Silverbay Pro acontece neste fim de semana, com chance de a Laje da Silveira funcionar em Garopaba (SC). Foto: Arquivo pessoal Marco Giorgi.
Garopaba (SC) se prepara para receber o Silverbay Pro 2025, segunda etapa do Circuito Catarinense Profissional de Surfe 2025. Nos dias 23 e 24 de agosto, o canto sul da Praia da Silveira será palco da competição que reúne alguns dos principais nomes do surfe brasileiro e atletas de outros países em busca de R$ 20 mil em premiação e 2.000 pontos no ranking da FECASURF.
A escolha do local foi confirmada após o acompanhamento das condições meteorológicas. A previsão indica swell de leste, com vento sul fraco no sábado pela manhã, aumentando à tarde, e tendência de enfraquecimento no domingo. Neste momento, a chance da Laje da Silveira funcionar é considerada menor, mas ainda existe possibilidade devido à influência de um ciclone no oceano e ao padrão de vento atípico para a época (vento mais quente/morno). O cenário aponta boas ondas na pedra (sem ser a laje) e nos picos do meio ao longo do fim de semana.
Leo Casal, Wesley Dantas, Ruan Guimarães, Théo Rodrigues
Lucas Silveira, Dodô Veiga, Gabriel Debatim, Juan Mateo Neme B. C. Torres
Michel Demétrio, José Francisco Fininho, Jeverson Duarte, Lucas Rodrigues
Yuri Gabryel, Diego Rosa, Kauã Campos, Anuah Chiah
Ramiro Rubim, Kaique Timidate, Roni Ronaldo, Ryan Kainalo
Caetano Vargas, Fellipe Ximenes, João Oliveira, Messias Mailson Pereira da Silva
Takeshi Oyama, Luy Arman, Kallan Kortz, Caua Costa
André Luiz, Noah Machado, Luã da Silveira, João Carlos Ely
Lucas Vicente, Luigi Wengrover, Wallace Vasco, Heitor Alves
Feminino
Tainá Hinckel Santos, Duda Azamor, Nicole Brait
Laura Raupp, Ane Leite, Gabriely Vasque, Catalina Mercere
Kauanny de Souza, Maya Reis, Luara Mandelli, Maite Alonso
Potira Castaman, Juliana dos Santos, Maria Amélia Autuori
Alma Corgiolu, Maria Heinzen, Paloma Santos, Fernanda Cancino
Kiany Hyakutaki, Luiza Rosa Teixeira, Maya Carpinelli
Previsão das ondas
Sábado (23/08): ondas de 1,5 m a 2 m, período de 10–12 s e swell de leste. Manhã com vento sul fraco; à tarde, tendência de vento sul mais forte, o que pode prejudicar a formação. Melhor janela tende a ser no início do dia.
Domingo (24/08): ondas entre 1,5 m e 2 m, período ao redor de 11 s. Vento sul/sudoeste perde força ao longo da manhã, deixando o mar mais organizado. Há chance de séries mais pesadas na pedra e bons picos no meio; a Laje permanece possível.
Ranking atualizado do Circuito Catarinense 2025
Masculino
1º — José Francisco (SC) – 5.000
2º — Mateus Herdy (SC) – 4.000
3º — Matheus Navarro (SC) – 3.250
4º — Lucas Vicente (SC) – 3.000
5º — Wesley Leite (SP), Lucas Silveira (SC) – 2.550
7º — Leo Casal (SC), Luan Wood (SC) – 2.250
9º — Santiago Muniz (SC), Ramiro Rubim (SC), Francisco Bellori (VNZ), Franco Radziunas (ARG) – 1.800
A Silverbay tem um longo histórico de apoio a atletas e competições, consolidando-se como uma marca que acredita no esporte como ferramenta de inspiração e superação. Seus produtos — capas de prancha, leashes, decks e acessórios — estão presentes no dia a dia de surfistas em todo o Brasil, reconhecidos pela qualidade e durabilidade.
Além de sua linha própria, a Silverbay é a loja virtual oficial no Brasil de marcas internacionais como Tokoro e Dakine, oferecendo equipamentos e acessórios de altíssima performance para o surfe e outros esportes de ação.
A equipe de atletas apoiados pela marca inclui nomes como Miguel Pupo, Alejo Muniz, Michael Rodrigues, Samuel Pupo, Alex Ribeiro, Ryan Kainalo e Matheus Jones, entre outros, evidenciando seu papel ativo no fortalecimento do surfe brasileiro.
Pró-Ilha Surfboards: referência nacional
Fundada em 1984, a Pró-Ilha Surfboards cresceu até se tornar uma das maiores fábricas de pranchas do Brasil. Com mais de 900 m² dedicados à produção e capacidade para entregar até 500 pranchas por mês, a empresa une qualidade, tradição e inovação.
Além da fábrica em São Francisco do Sul, conta com loja física e e-commerce, oferecendo pranchas e acessórios que chegam a surfistas de todo o país. O apoio ao Silverbay Pro Garopaba 2025 reforça o compromisso da Pró-Ilha com o desenvolvimento do esporte.
Transmissão ao vivo
Todas as baterias poderão ser acompanhadas em tempo real pelo canal Poffo Sports no YouTube: youtube.com/@poffosports
Realização e apoio
O Silverbay Pro Garopaba 2025 é uma realização da Associação de Surf de Garopaba junto à Federação Catarinense de Surfe e Prefeitura Municipal de Garopaba, com apoio da Pró-Ilha Surfboards.
No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz
O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.
Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.
Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.
Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.
Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.
O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.
O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:
Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Foto: Reprodução
Lapo Coutinho abriu o coração em um dos trechos mais impactantes já exibidos no canal Fala Papah. Na conversa, o lendário baiano falou de forma direta e sincera sobre o câncer, os desafios do tratamento e as decisões difíceis que precisou tomar ao longo da jornada.
O momento é marcado por reflexões profundas sobre dor, qualidade de vida, família e espiritualidade. Durante o episódio, Lapo compartilha como estava encarando a evolução da doença no período da gravação e revela quais eram suas prioridades naquele momento delicado.
Entre os pontos mais fortes da conversa, ele destaca que sua principal missão era não sentir dor. A frase resume o estado emocional e físico que vivia naquele instante. Ao longo do trecho, também aborda o impacto do diagnóstico na família, os medos naturais e o esforço para manter serenidade diante da incerteza.
A entrevista não tem caráter médico e não pretende orientar decisões clínicas. Trata-se do relato pessoal de Lapo Coutinho sobre sua própria experiência. É um registro honesto de um momento específico de sua trajetória.
Após a gravação do episódio, Lapo optou por iniciar tratamento com quimioterapia diante da evolução do quadro. A atualização reforça que decisões relacionadas ao câncer são complexas e podem mudar conforme o acompanhamento médico e o avanço da doença.
O corte publicado no canal Fala Papah destaca a dimensão humana da história. Mais do que discutir procedimentos, o vídeo apresenta uma reflexão sobre coragem, fé e enfrentamento.
O trecho completo está disponível no YouTube do Fala Papah e integra um dos episódios mais assistidos do canal, que tem se consolidado como espaço para conversas profundas dentro do universo do surfe e além dele.
Assista ao vídeo e acompanhe outras entrevistas no canal:
Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT em 1997 e fala sobre saúde, família e sua origem no Titanzinho. Foto: Reprodução.
O novo episódio do podcast Fala Papah, já disponível no YouTube, traz um dos relatos mais emblemáticos e humanos da história do surfe brasileiro. Cria da comunidade do Titanzinho, em Fortaleza, o cearense Fábio Silva revisita sua trajetória no esporte, marcada por talento, ascensão precoce, decisões difíceis e desafios que extrapolaram as competições.
Nos anos 1990, Fábio foi apontado como uma das grandes promessas do surfe nacional. Campeão brasileiro nas categorias de base, vice campeão brasileiro profissional em 1996 e vencedor de uma etapa do WQS na França em 1997, ele conquistou vaga na elite mundial naquele mesmo ano. Em sua temporada de estreia no WCT, figurava entre os 44 melhores surfistas do planeta e ocupava a 38ª colocação após cinco etapas disputadas.
Foi nesse contexto que Fábio surpreendeu o surfe brasileiro ao abandonar o circuito mundial em julho de 1997. À época, o surfista explicou que o desgaste das viagens constantes, a distância da família, o nascimento da filha, a dificuldade com o idioma inglês e o desejo de retomar os estudos pesaram na decisão. Ele renegociou contratos e optou por seguir competindo nos circuitos nacionais.
No episódio do Fala Papah, gravado em dezembro de 2025 nas ruas do Titanzinho, em frente ao mar que moldou sua história, Fábio revisita essa escolha com maturidade. Ele reflete sobre como aquela decisão, tomada em um contexto diferente, hoje pode ser compreendida à luz de temas que ganharam força no esporte, como saúde mental, bem estar e identidade.
No podcast, Fábio revela um detalhe pouco conhecido daquele momento. Ele chegou a embarcar para a etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, uma das mais tradicionais do circuito mundial. A decisão de abandonar a elite, porém, foi tomada ainda durante a viagem.
Sozinho, sem dominar o inglês, pressionado pelo ambiente do circuito e emocionalmente fragilizado, Fábio desembarcou no aeroporto de Johannesburgo e optou por retornar ao Brasil antes mesmo de seguir para a praia. Ele não chegou a competir nem a entrar no mar. A escolha foi feita ainda no avião, na ida, em um momento silencioso e decisivo da sua carreira.
Um episódio que ajuda a entender o peso psicológico enfrentado por atletas em uma época em que temas como saúde mental, acolhimento e adaptação cultural praticamente não existiam no esporte de alto rendimento.
Além da carreira esportiva, Fábio fala abertamente sobre os obstáculos enfrentados fora da água. De origem humilde, criado em uma comunidade periférica, ele precisou lidar com dificuldades financeiras, limitações estruturais e preconceito por ser nordestino, mesmo após alcançar reconhecimento internacional.
O episódio também aborda momentos delicados de saúde. Fábio relembra a trombose venosa sofrida em 2015, inicialmente confundida com um AVC, que causou paralisia temporária do lado esquerdo do corpo. Após tratamento e fisioterapia intensa, conseguiu se recuperar sem sequelas. Cerca de dez anos depois, em 2025, voltou a enfrentar um novo quadro de trombose, desta vez nas pernas e nos pés, após uma longa viagem de ônibus do Sergipe ao Ceará, o que motivou uma grande mobilização de apoio no meio do surfe.
Mesmo diante de tantas dificuldades, Fábio segue ligado ao surfe e à sua comunidade, mantendo uma escolinha no Titanzinho sempre que as condições físicas permitem. Humilde, simples e extremamente querido, ele representa uma geração e uma história que ajudam a entender o surfe brasileiro para além de títulos e rankings.