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Imbituba recebe etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe

Imbituba (SC) sedia etapa do Circuito Banco do Brasil Surfe 2025 a partir desta quarta-feira, na praia da Vila.

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A surfista catarinense Tainá Hinckel comemora o título da etapa de Natal do Circuito Banco do Brasil 2025; Foto: WSL / Marcio David

A surfista catarinense Tainá Hinckel comemora o título da etapa de Natal do Circuito Banco do Brasil 2025. Foto: WSL / Marcio David

Santa Catarina se prepara para receber a terceira etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025, que acontece em Imbituba (SC), de 17 a 21 de setembro. O evento é válido pelo Qualifying Series (QS) da WSL e vale 4.000 pontos para o ranking sul-americano da entidade.

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Considerada uma das mais tradicionais regiões para o esporte no Brasil, Santa Catarina costuma revelar grandes talentos. Um exemplo é o atual campeão mundial Yago Dora, que embora seja paranaense foi radicado e fez toda sua base em solo catarinense.

Outros nomes também se destacam, como Tainá Hinckel e Laura Raupp, no feminino, e Mateus Herdy e Heitor Mueller, no masculino. Eles são alguns dos protagonistas e venceram etapas do Circuito Banco do Brasil de Surfe. Atualmente, Herdy e Raupp fazem boa campanha no Challenger Series (CS), divisão de acesso para o Championship Tour (CT), com a segunda e sétima colocação no ranking da competição da WSL, respectivamente.

“A região de Santa Catarina tem a cultura do surfe, um verdadeiro berço de grandes nomes da modalidade. Por isso, é importante realizarmos eventos como o Circuito Banco do Brasil no local, para termos a oportunidade de descobrir cada vez mais novos talentos para o país, além de apoiar e servir de vitrine para o esporte, que tem se popularizado entre as novas gerações”, analisa Ivan Martinho, presidente da WSL na América Latina.

Vencedora da última etapa do Circuito Banco do Brasil de Surfe, em Natal, Tainá Hinckel, natural da Guarda do Embaú e filha do ex-surfista profissional Carlos Kxot, é a líder do ranking sul-americano da WSL. Surfista desde os 11 anos de idade, a catarinense estreou em competições da WSL no dia de seu aniversário de 14 anos, quando venceu a triagem do Rio Pro, realizada em Saquarema, no Rio de Janeiro, em 2017.

Ela foi uma das surfistas brasileiras que participaram dos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, e surge como uma das esperanças de medalha brasileira nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. A surfista falou sobre a importância da competição: “Ter o Circuito Banco do Brasil em Santa Catarina faz com que outros nomes daqui possam vencer esse campeonato tão importante”, destacou Hinckel, que também comentou a tradição catarinense no surfe. “É um lugar com bastante variedade de ondas, o que faz com que os atletas possam evoluir bastante. Tem uma galera surfando muito bem daqui, cada vez melhor e acredito que seja um estado com um potencial para ganhar títulos mundiais para o Brasil”, completou.

 A vice-líder atual do ranking WSL South América, Laura Raupp, também é natural de Santa Catarina. A atleta de 19 anos é filha de surfistas e uma das grandes promessas do surfe brasileiro. Recentemente, Laura conquistou o WSL Layback Pro Prainha 2025 e se sagrou bicampeã do torneio.

“Este ano tem sido bem bom para mim, tenho conseguido cada vez mais colocar o que eu treino no dia a dia nas baterias e consegui bons resultados no Challenger este ano. Pretendo continuar no mesmo ritmo o restante da temporada que vai até abril do ano que vem, que termina na Austrália”, falou Raupp. “Ano passado eu fui campeã do Circuito Banco do Brasil, que é esse regional aqui na América do Sul e eu acho um circuito bem importante na América do Sul que dá oportunidade para vários surfistas locais e de várias regiões do país. Todo mundo é bem-vindo nesse circuito de alto nível”, acrescenta.

Mateus Herdy ocupa hoje a segunda posição no Challenger Series (CS), divisão de acesso para o Championship Tour (CT), e também é vice-líder no ranking WSL South America, com direito a título na etapa de abertura do Circuito Banco do Brasil de Surfe 2025, em Maresias, que lhe valeram 6.000 pontos, além de cravar na decisão contra Peterson Crisanto, também em São Sebastião, o maior somatório em uma bateria em 2025: 18.70.

“Acredito que essa geração de Santa Catarina tem ótimos exemplos. A gente tem agora o Yago [Dora], que foi campeão mundial, e outras grandes referências do surfe que são daqui ou estão radicados aqui. Essa geração que está vindo tem bastante potencial e ótimos exemplos, então, tem tudo pra dar certo”, observou Herdy.

O atleta não poupou elogios para o Circuito Banco do Brasil de Surfe. “O Banco do Brasil vem fazendo vários eventos já faz alguns anos e isso é ótimo para o surfe brasileiro, em geral”, falou. “Eu sempre quis competir na Praia da Vila, um lugar que quando eu era criança pude ver a realização do Championship Tour (CT) e competir alguns campeonatos amadores. Agora, graças ao Banco do Brasil, vou poder competir em um evento maior aqui, em um local que para mim é uma das melhores ondas do Brasil”, analisou.

Heitor Mueller, por sua vez, corroborou com a ideia. “É muito irado participar de campeonatos assim que geram novas oportunidades. Estarei lá, competindo, vamos com tudo”, destacou o catarinense, hoje 13º lugar no ranking WSL South America.

Além dos jovens talentos recentes, outras figuras como a vice-campeã mundial, Jacqueline Silva, que também faturou em duas oportunidades a divisão de acesso, Neco  Padaratz, David Husadel, Marco Polo, e Diego Rosa, entre outros, que conquistaram vitórias e títulos na modalidade, ajudaram a elevar o nome de Santa Catarina no esporte.

Sobre a WSL

A WSL promove as principais competições de surfe no planeta, coroando os campeões mundiais desde 1976, com os melhores surfistas do mundo se apresentando nas melhores ondas do mundo. A WSL é composta por uma divisão de Circuitos e Competições, que supervisiona e opera mais de 180 eventos globais a cada ano; pela WSL WaveCo, que produz as melhores ondas artificiais de alta performance; e pela WSL Studios, com produções independentes de conteúdos e projetos com e sem roteiros.

 

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Competições

Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Bahia

Lapo Coutinho fala sobre o câncer no Fala Papah

Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Veja o trecho e a atualização do tratamento.

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Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Foto: Reprodução

Lapo Coutinho abriu o coração em um dos trechos mais impactantes já exibidos no canal Fala Papah. Na conversa, o lendário baiano falou de forma direta e sincera sobre o câncer, os desafios do tratamento e as decisões difíceis que precisou tomar ao longo da jornada.

O momento é marcado por reflexões profundas sobre dor, qualidade de vida, família e espiritualidade. Durante o episódio, Lapo compartilha como estava encarando a evolução da doença no período da gravação e revela quais eram suas prioridades naquele momento delicado.

Entre os pontos mais fortes da conversa, ele destaca que sua principal missão era não sentir dor. A frase resume o estado emocional e físico que vivia naquele instante. Ao longo do trecho, também aborda o impacto do diagnóstico na família, os medos naturais e o esforço para manter serenidade diante da incerteza.

A entrevista não tem caráter médico e não pretende orientar decisões clínicas. Trata-se do relato pessoal de Lapo Coutinho sobre sua própria experiência. É um registro honesto de um momento específico de sua trajetória.

Após a gravação do episódio, Lapo optou por iniciar tratamento com quimioterapia diante da evolução do quadro. A atualização reforça que decisões relacionadas ao câncer são complexas e podem mudar conforme o acompanhamento médico e o avanço da doença.

O corte publicado no canal Fala Papah destaca a dimensão humana da história. Mais do que discutir procedimentos, o vídeo apresenta uma reflexão sobre coragem, fé e enfrentamento.

O trecho completo está disponível no YouTube do Fala Papah e integra um dos episódios mais assistidos do canal, que tem se consolidado como espaço para conversas profundas dentro do universo do surfe e além dele.

Assista ao vídeo e acompanhe outras entrevistas no canal:

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Brasil

Por que Fábio Silva abandonou a elite mundial do surfe

Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT e fala sobre saúde, família e o Titanzinho.

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Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT em 1997 e fala sobre saúde, família e sua origem no Titanzinho. Foto: Reprodução.

O novo episódio do podcast Fala Papah, já disponível no YouTube, traz um dos relatos mais emblemáticos e humanos da história do surfe brasileiro. Cria da comunidade do Titanzinho, em Fortaleza, o cearense Fábio Silva revisita sua trajetória no esporte, marcada por talento, ascensão precoce, decisões difíceis e desafios que extrapolaram as competições.

Nos anos 1990, Fábio foi apontado como uma das grandes promessas do surfe nacional. Campeão brasileiro nas categorias de base, vice campeão brasileiro profissional em 1996 e vencedor de uma etapa do WQS na França em 1997, ele conquistou vaga na elite mundial naquele mesmo ano. Em sua temporada de estreia no WCT, figurava entre os 44 melhores surfistas do planeta e ocupava a 38ª colocação após cinco etapas disputadas.

Foi nesse contexto que Fábio surpreendeu o surfe brasileiro ao abandonar o circuito mundial em julho de 1997. À época, o surfista explicou que o desgaste das viagens constantes, a distância da família, o nascimento da filha, a dificuldade com o idioma inglês e o desejo de retomar os estudos pesaram na decisão. Ele renegociou contratos e optou por seguir competindo nos circuitos nacionais.

No episódio do Fala Papah, gravado em dezembro de 2025 nas ruas do Titanzinho, em frente ao mar que moldou sua história, Fábio revisita essa escolha com maturidade. Ele reflete sobre como aquela decisão, tomada em um contexto diferente, hoje pode ser compreendida à luz de temas que ganharam força no esporte, como saúde mental, bem estar e identidade.

No podcast, Fábio revela um detalhe pouco conhecido daquele momento. Ele chegou a embarcar para a etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, uma das mais tradicionais do circuito mundial. A decisão de abandonar a elite, porém, foi tomada ainda durante a viagem.

Sozinho, sem dominar o inglês, pressionado pelo ambiente do circuito e emocionalmente fragilizado, Fábio desembarcou no aeroporto de Johannesburgo e optou por retornar ao Brasil antes mesmo de seguir para a praia. Ele não chegou a competir nem a entrar no mar. A escolha foi feita ainda no avião, na ida, em um momento silencioso e decisivo da sua carreira.

Um episódio que ajuda a entender o peso psicológico enfrentado por atletas em uma época em que temas como saúde mental, acolhimento e adaptação cultural praticamente não existiam no esporte de alto rendimento.

Além da carreira esportiva, Fábio fala abertamente sobre os obstáculos enfrentados fora da água. De origem humilde, criado em uma comunidade periférica, ele precisou lidar com dificuldades financeiras, limitações estruturais e preconceito por ser nordestino, mesmo após alcançar reconhecimento internacional.

O episódio também aborda momentos delicados de saúde. Fábio relembra a trombose venosa sofrida em 2015, inicialmente confundida com um AVC, que causou paralisia temporária do lado esquerdo do corpo. Após tratamento e fisioterapia intensa, conseguiu se recuperar sem sequelas. Cerca de dez anos depois, em 2025, voltou a enfrentar um novo quadro de trombose, desta vez nas pernas e nos pés, após uma longa viagem de ônibus do Sergipe ao Ceará, o que motivou uma grande mobilização de apoio no meio do surfe.

Mesmo diante de tantas dificuldades, Fábio segue ligado ao surfe e à sua comunidade, mantendo uma escolinha no Titanzinho sempre que as condições físicas permitem. Humilde, simples e extremamente querido, ele representa uma geração e uma história que ajudam a entender o surfe brasileiro para além de títulos e rankings.

O episódio completo do Fala Papah com Fábio Silva está disponível no YouTube, Spotify e Apple Podcasts.

Veja mais episódios do Fala Papah!

Episódio 5 – Lapo Coutinho

Episódio 4 – Filipe Toledo

Episódio 3 – Silvana Lima

Episódio 2 – Jessé Mendes

Episódio 1 – Uri Valadão

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Bombando

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