Etapa de abertura do Hang Loose Surf Attack 2025 acontece entre 13 e 15 de junho no Guarujá. Foto: Munir El Hage
A organização do Hang Loose Surf Attack 2025 divulgou as baterias atualizadas e o cronograma completo da primeira etapa do circuito, que será realizada entre os dias 13 e 15 de junho, na Praia do Tombo, em Guarujá (SP). As informações foram consolidadas após a confirmação dos pagamentos de inscrição por parte dos atletas.
As disputas acontecerão nas categorias Sub 12, Sub 14, Sub 16 e Sub 18, tanto no masculino quanto no feminino. As baterias foram organizadas com base na lista de atletas que efetivaram o pagamento dentro do prazo estipulado pela organização. A ordem das baterias e os critérios de julgamento seguem as normas estabelecidas no regulamento oficial do circuito.
A relação oficial de baterias já está disponível e pode ser acessada no link abaixo:
Praia do Tombo recebe a nova geração do surf brasileiro. Foto: Munir El Hage
Cronograma completo da primeira etapa
A organização divulgou o cronograma completo da competição, com programação prevista para os três dias do evento. As atividades começam às 7h30 da sexta-feira e seguem até a tarde de domingo, com todas as finais programadas para o último dia.
Sexta-feira – 13 de junho
07:30 – Round 1 – Masculino Sub 16 – Baterias 1 a 12
10:30 – Round 1 – Masculino Sub 18 – Baterias 1 a 6
12:00 – Round 1 – Masculino Sub 14 – Baterias 1 a 8
14:00 – Round 1 – Feminino Sub 14 – Baterias 1 a 6
15:30 – Round 2 – Masculino Sub 16 – Baterias 1 a 6
Sábado – 14 de junho
07:00 – Round 1 – Masculino Sub 12 – Baterias 1 a 8
09:00 – Round 2 – Masculino Sub 18 – Baterias 1 a 3
09:45 – Round 1 – Feminino Sub 18 – Baterias 1 a 3
10:30 – Round 2 – Masculino Sub 18 – Baterias 1 a 3
11:15 – Round 1 – Feminino Sub 16 – Baterias 1 a 4
12:15 – Round 2 – Masculino Sub 14 – Baterias 1 a 4
13:15 – Round 2 – Feminino Sub 14 – Baterias 1 a 3
14:00 – Round 2 – Masculino Sub 12 – Baterias 1 a 4
15:00 – Round 1 – Feminino Sub 12 – Baterias 1 a 3
Domingo – 15 de junho
07:30 – Semifinal – Feminino Sub 12 – Baterias 1 e 2
08:00 – Semifinal – Masculino Sub 12 – Baterias 1 e 2
08:30 – Semifinal – Feminino Sub 14 – Baterias 1 e 2
09:00 – Semifinal – Masculino Sub 14 – Baterias 1 e 2
09:30 – Semifinal – Feminino Sub 16 – Baterias 1 e 2
10:00 – Semifinal – Masculino Sub 16 – Baterias 1 e 2
10:30 – Semifinal – Feminino Sub 18 – Baterias 1 e 2
11:00 – Semifinal – Masculino Sub 18 – Baterias 1 e 2
11:30 – Final – Feminino Sub 12
11:50 – Final – Masculino Sub 12
12:10 – Final – Feminino Sub 14
12:30 – Final – Masculino Sub 14
12:50 – Final – Feminino Sub 16
13:10 – Final – Masculino Sub 16
13:30 – Final – Feminino Sub 18
13:50 – Final – Masculino Sub 18
Importante: o cronograma acima é uma referência e pode ser alterado a critério da organização, conforme necessidade.
Sub-16 é a categoria mais concorrida
A categoria Masculino Sub-16 se destacou como a mais concorrida desta etapa, reunindo o maior número de atletas inscritos entre todas as divisões. Com 12 baterias no round 1, o alto volume de competidores reforça a força da nova geração do surfe brasileiro nesta faixa etária.
Campeões da base em peso no Tombo
A primeira etapa contará com vários destaques do último Campeonato Brasileiro de Base da CBSurf. Na Sub-14 masculina, o campeão Vini Palma, o terceiro colocado Phellipe Silva e o quarto colocado Matheus Jhones estão confirmados — este último também competirá na Sub-12, onde foi vice-campeão nacional.
Na Sub-12, também estão confirmados o campeão Narciso Inacio e o terceiro colocado Rafael Miranda. No feminino, a vice-campeã da Sub-16, Maria Clara, está escalada na Sub-14, e Hanna Prado, terceira colocada na Sub-12, também participará do evento.
Premiação
Cada etapa distribui R$ 16.200,00 em prêmios em dinheiro, com exceção da categoria Sub 12. Os campeões gerais do circuito também recebem passagens aéreas e kits completos da Hang Loose.
Patrocínio e apoio
O circuito tem patrocínio da Hang Loose e apoio da Fu Wax, referência mundial em parafina de alta performance. A realização da primeira etapa conta com apoio da Associação de Surf do Guarujá.
Hospedagem recomendada – Praia do Tombo
Para facilitar a estadia de atletas e acompanhantes durante a 1ª etapa do Hang Loose Surf Attack, a organização do evento indica algumas opções de hospedagem próximas à Praia do Tombo:
Senses Praia Hotel
Telefone: (13) 3344-9200 / WhatsApp: (13) 98188-8700
Tombowl
Contato: Thiago – (11) 97324-4092
Reserva do Tombo
Contato: Renato – (13) 99604-2838
Pousada Canto do Forte
Contato: André – (13) 97413-6930
Regras completas do campeonato
Para mais informações sobre critérios de participação, obrigações das associações, conduta e estrutura das baterias, acesse o documento oficial:
No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz
O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.
Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.
Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.
Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.
Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.
O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.
O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:
Lapo Coutinho fala sobre o câncer, dor e decisões difíceis em entrevista ao Fala Papah. Foto: Reprodução
Lapo Coutinho abriu o coração em um dos trechos mais impactantes já exibidos no canal Fala Papah. Na conversa, o lendário baiano falou de forma direta e sincera sobre o câncer, os desafios do tratamento e as decisões difíceis que precisou tomar ao longo da jornada.
O momento é marcado por reflexões profundas sobre dor, qualidade de vida, família e espiritualidade. Durante o episódio, Lapo compartilha como estava encarando a evolução da doença no período da gravação e revela quais eram suas prioridades naquele momento delicado.
Entre os pontos mais fortes da conversa, ele destaca que sua principal missão era não sentir dor. A frase resume o estado emocional e físico que vivia naquele instante. Ao longo do trecho, também aborda o impacto do diagnóstico na família, os medos naturais e o esforço para manter serenidade diante da incerteza.
A entrevista não tem caráter médico e não pretende orientar decisões clínicas. Trata-se do relato pessoal de Lapo Coutinho sobre sua própria experiência. É um registro honesto de um momento específico de sua trajetória.
Após a gravação do episódio, Lapo optou por iniciar tratamento com quimioterapia diante da evolução do quadro. A atualização reforça que decisões relacionadas ao câncer são complexas e podem mudar conforme o acompanhamento médico e o avanço da doença.
O corte publicado no canal Fala Papah destaca a dimensão humana da história. Mais do que discutir procedimentos, o vídeo apresenta uma reflexão sobre coragem, fé e enfrentamento.
O trecho completo está disponível no YouTube do Fala Papah e integra um dos episódios mais assistidos do canal, que tem se consolidado como espaço para conversas profundas dentro do universo do surfe e além dele.
Assista ao vídeo e acompanhe outras entrevistas no canal:
Ex integrante da elite mundial, Fábio Silva relembra no Fala Papah por que abandonou o WCT em 1997 e fala sobre saúde, família e sua origem no Titanzinho. Foto: Reprodução.
O novo episódio do podcast Fala Papah, já disponível no YouTube, traz um dos relatos mais emblemáticos e humanos da história do surfe brasileiro. Cria da comunidade do Titanzinho, em Fortaleza, o cearense Fábio Silva revisita sua trajetória no esporte, marcada por talento, ascensão precoce, decisões difíceis e desafios que extrapolaram as competições.
Nos anos 1990, Fábio foi apontado como uma das grandes promessas do surfe nacional. Campeão brasileiro nas categorias de base, vice campeão brasileiro profissional em 1996 e vencedor de uma etapa do WQS na França em 1997, ele conquistou vaga na elite mundial naquele mesmo ano. Em sua temporada de estreia no WCT, figurava entre os 44 melhores surfistas do planeta e ocupava a 38ª colocação após cinco etapas disputadas.
Foi nesse contexto que Fábio surpreendeu o surfe brasileiro ao abandonar o circuito mundial em julho de 1997. À época, o surfista explicou que o desgaste das viagens constantes, a distância da família, o nascimento da filha, a dificuldade com o idioma inglês e o desejo de retomar os estudos pesaram na decisão. Ele renegociou contratos e optou por seguir competindo nos circuitos nacionais.
No episódio do Fala Papah, gravado em dezembro de 2025 nas ruas do Titanzinho, em frente ao mar que moldou sua história, Fábio revisita essa escolha com maturidade. Ele reflete sobre como aquela decisão, tomada em um contexto diferente, hoje pode ser compreendida à luz de temas que ganharam força no esporte, como saúde mental, bem estar e identidade.
No podcast, Fábio revela um detalhe pouco conhecido daquele momento. Ele chegou a embarcar para a etapa de Jeffreys Bay, na África do Sul, uma das mais tradicionais do circuito mundial. A decisão de abandonar a elite, porém, foi tomada ainda durante a viagem.
Sozinho, sem dominar o inglês, pressionado pelo ambiente do circuito e emocionalmente fragilizado, Fábio desembarcou no aeroporto de Johannesburgo e optou por retornar ao Brasil antes mesmo de seguir para a praia. Ele não chegou a competir nem a entrar no mar. A escolha foi feita ainda no avião, na ida, em um momento silencioso e decisivo da sua carreira.
Um episódio que ajuda a entender o peso psicológico enfrentado por atletas em uma época em que temas como saúde mental, acolhimento e adaptação cultural praticamente não existiam no esporte de alto rendimento.
Além da carreira esportiva, Fábio fala abertamente sobre os obstáculos enfrentados fora da água. De origem humilde, criado em uma comunidade periférica, ele precisou lidar com dificuldades financeiras, limitações estruturais e preconceito por ser nordestino, mesmo após alcançar reconhecimento internacional.
O episódio também aborda momentos delicados de saúde. Fábio relembra a trombose venosa sofrida em 2015, inicialmente confundida com um AVC, que causou paralisia temporária do lado esquerdo do corpo. Após tratamento e fisioterapia intensa, conseguiu se recuperar sem sequelas. Cerca de dez anos depois, em 2025, voltou a enfrentar um novo quadro de trombose, desta vez nas pernas e nos pés, após uma longa viagem de ônibus do Sergipe ao Ceará, o que motivou uma grande mobilização de apoio no meio do surfe.
Mesmo diante de tantas dificuldades, Fábio segue ligado ao surfe e à sua comunidade, mantendo uma escolinha no Titanzinho sempre que as condições físicas permitem. Humilde, simples e extremamente querido, ele representa uma geração e uma história que ajudam a entender o surfe brasileiro para além de títulos e rankings.