o peruano Alonso Correa e mais dois brasileiros, Luan Hanada e Rickson Falcão. Já o primeiro confronto da história de uma etapa do QS realizada em uma piscina de ondas artificiais na América Latina, será disputada pelo argentino Nazareno Pereyra e três brasileiros, Anderson da Silva, Cauet Frazão e Fabricio Rocha. Os dois melhores avançam para enfrentar os cabeças de chave na segunda fase.

O campeão mundial Adriano de Souza foi escalado na quinta bateria, com o uruguaio Marco Giorgi e mais dois brasileiros do litoral paulista como o nosso eterno “capitão”, Renan Pulga e Diego Aguiar. Entre os três cabeças de chave com carimbo do CT no currículo, Miguel Pupo vai abrir a segunda fase, Deivid Silva estreia no quinto confronto e Ian Gouveia começa a defender a liderança nos rankings do Circuito Banco do Brasil de Surfe e da WSL South America, na oitava e última bateria.

CATEGORIA FEMININA – Na categoria feminina, a líder dos dois rankings, Tainá Hinckel, é uma das oito cabeças de chave que entram na segunda fase, já disputando classificação para as quartas de final. A catarinense da Guarda do Embaú foi escalada na primeira bateria, junto com a surfista de Cabo Frio, Karol Ribeiro. Na segunda, estreiam Isabelle Nalu e a argentina Vera Jarisz, na terceira estão Laura Raupp e a peruana Kalea Gervasi e na quarta e última, as duas cabeças de chave são do Brasil, Sophia Medina e Naire Marquez.

A rodada inicial também é formada por quatro baterias de quatro surfistas cada, com as duas melhores avançando para a segunda fase. A bateria que vai entrar para a história, como a primeira da categoria feminina em uma etapa do QS disputada em uma piscina de ondas no continente, será 100% brasileira. Quatro meninas da nova geração vão abrir o Circuito Banco do Brasil de Surfe na Praia da Grama. A mais experiente é a carioca Julia Duarte, de 20 anos apenas. Ela vai enfrentar Luara Mandelli de somente 15 anos, Alexia Monteiro de 16 e Potira Castaman de 18 anos.

“Estou muito feliz por ter mais uma oportunidade de surfar na Praia da Grama”, disse Julia Duarte. “Vai ser a terceira vez que vou, já até disputei um campeonato lá e é muito bom surfar numa piscina de ondas. Dá para melhorar as manobras e está sendo muito irado esse incentivo do Banco do Brasil pra galera do Brasil, fazendo cinco etapas do QS esse ano. Estou muito feliz e já ansiosa pra surfar de novo aquela onda perfeita da Praia da Grama, então vamos com tudo”.

Piscina de ondas da Praia da Grama, Itupeva (SP), Wavegarden, Wave Pool. Foto: Aleko Stergiou

Um novo formato foi preparado para o evento. Foto: Aleko Stergiou

FORMATO DA COMPETIÇÃO – Um novo formato de competição foi preparado pela WSL Latin America para o Circuito Banco do Brasil de Surfe na Praia da Grama. Para realizar o evento em apenas dois dias, o número de participantes foi limitado para 48 homens e 24 mulheres. Este será o primeiro evento da história do QS numa piscina de ondas, então foi reservado o primeiro dia, segunda-feira, para todos poderem treinar e conhecer melhor o funcionamento da máquina Wave Garden, instalada na Praia da Grama.

Na terça-feira e na quarta-feira, a competição começa às 8h00 e vai até por volta das 16h00. Os competidores foram divididos em baterias com quatro surfistas e todos terão direito a surfar até 4 ondas, sendo computadas as 2 maiores notas recebidas. Quem ficar na primeira e segunda colocações, avança para a próxima fase. A partir das quartas de final, cada surfista terá direito a pegar 5 ondas, enquanto nas semifinais e nas finais serão 3 ondas de cada lado da piscina.

Além da competição decisiva na disputa pelos títulos do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2023, a WSL Latin America também vai promover algumas sessões especiais para outras pessoas terem a chance de surfar na Praia da Grama. Serão realizadas baterias entre convidados do Banco do Brasil, entre jornalistas também convidados e entre condôminos da Fazenda da Grama, além de crianças do Projeto Ondas # Surf Transforma, criado pelo bicampeão brasileiro Jojó de Olivença no Guarujá (SP).

Piscina de ondas da Praia da Grama, Itupeva (SP), Wavegarden, Wave Pool. Foto: Aleko Stergiou

Finais acontecem na quarta-feira Foto: Aleko Stergiou

BATERIAS DO CIRCUITO BANCO DO BRASIL DE SURFE:

PRIMEIRA FASE – 3.o=33.o lugar (66 pts) e 4.o=41.o lugar (63 pts):
1.a: Anderson da Silva (BRA), Cauet Frazão (BRA), Fabricio Rocha (BRA), Nazareno Pereyra (ARG)
2.a: Peterson Crisanto (BRA), Alonso Correa (PER), Luan Hanada (BRA), Rickson Falcão (BRA)
3.a: Kaue Germano (BRA), Lukas Camargo (BRA), Samuel Joquinha (BRA), Uriel Sposaro (BRA)
4.a: José Francisco (BRA), Vitor Ferreira (BRA), Leo Casal (BRA), Philippe Neves (BRA)
5.a: Renan Pulga (BRA), Marco Giorgi (URU), Diego Aguiar (BRA), Adriano de Souza (BRA)
6.a: Lucas Silveira (BRA), Wesley Leite (BRA), Eric Bahia (BRA), Santiago Muniz (ARG)
7.a: Caio Costa (BRA), Alex Ribeiro (BRA), Fernando Junior (BRA), Daniel Templar (BRA)
8.a: Ryan Kainalo (BRA), Patrick Plachi (BRA), Gustavo Henrique (BRA), Cauã Gonçalves (BRA)

SEGUNDA FASE – entrada dos 16 cabeças de chave:
———–3.o=17.o lugar (200 pts) e 4.o=25.o lugar (150 pts)
1.a: Miguel Pupo (BRA), Valentin Neves (BRA), 1.o da 1.a bateria da 1.a fase e 2.o da 2.a
2.a: Luel Felipe (BRA), Gabriel Klaussner (BRA), 1.o da 2.a e 2.o da 1.a
3.a: Cauã Costa (BRA), Lucas Vicente (BRA), 1.o da 3.a e 2.o da 4.a
4.a: Nacho Gundesen (ARG), Edgard Groggia (BRA), 1.o da 4.a e 2.o da 3.a
5.a: Deivid Silva (BRA), Caio Okamoto (BRA), 1.o da 5.a e 2.o da 6.a
6.a: Rafael Teixeira (BRA), Rodrigo Saldanha (BRA), 1.o da 6.a e 2.o da 5.a
7.a: Heitor Mueller (BRA), Mateus Sena (BRA), 1.o da 7.a e 2.o da 8.a
8.a: Ian Gouveia (BRA), Daniel Adisaka (BRA), 1.o da 8.a e 2.o da 7.a

PRIMEIRA FASE – 3.a=17.o lugar (200 pts) e 4.a=21.o lugar (174 pts):
1.a: Alexia Monteiro (BRA), Luara Mandelli (BRA), Julia Duarte (BRA), Potira Castaman (BRA)
2.a: Yanca Costa (BRA), Sol Carrion (BRA), Yasmin Dias (BRA), Sophia Gonçalves (BRA)
3.a: Juliana dos Santos (BRA), Kemily Sampaio (BRA), Yasmin Neves (BRA), Mariana Areno (BRA)
4.a: Kiany Hyakutake (BRA), Brianna Barthelmess (PER), Maya Carpinelli (BRA), Bruna Carderelli (BRA)

SEGUNDA FASE – entrada das 8 cabeças de chave – 1.a e 2.a=Quartas de Final:
1.a: Tainá Hinckel (BRA), Karol Ribeiro (BRA), 1.a da 1.a da 1.a fase e 2.a da 2.a
2.a: Isabelle Nalu (BRA), Vera Jarisz (ARG), 2.a da 1.a e 1.a da 2.a
3.a: Laura Raupp (BRA), Kalea Gervasi (PER), 1.a da 3.a e 2.a da 4.a
4.a: Sophia Medina (BRA), Naire Marquez (BRA), 2.a da 3.a e 1.a da 4.a

RANKINGS DO CIRCUITO BANCO DO BRASIL DE SURFE:

TOP-5 DA CATEGORIA FEMININA – 4 etapas:
1.a: Tainá Hinckel (SC) – 2.500 pontos
2.a: Laura Raupp (SC) – 2.500
3.a: Vera Jarisz (ARG) – 1.945
4.a: Sophia Medina (SP) – 1.650
5.a: Juliana dos Santos (CE) – 1.550

TOP-5 DA CATEGORIA MASCULINA – 4 etapas:
1.o: Ian Gouveia (PE) – 2.066 pontos
2.o: Gabriel Klaussner (SP) – 1.716
3.o: Cauã Costa (CE) – 1.700
4.o: Rodrigo Saldanha (SP) – 1.661
5.o: Heitor Mueller (SC) – 1.595

RANKINGS SUL-AMERICANOS DA WSL SOUTH AMERICA:

TOP-10 DA CATEGORIA MASCULINA – 8 etapas:
1.o: Ian Gouveia (BRA) – 6.200 pontos
2.o: Mateus Herdy (BRA) – 6.182
3.o: Cauã Costa (BRA) – 5.405
4.o: Heitor Mueller (BRA) – 4.671
5.o: Rafael Teixeira (BRA) – 4.468
6.o: Luel Felipe (BRA) – 4.100
7.o: Gabriel Klaussner (BRA) – 3.775
8.o: Rodrigo Saldanha (BRA) – 3.590
9.o: Mateus Sena (BRA) – 3.412
10.o: Lucas Vicente (BRA) – 3.308

TOP-10 DA CATEGORIA FEMININA – 8 etapas:
1.a: Tainá Hinckel (BRA) – 8.475 pontos
2.a: Sophia Medina (BRA) – 6.645
3.a: Laura Raupp (BRA) – 6.265
4.a: Isabelle Nalu (BRA) – 5.337
5.a: Vera Jarisz (ARG) – 5.172
6.a: Arena Rodriguez Vargas (PER) – 4.723
7.a: Melanie Giunta (PER) – 4.140
8.a: Kalea Gervasi (PER) – 3.871
9.a: Naire Marquez (BRA) – 3.728
10.a: Karol Ribeiro (BRA) – 3.480

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Competições

Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Bahia

Lapo Coutinho fala sobre o câncer no Fala Papah

Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Veja o trecho e a atualização do tratamento.

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Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Foto: Reprodução

Lapo Coutinho abriu o coração em um dos trechos mais impactantes já exibidos no canal Fala Papah. Na conversa, o lendário baiano falou de forma direta e sincera sobre o câncer, os desafios do tratamento e as decisões difíceis que precisou tomar ao longo da jornada.

O momento é marcado por reflexões profundas sobre dor, qualidade de vida, família e espiritualidade. Durante o episódio, Lapo compartilha como estava encarando a evolução da doença no período da gravação e revela quais eram suas prioridades naquele momento delicado.

Entre os pontos mais fortes da conversa, ele destaca que sua principal missão era não sentir dor. A frase resume o estado emocional e físico que vivia naquele instante. Ao longo do trecho, também aborda o impacto do diagnóstico na família, os medos naturais e o esforço para manter serenidade diante da incerteza.

A entrevista não tem caráter médico e não pretende orientar decisões clínicas. Trata-se do relato pessoal de Lapo Coutinho sobre sua própria experiência. É um registro honesto de um momento específico de sua trajetória.

Após a gravação do episódio, Lapo optou por iniciar tratamento com quimioterapia diante da evolução do quadro. A atualização reforça que decisões relacionadas ao câncer são complexas e podem mudar conforme o acompanhamento médico e o avanço da doença.

O corte publicado no canal Fala Papah destaca a dimensão humana da história. Mais do que discutir procedimentos, o vídeo apresenta uma reflexão sobre coragem, fé e enfrentamento.

O trecho completo está disponível no YouTube do Fala Papah e integra um dos episódios mais assistidos do canal, que tem se consolidado como espaço para conversas profundas dentro do universo do surfe e além dele.

Assista ao vídeo e acompanhe outras entrevistas no canal:

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Brasil

Por que Fábio Silva abandonou a elite mundial do surfe

Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT e fala sobre saúde, família e o Titanzinho.

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capa aos midia fala papah fabio silva

Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT em 1997 e fala sobre saúde, família e sua origem no Titanzinho. Foto: Reprodução.

O novo episódio do podcast Fala Papah, já disponível no YouTube, traz um dos relatos mais emblemáticos e humanos da história do surfe brasileiro. Cria da comunidade do Titanzinho, em Fortaleza, o cearense Fábio Silva revisita sua trajetória no esporte, marcada por talento, ascensão precoce, decisões difíceis e desafios que extrapolaram as competições.

Nos anos 1990, Fábio foi apontado como uma das grandes promessas do surfe nacional. Campeão brasileiro nas categorias de base, vice campeão brasileiro profissional em 1996 e vencedor de uma etapa do WQS na França em 1997, ele conquistou vaga na elite mundial naquele mesmo ano. Em sua temporada de estreia no WCT, figurava entre os 44 melhores surfistas do planeta e ocupava a 38ª colocação após cinco etapas disputadas.

Foi nesse contexto que Fábio surpreendeu o surfe brasileiro ao abandonar o circuito mundial em julho de 1997. À época, o surfista explicou que o desgaste das viagens constantes, a distância da família, o nascimento da filha, a dificuldade com o idioma inglês e o desejo de retomar os estudos pesaram na decisão. Ele renegociou contratos e optou por seguir competindo nos circuitos nacionais.

No episódio do Fala Papah, gravado em dezembro de 2025 nas ruas do Titanzinho, em frente ao mar que moldou sua história, Fábio revisita essa escolha com maturidade. Ele reflete sobre como aquela decisão, tomada em um contexto diferente, hoje pode ser compreendida à luz de temas que ganharam força no esporte, como saúde mental, bem estar e identidade.

No podcast, Fábio revela um detalhe pouco conhecido daquele momento. Ele chegou a embarcar para a etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, uma das mais tradicionais do circuito mundial. A decisão de abandonar a elite, porém, foi tomada ainda durante a viagem.

Sozinho, sem dominar o inglês, pressionado pelo ambiente do circuito e emocionalmente fragilizado, Fábio desembarcou no aeroporto de Johannesburgo e optou por retornar ao Brasil antes mesmo de seguir para a praia. Ele não chegou a competir nem a entrar no mar. A escolha foi feita ainda no avião, na ida, em um momento silencioso e decisivo da sua carreira.

Um episódio que ajuda a entender o peso psicológico enfrentado por atletas em uma época em que temas como saúde mental, acolhimento e adaptação cultural praticamente não existiam no esporte de alto rendimento.

Além da carreira esportiva, Fábio fala abertamente sobre os obstáculos enfrentados fora da água. De origem humilde, criado em uma comunidade periférica, ele precisou lidar com dificuldades financeiras, limitações estruturais e preconceito por ser nordestino, mesmo após alcançar reconhecimento internacional.

O episódio também aborda momentos delicados de saúde. Fábio relembra a trombose venosa sofrida em 2015, inicialmente confundida com um AVC, que causou paralisia temporária do lado esquerdo do corpo. Após tratamento e fisioterapia intensa, conseguiu se recuperar sem sequelas. Cerca de dez anos depois, em 2025, voltou a enfrentar um novo quadro de trombose, desta vez nas pernas e nos pés, após uma longa viagem de ônibus do Sergipe ao Ceará, o que motivou uma grande mobilização de apoio no meio do surfe.

Mesmo diante de tantas dificuldades, Fábio segue ligado ao surfe e à sua comunidade, mantendo uma escolinha no Titanzinho sempre que as condições físicas permitem. Humilde, simples e extremamente querido, ele representa uma geração e uma história que ajudam a entender o surfe brasileiro para além de títulos e rankings.

O episódio completo do Fala Papah com Fábio Silva está disponível no YouTube, Spotify e Apple Podcasts.

Veja mais episódios do Fala Papah!

Episódio 5 – Lapo Coutinho

Episódio 4 – Filipe Toledo

Episódio 3 – Silvana Lima

Episódio 2 – Jessé Mendes

Episódio 1 – Uri Valadão

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