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Brasil

Surfistas negras e nordestinas se reúnem em Pernambuco

Pontal de Maracaípe (PE) recebe Encontro Nacional de Surfistas Negras e Nordestinas neste sábado (7).

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Atalanta Batista, Movimento Surfistas Negras. Foto: Divulgação

Encontro Nacional de Surfistas Negras e Nordestinas acontece neste sábado (7), no Pontal de Maracaípe (PE). Foto: Swell Nóbrega

No próximo sábado, 7 de outubro, a praia do Pontal de Maracaípe, em Ipojuca (PE), vai receber o Encontro Nacional de Surfistas Negras e Nordestinas 2023.

O evento organizado pelo Movimento Surfistas Negras vai reunir mulheres de diferentes gerações e modalidades. A programação é extensa e conta com aulas de surfe, yoga, freesurf com atletas profissionais, roda de conversa, exposição de fotos, sessão audiovisual, música ao vivo e muito mais.

O objetivo do evento é celebrar a pluralidade da mulher negra e nordestina e proporcionar um ambiente seguro e acolhedor para a prática do surfe. É um encontro de surfe feminino, feito por mulheres que pegam onda, mas não se resume à prática do esporte.

“Esses encontros são oportunidades singulares de conexão com mulheres incríveis. Falamos e somos ouvidas e tudo acontece com afeto e acolhimento”, explica Érica Prado, jornalista e ex-surfista profissional.

Nuala Costa e Érica Prado, Movimento Surfistas Negras. Foto: Divulgação

Nuala Costa e Érica Prado comandam aulão de surfe e roda de conversa sobre estereótipos e padrões no universo do surfe feminino, respectivamente. Foto: Alinne Cruz

O aulão de surfe será ministrado por ícones do esporte como Nuala Costa, primeira mulher negra a integrar o circuito brasileiro de surfe e fundadora do TPM Todas para o Mar, Atalanta Batista, hexacampeã brasileira de Longboard e Thati Gleise, uma das líderes do projeto Mina do Surf. Já a aula de Yoga será liderada por Cris Queiroz.

A roda de conversa “Estereótipos e padrões no universo do surfe feminino” será mediada por Érica Prado e contará com a participação da Mestra e Doutora em Sociologia Alyne Nunes, da campeã  brasileira de surfe 2021 Monik Santos, entre outras.

A fotógrafa paulista Swell Nóbrega assina a exposição de fotos e a música ao vivo ficará por conta da artista local Jéssica Paixão.

O Encontro Nacional de Surfistas Negras e Nordestinas tem o co-patrocínio de Corona Brasil e Rip Curl Brasil e conta com o apoio da Pousada Un Paso Del Mar, Positiva, Wave Grip e Hideways.

Atalanta Batista, Movimento Surfistas Negras. Foto: Divulgação

Atalanta Batista é uma das integrantes do Movimento. Foto: Swell Nóbrega

Sobre o Movimento Surfistas Negras

O Movimento Surfistas Negras foi criado em 2019 com o intuito de dar visibilidade para mulheres negras e nordestinas na cena do surfe e mostrar que o mar pode ser um lugar afeto e autoconfiança para todas.

Tornar o surfe mais acessível, promover conexões e levantar debates sobre temas que atravessam as mulheres negras e nordestinas estão entre os principais pilares do movimento.

Nos últimos quatro anos, o Movimento promoveu eventos em diferentes estados do Brasil, produziu conteúdos audiovisuais e formou uma equipe de surfistas profissionais (que atualmente integram o Dream Tour).

Sobre a idealizadora:

Érica Prado é jornalista,  produtora audiovisual, modelo e ex-surfista profissional.

Trabalha há 15 anos como jornalista especializada em surfe na TV e em transmissões ao vivo de eventos nacionais e internacionais.

O surfe e o jornalismo a conectaram a projetos audiovisuais. Em 2018, ela fez parte do elenco da série “Juacas”, exibida no Disney Channel; entre 2010 e 2020, Erica dirigiu, produziu e apresentou diversos programas para o canal Woohoo e, em 2021, produziu e dirigiu a série “Janaínas – Deusas do Mar”, exibida no Canal OFF, do Grupo Globo.

Érica é reconhecida pelo movimento Black Girls Surf, de Rhonda Harper, como a principal expoente do movimento surfistas negras na América Latina.

Vídeo da edição de 2022 do Movimento Surfistas Negras

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Competições

Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Bahia

Lapo Coutinho fala sobre o câncer no Fala Papah

Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Veja o trecho e a atualização do tratamento.

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Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Foto: Reprodução

Lapo Coutinho abriu o coração em um dos trechos mais impactantes já exibidos no canal Fala Papah. Na conversa, o lendário baiano falou de forma direta e sincera sobre o câncer, os desafios do tratamento e as decisões difíceis que precisou tomar ao longo da jornada.

O momento é marcado por reflexões profundas sobre dor, qualidade de vida, família e espiritualidade. Durante o episódio, Lapo compartilha como estava encarando a evolução da doença no período da gravação e revela quais eram suas prioridades naquele momento delicado.

Entre os pontos mais fortes da conversa, ele destaca que sua principal missão era não sentir dor. A frase resume o estado emocional e físico que vivia naquele instante. Ao longo do trecho, também aborda o impacto do diagnóstico na família, os medos naturais e o esforço para manter serenidade diante da incerteza.

A entrevista não tem caráter médico e não pretende orientar decisões clínicas. Trata-se do relato pessoal de Lapo Coutinho sobre sua própria experiência. É um registro honesto de um momento específico de sua trajetória.

Após a gravação do episódio, Lapo optou por iniciar tratamento com quimioterapia diante da evolução do quadro. A atualização reforça que decisões relacionadas ao câncer são complexas e podem mudar conforme o acompanhamento médico e o avanço da doença.

O corte publicado no canal Fala Papah destaca a dimensão humana da história. Mais do que discutir procedimentos, o vídeo apresenta uma reflexão sobre coragem, fé e enfrentamento.

O trecho completo está disponível no YouTube do Fala Papah e integra um dos episódios mais assistidos do canal, que tem se consolidado como espaço para conversas profundas dentro do universo do surfe e além dele.

Assista ao vídeo e acompanhe outras entrevistas no canal:

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Brasil

Por que Fábio Silva abandonou a elite mundial do surfe

Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT e fala sobre saúde, família e o Titanzinho.

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Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT em 1997 e fala sobre saúde, família e sua origem no Titanzinho. Foto: Reprodução.

O novo episódio do podcast Fala Papah, já disponível no YouTube, traz um dos relatos mais emblemáticos e humanos da história do surfe brasileiro. Cria da comunidade do Titanzinho, em Fortaleza, o cearense Fábio Silva revisita sua trajetória no esporte, marcada por talento, ascensão precoce, decisões difíceis e desafios que extrapolaram as competições.

Nos anos 1990, Fábio foi apontado como uma das grandes promessas do surfe nacional. Campeão brasileiro nas categorias de base, vice campeão brasileiro profissional em 1996 e vencedor de uma etapa do WQS na França em 1997, ele conquistou vaga na elite mundial naquele mesmo ano. Em sua temporada de estreia no WCT, figurava entre os 44 melhores surfistas do planeta e ocupava a 38ª colocação após cinco etapas disputadas.

Foi nesse contexto que Fábio surpreendeu o surfe brasileiro ao abandonar o circuito mundial em julho de 1997. À época, o surfista explicou que o desgaste das viagens constantes, a distância da família, o nascimento da filha, a dificuldade com o idioma inglês e o desejo de retomar os estudos pesaram na decisão. Ele renegociou contratos e optou por seguir competindo nos circuitos nacionais.

No episódio do Fala Papah, gravado em dezembro de 2025 nas ruas do Titanzinho, em frente ao mar que moldou sua história, Fábio revisita essa escolha com maturidade. Ele reflete sobre como aquela decisão, tomada em um contexto diferente, hoje pode ser compreendida à luz de temas que ganharam força no esporte, como saúde mental, bem estar e identidade.

No podcast, Fábio revela um detalhe pouco conhecido daquele momento. Ele chegou a embarcar para a etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, uma das mais tradicionais do circuito mundial. A decisão de abandonar a elite, porém, foi tomada ainda durante a viagem.

Sozinho, sem dominar o inglês, pressionado pelo ambiente do circuito e emocionalmente fragilizado, Fábio desembarcou no aeroporto de Johannesburgo e optou por retornar ao Brasil antes mesmo de seguir para a praia. Ele não chegou a competir nem a entrar no mar. A escolha foi feita ainda no avião, na ida, em um momento silencioso e decisivo da sua carreira.

Um episódio que ajuda a entender o peso psicológico enfrentado por atletas em uma época em que temas como saúde mental, acolhimento e adaptação cultural praticamente não existiam no esporte de alto rendimento.

Além da carreira esportiva, Fábio fala abertamente sobre os obstáculos enfrentados fora da água. De origem humilde, criado em uma comunidade periférica, ele precisou lidar com dificuldades financeiras, limitações estruturais e preconceito por ser nordestino, mesmo após alcançar reconhecimento internacional.

O episódio também aborda momentos delicados de saúde. Fábio relembra a trombose venosa sofrida em 2015, inicialmente confundida com um AVC, que causou paralisia temporária do lado esquerdo do corpo. Após tratamento e fisioterapia intensa, conseguiu se recuperar sem sequelas. Cerca de dez anos depois, em 2025, voltou a enfrentar um novo quadro de trombose, desta vez nas pernas e nos pés, após uma longa viagem de ônibus do Sergipe ao Ceará, o que motivou uma grande mobilização de apoio no meio do surfe.

Mesmo diante de tantas dificuldades, Fábio segue ligado ao surfe e à sua comunidade, mantendo uma escolinha no Titanzinho sempre que as condições físicas permitem. Humilde, simples e extremamente querido, ele representa uma geração e uma história que ajudam a entender o surfe brasileiro para além de títulos e rankings.

O episódio completo do Fala Papah com Fábio Silva está disponível no YouTube, Spotify e Apple Podcasts.

Veja mais episódios do Fala Papah!

Episódio 5 – Lapo Coutinho

Episódio 4 – Filipe Toledo

Episódio 3 – Silvana Lima

Episódio 2 – Jessé Mendes

Episódio 1 – Uri Valadão

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Bombando

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