De virada, Mateus Herdy volta a vencer Michael Rodrigues no Challenger Series e toma vaga de adversário no G-10. Foto: WSL / Masurel
Depois de muita expectativa, os brasileiros Mateus Herdy e Michael Rodrigues finalmente foram para a água em Ericeira, Portugal, palco da penúltima etapa do Challenger Series da World Surf League (WSL). Os dois atletas já haviam se enfrentado em uma batalha acirrada na etapa em Huntington Beach (EUA), no mês de julho. Na ocasião, houve um grande debate nas redes sociais depois que Michael contestou as notas dos juízes em algumas ondas.
Como era esperado, a praia de Ribeira D’Ilhas amanheceu com ondas muito pequenas e séries bastante demoradas neste sábado, mas a direção de prova optou por acelerar o cronograma da competição e finalizar as oitavas de final da categoria masculina.
O duelo entre Mateus e Michael foi bastante monótono, com pouquíssimas oportunidades. Michael largou na frente com notas sem muita expressão, enquanto Mateus sentou pacientemente no outside e esperou por metade da bateria até finalmente reagir com 6.67. A partir daí, o catarinense mudou a sua estratégia e passou a surfar qualquer onda que viesse para aumentar sua vantagem.
Michael Rodrigues deixa a vitória escapar nos segundos finais e sai do G-10 do Challenger Series. Foto: WSL / Masurel
Faltando cerca de quatro minutos para o término, Michael surfou a melhor onda da bateria e recuperou a liderança com 8.33. Os segundos finais foram determinantes para o resultado. Faltando pouco menos de 15 segundos, Michael Rodrigues usou a prioridade em uma onda pequena para bloquear Mateus. Porém, uma outra onda veio logo atrás e Mateus conseguiu dropar a menos de cinco segundos para o término.
O catarinense foi para o tudo ou nada, finalizou a direita com um aéreo rodando na junção e recebeu 6.83 dos juízes, virando o placar e vencendo o acirrado duelo por 13.50 a 12.83 pontos.
“Foi uma bateria bem difícil, mas eu sabia que ia ter ondas pra surfar no final. Fiquei observando o mar desde cedo, contando as ondas nas séries que entravam e tinha certeza de que ia ter um momento no final. Só não sabia que ia ser no último segundo”, disse Mateus Herdy. “É sempre difícil enfrentar surfistas tão bons que eu admiro, como o Michael (Rodrigues), o Samuel Pupo. Mas, eu gosto disso ao mesmo tempo. Eu sou fã do surfe e, como fã, essas são as baterias que eu gosto de assistir. Eu sabia que muitas pessoas iam ver essa bateria, então rola uma empolgação extra e estou feliz por ter passado essa bateria”.
Com o resultado, Mateus Herdy entrou no G-10 do Challenger Series e jogou Michael para a 11a posição. O brasileiro saiu do grupo ainda neste sábado, depois que o californiano Jake Marshall derrotou o compatiota Kade Matson. Se avançar mais uma bateria em Ericeira, Mateus tira o amigo Samuel da décima posição e vai para Saquarema dentro do G-10.
Correndo por fora está Deivid Silva, que precisa no mínimo ir à final em Ericeira.
Na próxima bateria, na manhã do domingo, Mateus vai enfrentar o havaiano Jackson Bunch, que eliminou o compatriota Imaikalani deVault. Clique aqui para ver a transmissão ao vivo das outras baterias das oitavas de final.
O Brasil tem ainda os atletas Deivid Silva e Luana Silva, ambos classificados para as quartas de final das suas respectivas categorias. Coincidentemente, DVD e Luana terão como adversários os líderes do Challenger Series, Cole Houshmand (EUA) e Sally Fitzgibbons, da Austrália.
A próxima chamada acontece às 3:15h (Brasília), para tentativa de início às 3:35h. Um swell com ótimas ondas está previsto para o último dia da janela de espera.
João Chianca vence sua bateria de estreia e no El Salvador Pro. Foto: WSL / Aaron Hughes
A quarta etapa do Championship Tour 2025 da World Surf League (WSL) começou nesta quarta-feira, 2 de abril, em Punta Roca, El Salvador, com apenas quatro baterias do Round 1 masculino realizadas. Logo depois, a competição foi paralisada devido ao vento e à queda na qualidade das ondas.
Apesar do pouco tempo de competição, o dia rendeu boas apresentações. O destaque ficou por conta do marroquino Ramzi Boukhiam, que marcou a maior nota do dia, um 7.17, com uma sequência sólida de manobras de backside. Ramzi venceu sua bateria contra o atual número 2 do mundo, Barron Mamiya, e o brasileiro Samuel Pupo, que foi para a repescagem.
Ramzi Boukhiam brilha em Punta Roca com a maior nota do dia: 7.17, em uma onda surfada com potência no backside. Foto: WSL / Aaron Hughes
Entre os brasileiros, João Chianca venceu sua bateria com controle e fluidez, mostrando evolução após um início lento de temporada. Yago Dora avançou em segundo lugar, enquanto Alejo Muniz, Edgard Groggia e Samuel Pupo foram derrotados e disputarão a repescagem.
As condições foram comprometidas pelo vento lateral desde cedo, e após três chamadas ao longo do dia, a WSL optou por não retomar o evento. Segundo Renato Hickel, comissário da WSL, “as condições estavam muito inconsistentes e não permitiam baterias justas para três atletas”.
A próxima chamada oficial será nesta quinta-feira, 3 de abril, às 9h15 (horário de Brasília), com possibilidade de reinício às 9h33. A competição deve recomeçar com a quinta bateria do masculino.
Yago Dora avança em segundo lugar em uma bateria disputada em Punta Roca. Foto: WSL / Aaron Hughes
Resultados do dia:
1 Connor O’Leary (Jap) 11.50, Rio Waida (Ind) 11.43, Alejo Muniz (Bra) 8.94 2 João Chianca (Bra) 9.40, Jack Robinson (Aus) 9.17, Edgar Groggia (Bra) 8.90 3 Ramzi Boukhiam (Mar) 13.77, Barron Mamiya (EUA) 10.33, Samuel Pupo (Bra) 9.23 4 Jackson Bunch (EUA) 12.16, Yago Dora (Bra) 10.26, Ian Gentil (EUA) 9.34
Demais baterias do Round 1 masculino (ainda não realizadas):
5 Ethan Ewing (Aus), Marco Mignot (Fra), Levi Slawson (EUA) 6 Italo Ferreira (Bra), George Pittar (Aus), Bryan Perez (Esa) 7 Filipe Toledo (Bra), Ian Gouveia (Bra), Alan Cleland (Mex) 8 Griffin Colapinto (EUA), Cole Houshmand (EUA), Matthew McGillivray (AFS) 9 Kanoa Igarashi (Jap), Seth Moniz (EUA), Imaikalani deVault (EUA) 10 Leonardo Fioravanti (Ita), Liam O’Brien (Aus), Crosby Colapinto (EUA) 11 Jordy Smith (AFS), Joel Vaughan (Aus), Ryan Callinan (Aus) 12 Miguel Pupo (Bra), Jake Marshall (EUA), Deivid Silva (Bra)
WSL dá início ao El Salvador Pro nesta quarta-feira, em Punta Roca. Foto: WSL / Thiago Diz
A quarta etapa do Championship Tour 2025 da World Surf League (WSL) terá início nesta quarta-feira, 2 de abril, com a abertura oficial do Surf City El Salvador Pro. A chamada já está confirmada e o evento começa às 11h03 (horário de Brasília), diretamente das extensas direitas de Punta Roca, em La Libertad.
A competição será iniciada com as baterias do Round 1 masculino, seguidas pelas baterias do Round 1 feminino, caso as condições se mantenham favoráveis. A repescagem feminina (WER) permanecerá em stand-by, mas poderá ser realizada ainda hoje, caso o vento não comprometa a formação das ondas.
Cada bateria da primeira fase terá duração de 35 minutos. Confira abaixo o cronograma previsto para esta quarta-feira, com os horários estimados (horário de Brasília):
Round 1 masculino
11h03 – Rio Waida (IND), Connor O’Leary (JAP), Alejo Muniz (BRA) 11h38 – Jack Robinson (AUS), João Chianca (BRA), Edgar Groggia (BRA) 12h13 – Barron Mamiya (EUA), Ramzi Boukhiam (MAR), Samuel Pupo (BRA) 12h48 – Yago Dora (BRA), Jackson Bunch (EUA), Ian Gentil (EUA) 13h23 – Ethan Ewing (AUS), Marco Mignot (FRA), Levi Slawson (EUA) 13h58 – Italo Ferreira (BRA), George Pittar (AUS), Bryan Perez (ESA) 14h33 – Filipe Toledo (BRA), Ian Gouveia (BRA), Alan Cleland (MEX) 15h08 – Griffin Colapinto (EUA), Cole Houshmand (EUA), Matthew McGillivray (AFS) 15h43 – Kanoa Igarashi (JAP), Seth Moniz (EUA), Imaikalani deVault (EUA) 16h18 – Leonardo Fioravanti (ITA), Liam O’Brien (AUS), Crosby Colapinto (EUA) 16h53 – Jordy Smith (AFS), Joel Vaughan (AUS), Ryan Callinan (AUS) 17h28 – Miguel Pupo (BRA), Jake Marshall (EUA), Deivid Silva (BRA)
Conforme apurou a AOS Mídia, a estratégia da WSL é aproveitar ao máximo os três primeiros dias da janela de competição para realizar o maior número possível de baterias, enquanto as condições do mar estiverem favoráveis. O comportamento do vento, que na terça-feira oscilou levemente pela manhã, mas sem impactar o mar de forma crítica, será monitorado de perto.
Além disso, a organização também espera, ao longo desses três dias, obter previsões mais precisas sobre a segunda metade da janela do evento. Isso permitirá decisões mais seguras sobre o cronograma restante, especialmente em relação às fases finais e eventuais dias de pausa.
A AOS Mídia segue acompanhando tudo direto de El Salvador e trará atualizações ao longo do dia.
WSL lança campanha histórica com narração de lendas do surfe. Foto: WSL / Brent Bielmann
A World Surf League (WSL) lançou uma nova campanha que promete emocionar fãs do surfe em todo o mundo. Em 2024, a narrativa do Championship Tour será dividida em 12 capítulos, representando as 12 etapas do circuito mundial, e protagonizada por 54 surfistas — homens e mulheres — que escreverão essa história nas ondas.
O projeto traz uma proposta inovadora: unir passado, presente e futuro em uma jornada contada em tempo real, com o surfe como principal linguagem. Pela WSL Brasil, a voz escolhida para embalar a campanha foi a de Rico de Souza, lenda viva do surfe nacional. Reconhecido como um dos grandes responsáveis pela popularização do esporte no país, Rico é um verdadeiro embaixador da cultura surf e referência para diferentes gerações.
Já na versão internacional, quem dá voz à narrativa é Shaun Tomson, campeão mundial de 1977 e uma das figuras mais respeitadas da história do surfe. Com sua sabedoria e paixão pelo esporte, Tomson representa a conexão global com as raízes do surfe competitivo.
A campanha tem como slogan “A história será surfada”, e convida o público a acompanhar cada momento ao vivo no site worldsurfleague.com. Com imagens impactantes e narrações marcantes, a proposta é transformar cada etapa do tour em um capítulo único, onde a performance dos atletas será o fio condutor.
A escolha de vozes tão emblemáticas mostra o cuidado da WSL em valorizar a tradição, enquanto projeta o futuro do esporte. É um convite para viver o presente com os pés na areia e os olhos no mar — onde a história continua sendo escrita, gota a gota.