Nicolas Silva é um dos talentos do Circuito Cearense de Surf 2025. Foto: Lima Jr.
A Federação de Surf do Estado do Ceará (FSURF-CE) e o Instituto Brasileiro Esporte Sem Fronteiras (IBESF) têm a honra de anunciar a terceira e última etapa do CIRCUITO CEARENSE DE SURF 2025: o aguardado “Smolder apresenta Ponte Surf Final Heat”. Marcado para os dias 28, 29 e 30 de novembro, o evento promete agitar as ondas da icônica Ponte Metálica, na Praia de Iracema, em Fortaleza, definindo os grandes campeões da temporada.
Na segunda etapa, realizada na Praia do Futuro, o jovem prodígio Nicolas Silva, de apenas 14 anos, protagonizou um feito histórico ao vencer a categoria profissional, superando atletas experientes e consagrados. Agora, as atenções se voltam para a etapa final, com a expectativa sobre quais surpresas a Ponte Metálica reservará para os fãs e simpatizantes do surf cearense.
O Circuito Cearense de Surf é reconhecido como uma das principais plataformas de identificação e desenvolvimento de talentos no surf cearense e nordestino. Todos estão ansiosos para descobrir quais surpresas esta etapa trará. Será que testemunharemos a coroação de um novo campeão cearense? Ytalo Oliveira, vencedor da primeira etapa, conseguirá manter o ritmo e alcançar seu tão cobiçado primeiro título? Ou será que Artur Silva, o grande nome do surf cearense nesta metade de década, irá se consolidar ainda mais como uma lenda? Artur é o atual campeão cearense de surf profissional, acumulando a impressionante marca de três títulos — sendo dois deles conquistados de forma consecutiva — uma prova irrefutável de seu domínio nos últimos anos.
Com patrocínio da Prefeitura de Fortaleza/Secel e do Governo do Estado/Sesporte, e a apresentação da Smolder, o “Ponte Surf Final Heat” é a etapa decisiva que coroará os melhores atletas do ano.
PREMIAÇÃO
A premiação é um dos grandes atrativos do evento. A categoria Profissional disputará uma bolada de R$ 10.000,00. Já para os Amadores, a premiação será composta por 15 blocos, 56 kits da Smolder, 04 kits e vouchers do Mahalo Poke, além de 56 troféus para todos os finalistas.
CATEGORIAS EM DISPUTA
Em 2025, o Circuito Cearense de Surf conta com disputas em 14 categorias: Profissional; Sub 08; Sub 12; Sub 14; Sub 16; Sub 18; Open (sem limite de idade); Master 40+; Master 50+; Longboard Open (sem limite de idade); Longboard Master 40+; Longboard Feminino (sem limite de idade); Feminino Sub 18; e Feminino Open (sem limite de idade).
INSCRIÇÕES
Os atletas interessados em participar devem efetuar o pagamento via PIX para o CNPJ da Federação de Surf do Estado do Ceará (13.544.749/0001-41). Após o pagamento, é imprescindível enviar o comprovante com nome completo e categoria desejada para o WhatsApp (85) 99986-8538.
Valores das inscrições: Profissional: R$ 230,00 Demais categorias: R$ 170,00
Atenção: As inscrições estarão abertas até 25 de novembro (terça-feira) ou até o encerramento do limite de vagas ofertadas. Não serão aceitas inscrições na praia.
TRANSMISSÃO AO VIVO
O “Smolder apresenta Ponte Surf Final Heat” contará com Transmissão Ao Vivo no site https://surfbyte.com.br ou no YouTube da Federação de Surf do Estado do Ceará, no canal YouTube FSEC. Você poderá acompanhar tudo o que acontece no evento durante todos os dias de competição: cronograma, entrevistas, bastidores, curiosidades, baterias e muito mais — tudo em tempo real!
O evento conta com patrocínio de Smolder, Prefeitura de Fortaleza/Secel e Governo do Estado/Sesporte. Apoio: Mahalo Poke, D’Cofibras, Beach Show, Surfbyte e AASCE. Realização: Federação de Surf do Estado do Ceará, IBESF – Instituto Brasil Sem Fronteiras e CBSurf, reforçando o compromisso com o desenvolvimento do surf cearense.
Prepare-se para três dias de muita adrenalina, manobras radicais e celebração do surf cearense. Não perca a chance de acompanhar de perto quem fará história neste final de circuito!
No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz
O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.
Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.
Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.
Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.
Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.
O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.
O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:
Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Foto: Reprodução
Lapo Coutinho abriu o coração em um dos trechos mais impactantes já exibidos no canal Fala Papah. Na conversa, o lendário baiano falou de forma direta e sincera sobre o câncer, os desafios do tratamento e as decisões difíceis que precisou tomar ao longo da jornada.
O momento é marcado por reflexões profundas sobre dor, qualidade de vida, família e espiritualidade. Durante o episódio, Lapo compartilha como estava encarando a evolução da doença no período da gravação e revela quais eram suas prioridades naquele momento delicado.
Entre os pontos mais fortes da conversa, ele destaca que sua principal missão era não sentir dor. A frase resume o estado emocional e físico que vivia naquele instante. Ao longo do trecho, também aborda o impacto do diagnóstico na família, os medos naturais e o esforço para manter serenidade diante da incerteza.
A entrevista não tem caráter médico e não pretende orientar decisões clínicas. Trata-se do relato pessoal de Lapo Coutinho sobre sua própria experiência. É um registro honesto de um momento específico de sua trajetória.
Após a gravação do episódio, Lapo optou por iniciar tratamento com quimioterapia diante da evolução do quadro. A atualização reforça que decisões relacionadas ao câncer são complexas e podem mudar conforme o acompanhamento médico e o avanço da doença.
O corte publicado no canal Fala Papah destaca a dimensão humana da história. Mais do que discutir procedimentos, o vídeo apresenta uma reflexão sobre coragem, fé e enfrentamento.
O trecho completo está disponível no YouTube do Fala Papah e integra um dos episódios mais assistidos do canal, que tem se consolidado como espaço para conversas profundas dentro do universo do surfe e além dele.
Assista ao vídeo e acompanhe outras entrevistas no canal:
Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT em 1997 e fala sobre saúde, família e sua origem no Titanzinho. Foto: Reprodução.
O novo episódio do podcast Fala Papah, já disponível no YouTube, traz um dos relatos mais emblemáticos e humanos da história do surfe brasileiro. Cria da comunidade do Titanzinho, em Fortaleza, o cearense Fábio Silva revisita sua trajetória no esporte, marcada por talento, ascensão precoce, decisões difíceis e desafios que extrapolaram as competições.
Nos anos 1990, Fábio foi apontado como uma das grandes promessas do surfe nacional. Campeão brasileiro nas categorias de base, vice campeão brasileiro profissional em 1996 e vencedor de uma etapa do WQS na França em 1997, ele conquistou vaga na elite mundial naquele mesmo ano. Em sua temporada de estreia no WCT, figurava entre os 44 melhores surfistas do planeta e ocupava a 38ª colocação após cinco etapas disputadas.
Foi nesse contexto que Fábio surpreendeu o surfe brasileiro ao abandonar o circuito mundial em julho de 1997. À época, o surfista explicou que o desgaste das viagens constantes, a distância da família, o nascimento da filha, a dificuldade com o idioma inglês e o desejo de retomar os estudos pesaram na decisão. Ele renegociou contratos e optou por seguir competindo nos circuitos nacionais.
No episódio do Fala Papah, gravado em dezembro de 2025 nas ruas do Titanzinho, em frente ao mar que moldou sua história, Fábio revisita essa escolha com maturidade. Ele reflete sobre como aquela decisão, tomada em um contexto diferente, hoje pode ser compreendida à luz de temas que ganharam força no esporte, como saúde mental, bem estar e identidade.
No podcast, Fábio revela um detalhe pouco conhecido daquele momento. Ele chegou a embarcar para a etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, uma das mais tradicionais do circuito mundial. A decisão de abandonar a elite, porém, foi tomada ainda durante a viagem.
Sozinho, sem dominar o inglês, pressionado pelo ambiente do circuito e emocionalmente fragilizado, Fábio desembarcou no aeroporto de Johannesburgo e optou por retornar ao Brasil antes mesmo de seguir para a praia. Ele não chegou a competir nem a entrar no mar. A escolha foi feita ainda no avião, na ida, em um momento silencioso e decisivo da sua carreira.
Um episódio que ajuda a entender o peso psicológico enfrentado por atletas em uma época em que temas como saúde mental, acolhimento e adaptação cultural praticamente não existiam no esporte de alto rendimento.
Além da carreira esportiva, Fábio fala abertamente sobre os obstáculos enfrentados fora da água. De origem humilde, criado em uma comunidade periférica, ele precisou lidar com dificuldades financeiras, limitações estruturais e preconceito por ser nordestino, mesmo após alcançar reconhecimento internacional.
O episódio também aborda momentos delicados de saúde. Fábio relembra a trombose venosa sofrida em 2015, inicialmente confundida com um AVC, que causou paralisia temporária do lado esquerdo do corpo. Após tratamento e fisioterapia intensa, conseguiu se recuperar sem sequelas. Cerca de dez anos depois, em 2025, voltou a enfrentar um novo quadro de trombose, desta vez nas pernas e nos pés, após uma longa viagem de ônibus do Sergipe ao Ceará, o que motivou uma grande mobilização de apoio no meio do surfe.
Mesmo diante de tantas dificuldades, Fábio segue ligado ao surfe e à sua comunidade, mantendo uma escolinha no Titanzinho sempre que as condições físicas permitem. Humilde, simples e extremamente querido, ele representa uma geração e uma história que ajudam a entender o surfe brasileiro para além de títulos e rankings.