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Italo Ferreira brilha no primeiro dia em Peniche

Primeiro dia do MEO Rip Curl Pro Portugal tem condições desafiadoras e grande atuação do líder Italo Ferreira em Peniche.

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Italo Ferreira foi o grande nome do dia na abertura da etapa em Peniche, Portugal. Foto: WSL / Manel Geada

O primeiro dia do MEO Rip Curl Pro Portugal, terceira etapa do Circuito Mundial de Surf da WSL, começou com show de Italo Ferreira em Supertubos, Peniche. As condições desafiadoras exigiram adaptação estratégica dos atletas, mas alguns conseguiram se destacar e avançar direto para o Round 3, enquanto outros precisarão encarar a repescagem.

Italo Ferreira brilha com a melhor nota do dia

O campeão mundial e bicampeão do evento Italo Ferreira foi o grande nome do dia, conquistando a maior somatória do evento até agora, com 16.43 pontos. O brasileiro acertou um aéreo de backside rotation, seguido de uma finalização explosiva, garantindo 8.83 pontos – a maior nota individual do dia.

“Vi o Jackson [Bunch] fazer um 7.0 com um aéreo e pensei: eu sei como jogar esse jogo” – comentou Italo após a bateria.

Além de Italo, o atual campeão do evento Griffin Colapinto também mostrou porque já venceu em Supertubos, garantindo um 8.00 em um tubo perfeito, seguido de uma forte finalização.

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Yago Dora também avança direto ao round 3 da prova. Foto: WSL / Manel Geada

Brasileiros classificados para o Round 3

Cinco brasileiros conseguiram avançar diretamente para a próxima fase:

  • Italo Ferreira (16.43)
  • Yago Dora (11.50)
  • Filipe Toledo (9.10)
  • Miguel Pupo (10.17)
  • Alejo Muniz (7.87)

Brasileiros na repescagem

Nem todos tiveram a mesma sorte. Alguns brasileiros precisarão disputar a Elimination Round para seguir vivos no evento:

  • Ian Gouveia
  • João Chianca
  • Samuel Pupo
  • Deivid Silva
  • Tatiana Weston-Webb
  • Luana Silva
  • Edgard Groggia
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Miguel Pupo vence a última bateria do dia em Supertubos. Foto: WSL / Manel Geada

Outros destaques do dia

  • Caitlin Simmers venceu sua bateria, mostrando consistência contra a atual campeã do evento Johanne Defay.
  • Gabriela Bryan teve a maior somatória do dia entre as mulheres, totalizando 12.33 pontos.
  • Sally Fitzgibbons e Erin Brooks também garantiram vitórias expressivas no feminino.
  • Entre os estreantes, Alan Cleland, Erin Brooks e Vahine Fierro venceram suas baterias e avançaram direto ao Round 3.

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Filipe Toledo vence bateria complicada contra brasileiros. Foto: WSL / Laurent Masurel

Previsão das ondas para os próximos dias

A ondulação promete mudanças significativas ao longo da semana, tornando os próximos dias ainda mais desafiadores para os competidores.

Domingo (16/03)

  • Tamanho das ondas: 3-5 pés pela manhã, diminuindo para 3-4 pés à tarde
  • Condições: Semi-limpa, mas com textura devido ao vento
  • Vento: Oeste fraco pela manhã (5-8 kts), sudoeste aumentando à tarde (7-11 kts)

Segunda-feira (17/03)

  • Tamanho das ondas: Pequenas no início (4-5 pés), aumentando rapidamente para 10-20 pés à tarde
  • Condições: Manhã com boas condições, mas o pico da ondulação pode sobrecarregar Supertubos
  • Vento: Sul de manhã (7-11 kts), virando sudeste e depois leste offshore no fim da tarde

Terça-feira (18/03)

  • Tamanho das ondas: 10-15 pés pela manhã, diminuindo para 8-12 pés à tarde
  • Condições: Manhã relativamente limpa, mas com tendência a ficar mexida ao longo do dia
  • Vento: Sul-sudoeste fraco pela manhã (4-8 kts), aumentando ao longo do dia (10-15 kts)

Médio e longo prazo

  • Quarta e quinta-feira (19-20/03): Condições difíceis, com ondas de 8-15 pés, vento forte e mar desorganizado.
  • Final da janela: Há potencial para melhora entre os dias 23 e 25 de março, com ventos mais fracos e ondulação mais ordenada.

Alejo Muniz, Surf Abu Dhabi Pro 2025, Emirados Árabes, World Surf League, Circuito Mundial de Surf 2025. Foto: WSL / Manel Geada

Alejo Muni também se livra da repescagem em Peniche. Foto: WSL / Manel Geada

Próximas baterias: Elimination Round

A próxima chamada será às 03h45 (horário de Brasília) deste domingo (16/03), com previsão de início às 04h05. As primeiras baterias serão da repescagem feminina, seguidas pela repescagem masculina.

Repescagem feminina

Heat 1: Brisa Hennessy (CRC) vs. Bella Kenworthy (EUA) vs. Yolanda Hopkins (POR)
Heat 2: Tatiana Weston-Webb (BRA) vs. Lakey Peterson (EUA) vs. Luana Silva (BRA)

Repescagem masculina

Heat 1: Jake Marshall (EUA) vs. Deivid Silva (BRA) vs. Frederico Morais (POR)
Heat 2: João Chianca (BRA) vs. Seth Moniz (HAW) vs. Marco Mignot (FRA)
Heat 3: Ian Gouveia (BRA) vs. Liam O’Brien (AUS) vs. Edgard Groggia (BRA)
Heat 4: Ramzi Boukhiam (MAR) vs. George Pittar (AUS) vs. Samuel Pupo (BRA)


O MEO Rip Curl Pro Portugal segue com disputas acirradas e promessas de grandes performances. Com condições desafiadoras e ondulação crescente, os próximos dias serão decisivos para os surfistas que buscam a vitória em Supertubos.

Acompanhe tudo e fique por dentro das últimas atualizações do evento!

 

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Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Classificação olímpica 2028: WPS debate impacto para Tops do CT

Entrevista exclusiva no Fala Papah! sobre mudanças na classificação olímpica do surfe para 2028 e impacto nos atletas do CT.

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Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

As propostas que podem alterar os critérios de classificação do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 viraram um dos assuntos mais debatidos do esporte no cenário internacional. A notícia ganhou repercussão em diferentes mídias digitais após a AOS Mídia publicar o tema em primeira mão, trazendo ao público as informações iniciais sobre as mudanças discutidas nos bastidores.

O assunto agora entra em um novo capítulo com uma entrevista exclusiva no Fala Papah!, podcast apresentado por Ader Oliveira, gravada e publicada no canal do YouTube do projeto. O convidado é Christian Bezerra, COO da WPS (World Professional Surfers), entidade que representa os surfistas profissionais e atua como ponte institucional em pautas que envolvem os atletas do Championship Tour (CT).

Quem é a WPS e por que a opinião dela pesa

A WPS é uma organização que representa os interesses dos surfistas profissionais, especialmente os atletas que competem na elite mundial. Na entrevista, Christian comenta como essas propostas são percebidas do ponto de vista de quem está diretamente ligado ao dia a dia dos atletas e ao impacto que qualquer mudança pode gerar na preparação, no calendário e no caminho até a vaga olímpica.

O ponto central: calendário, meritocracia e previsibilidade

Durante a conversa, Christian destaca que o CT funciona como a principal plataforma competitiva do surfe profissional, com eventos ao longo do ano em diferentes condições e formatos. Para ele, qualquer alteração que aumente a dependência de eventos específicos pode criar cenários de maior imprevisibilidade e exigir ainda mais logística dentro de um calendário já muito intenso.

A discussão, portanto, não é apenas sobre números de vagas. Ela passa pela busca de um modelo que equilibre representatividade global, critérios esportivos, planejamento e justiça competitiva para quem está disputando a elite.

Debate internacional e interesse comum no melhor cenário

O processo olímpico envolve várias entidades e interesses diferentes. A ISA tem papel central por ser a federação internacional reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional. Já a WSL organiza o principal circuito profissional do esporte. No meio disso, a visão dos atletas e de seus representantes é uma peça importante para que o sistema final não gere distorções e preserve o nível técnico do surfe olímpico.

Assista a mais episódios no YouTube do Fala Papah!

Veja também nossa matéria em que a AOS Mídia publicou o tema em primeira mão:

 

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Gap no surfe brasileiro? Pinga e Cortez alertam

No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez debatem o gap no surfe brasileiro e analisam os impactos na base e no mercado.

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No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez analisam a formação da Brazilian Storm e projetam possível gap de até 10 anos no surfe brasileiro. Foto: Reprodução

O debate sobre um possível gap no surfe brasileiro ganhou força no Fala Papah após as análises de Luiz Henrique Pinga e Daniel Cortez sobre base, mercado e formação de atletas.

A fala surgiu dentro de um debate mais amplo sobre mercado, surfwear, investimento e formação de atletas. O tema repercutiu rapidamente entre profissionais do setor e também começou a circular fora do Brasil, levantando um ponto central: o surfe brasileiro não virou potência por acaso.

“Não foi à toa”: o que sustentou a Brazilian Storm

No recorte, os convidados lembram que a fase vitoriosa do Brasil foi consequência de um ecossistema mais sólido no passado: equipes estruturadas dentro das marcas, programas consistentes de base, viagens com atletas, ações estratégicas e um calendário nacional forte, que criava experiência competitiva.

Daniel Cortez cita, por exemplo, o período em que “a gente tinha 10 atletas” na equipe da Volcom, com um programa completo de desenvolvimento.

Já Pinga reforça um ponto essencial da formação:

“Tem que aprender a perder para começar a ganhar.”

Segundo ele, os circuitos nacionais e os formatos de transição ajudavam os jovens a entender o jogo do alto rendimento, preparando-os mentalmente e tecnicamente para o cenário mundial.

Por que eles acreditam que vem um “gap”

Na conversa, os participantes deixaram claro que não se trata de “caça às bruxas” nem de responsabilizar apenas um lado. Para eles, houve uma soma de fatores que foram alterando o ecossistema ao longo do tempo. No entanto, ele reconhece que o mercado de surfwear e o ambiente estrutural do esporte têm parcela importante nesse cenário.

Daniel Cortez complementa a análise com uma visão externa:

“Eu tô vendo o que tá rolando lá fora… os caras estão fazendo exatamente isso que a gente fez ali atrás e parou de fazer.”

A lógica apresentada no debate é direta: enquanto o Brasil reduziu parte da estrutura que sustentava a base, outros países passaram a investir justamente nesse modelo.

Austrália e Europa no radar

Cortez aponta a Austrália como exemplo de retomada estrutural. Já Pinga amplia o olhar e menciona o crescimento europeu, citando Espanha (especialmente as Canárias), além da evolução de Portugal e o surgimento de jovens talentos em diferentes centros do continente.

A leitura feita no episódio não é de que o surfe brasileiro perdeu relevância, mas de que o jogo internacional evoluiu — e que, sem investimento consistente na base, pode haver um intervalo significativo entre a geração atual e a próxima leva dominante.

Investir na base e pensar no longo prazo

No fim do trecho, eles reforçam que não existe um único culpado. Foram mudanças, decisões e adaptações ao longo do tempo que moldaram o cenário atual.

E também resumem o alerta: sem estrutura sólida e investimento contínuo, o país pode enfrentar um período de transição mais longo do que se imagina.

O debate não soa como pessimismo, mas como reflexão estratégica.

Assista ao episódio completo no Fala Papah:

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Bombando

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