Kaipo Tomazzi se emociona com a vitória na categoria Sub-12 da primeira etapa do Circuito Filipe Toledo Kids On Fire 2025. Foto: Marcelo Geacomo / @nabuscadoswell
O sábado, 25 de outubro, marcou mais um capítulo importante para o surfe de base brasileiro com a realização da primeira etapa do Circuito Filipe Toledo Kids On Fire 2025, apresentado pela Hurley, na Praia Grande, em Ubatuba (SP). O evento reuniu atletas de diversas regiões do país em um clima de alto astral, ondas consistentes e disputas equilibradas desde as primeiras horas da manhã.
Com início às 8h40, a competição contou com transmissão ao vivo pelo site www.ft77.com.br. Idealizado por Filipe Toledo, bicampeão mundial de surfe, o circuito tem como objetivo incentivar o desenvolvimento esportivo e humano da nova geração, oferecendo um ambiente saudável e inspirador para jovens surfistas.
Matheus Jhones leva a melhor na Sub-14. Foto: Marcelo Geacomo / @nabuscadoswell
Entre os destaques do dia estiveram Laura de Souza (SAN), campeã da categoria Feminino Sub-12, que superou Gabriela Rigo (UBA), Joana Costa (UBA) e Alexia Costa (UBA) em uma final disputada.
Na Feminino Sub-14, a vitória ficou com Gabriela Rigo (UBA), seguida por Catarina Kobayashi (UBA), Joana Costa (UBA) e Rafaela Americano (SAN).
Já na Feminino Sub-16, Marina Sugimoto (UBA) foi o grande nome do dia, somando 11.25 pontos para conquistar o título diante de Letícia Aloi (GUA), Rafaela Americano (SAN) e Kristal D’Ambrosio (UBA).
Marina Suguimoto é a campeã da Sub-16 feminina. Foto: Marcelo Geacomo / @nabuscadoswell
No Masculino Sub-12, Kaipo Tomazzi (UBA) confirmou sua boa fase e venceu com 7.90 pontos, à frente de Matheus Jhones (GUA), Bernardo Pires (PGD) e Pedro Canonico (UBA).
A categoria Masculino Sub-14 teve como campeão Matheus Jhones, com 10.45 pontos, seguido de Phellype Silva (CE), Bernardo Pires (PGD) e Leo Yagi (PGD).
Gabriela Rigo faz a festa na Sub-14 feminina. Foto: Marcelo Geacomo / @nabuscadoswell
Encerrando o dia, a decisão do Masculino Sub-16 foi uma das mais equilibradas do evento, com Miguel Ferraz (UBA) garantindo o título com 9.95 pontos, seguido por Calebe Simoes (UBA), Eduardo Mulford (UBA) e Davi de Souza (UBA).
Além das disputas válidas pelo ranking, o evento também contou com a estreia da categoria Sub-10 mista, voltada exclusivamente para crianças de Ubatuba. Essa bateria foi apenas expositiva, sem notas nem colocação final, reforçando o caráter educativo e de iniciação esportiva do projeto.
A alegria de Laura de Souza, vencedora da Sub-12 feminina. Foto: Marcelo Geacomo / @nabuscadoswell
O circuito contou com patrocínio de Hurley, Monster Energy, Oakley, Gerdau, Banco do Brasil, Sharp Eye Surfboards, Pro Ilha Surfboards e Wizard Ubatuba, além do apoio de Bully’s, Fu-Wax, TrixNet, TuYo Brasil, Tá Chão Ubatuba, Clube do Açaí, Empório Via Natural e Do Bem.
Entre os parceiros institucionais, estiveram o Instituto Filipe Toledo, a Associação Ubatuba de Surf, o Instituto Argonauta e o Tamoio Ubatuba, reforçando o compromisso do projeto com o meio ambiente e a formação cidadã.
Pódio da Sub-16 masculina na Praia Grande. Foto: Marcelo Geacomo / @nabuscadoswell
“É muito especial ver essa molecada competindo com tanta alegria e energia. O Kids On Fire nasceu pra isso — pra inspirar, formar e fortalecer a base do surfe brasileiro. Mesmo de longe, fico acompanhando e vibrando com cada bateria. Parabéns a todos.” — Filipe Toledo, direto da Califórnia.
A próxima etapa do circuito promete manter o alto nível técnico e o espírito de união que já se tornaram marcas registradas do Kids On Fire.
Finalistas da Sub-16 feminina. Foto: Marcelo Geacomo / @nabuscadoswell
Resultados – Finais por categoria
Feminino Sub-12
1º Laura de Souza (SAN) – 6.65 pts 2º Gabriela Rigo (UBA) – 5.40 pts 3º Joana Costa (UBA) – 5.20 pts 4º Alexia Costa (UBA) – 2.15 pts
Charles Medina é o novo convidado do podcast Fala Papah! Foto: Divulgação
O novo episódio do podcast Fala Papah!, apresentado por Ader Oliveira, traz uma conversa profunda e cheia de reflexões com Charles Medina, um dos nomes mais importantes da história recente do surfe brasileiro. Em um papo sincero, Charlão abordou temas como disciplina, pressão no esporte, equilíbrio emocional e os desafios de ser pai e treinador ao mesmo tempo.
Ao longo do episódio, Charles Medina relembra momentos marcantes da trajetória de Gabriel Medina e Sophia Medina, fala sobre os bastidores da formação de atletas de alto rendimento e compartilha experiências vividas durante anos acompanhando competições pelo mundo.
A conversa também passa pela geração Brazilian Storm e pela transformação do surfe brasileiro após a chegada dos títulos mundiais. Segundo Charlão, o crescimento do esporte fez com que muitos pais passassem a enxergar o surfe de maneira diferente, aumentando também a pressão sobre jovens atletas.
Durante o episódio, Charles destaca a importância do equilíbrio emocional no esporte profissional e reforça que talento sozinho não é suficiente para sustentar uma carreira de alto nível. O convidado ainda fala sobre disciplina, preparação mental, derrotas, amadurecimento e a necessidade de criar um ambiente saudável para o desenvolvimento dos atletas.
Outro momento interessante do podcast acontece quando Charlão relembra histórias envolvendo Kelly Slater, Pipeline, Pipe Masters e episódios marcantes da carreira de Gabriel Medina dentro da World Surf League (WSL). O papo também aborda bastidores de competições, estratégias mentais e a forma como Gabriel foi preparado para lidar com a pressão do circuito mundial.
Durante a conversa com Ader Oliveira, Charles Medina também comenta sobre o papel da família na formação de atletas e explica como a blindagem emocional e a disciplina fizeram diferença ao longo da carreira dos filhos no esporte profissional.
O episódio mostra ainda um lado mais humano da rotina de atletas de elite, discutindo família, educação, responsabilidade e os desafios enfrentados por quem cresce muito cedo dentro do esporte profissional.
Com um formato leve e ao mesmo tempo profundo, o Fala Papah! vem se consolidando como um espaço para conversas autênticas sobre surfe, esporte, lifestyle e bastidores de grandes histórias.
O episódio completo com Charles Medina já está disponível no canal do Fala Papah! no YouTube.
Finalistas da Sub-18 masculina na primeira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026, na Praia do Tombo, Guarujá (SP). Foto: Erik Medalha
A primeira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026 aconteceu entre os dias 22 e 24 de maio, na Praia do Tombo, em Guarujá (SP), reunindo alguns dos principais nomes da nova geração do surfe brasileiro.
Mesmo com muita chuva e tempo fechado durante os três dias de competição, a Praia do Tombo não negou ondas. O mar apresentou ondas de até um metro e meio de altura, com direitas e esquerdas abrindo com qualidade e proporcionando ótimas performances aos atletas ao longo de todo o evento.
Categoria Sub-18 feminina. Foto: Erik Medalha
Na categoria Sub 18 Masculino, John Muller, do Guarujá, conquistou a vitória após superar Kalani Robles, de Ubatuba, na grande final. Vini Palma, de Praia Grande, e Nicolas Pereira, do Ceará, completaram o pódio da categoria.
Já no Sub 16 Masculino, Nicolas Pereira brilhou nas boas ondas do Tombo e garantiu o título diante de Saymon Rocha, também do Ceará. Keoni Renno, de Ubatuba, terminou na terceira colocação, seguido por Vini Palma.
Categoria Sub-16 masculina. Foto: Erik Medalha
No Sub 14 Masculino, o domínio cearense apareceu novamente com Lucas Peixoto levando a melhor sobre Saymon Rocha na decisão. Matheus Jhones, do Guarujá, e Bernardo Pires, de Praia Grande, fecharam a final.
Entre os mais novos, Ruda Nascimento, da Bahia, venceu a categoria Sub 12 Masculino, deixando Fernando Medina, de Praia Grande, na segunda posição. Thomas Monteiro, de São Sebastião, e Bernardo Pires completaram a final.
Categoria Sub-16 feminina. Foto: Erik Medalha
No feminino, Julia Stefani, de Praia Grande, venceu a categoria Sub 18 Feminino após uma final equilibrada contra Luiza Savoi, de Ubatuba. Maeva Guastala e Carol Bastides também chegaram à decisão.
Carol Bastides, por sua vez, conquistou o título do Sub 16 Feminino diante de Alexia de Oliveira. Giovanna Rocha e Isabel Meyer também avançaram à grande final.
Categoria Sub-14 masculina. Foto: Erik Medalha
Na categoria Sub 14 Feminino, Alexia de Oliveira garantiu a vitória sobre Maria Clara em mais uma bateria bastante disputada. Isabel Meyer e Catarina Kobayashi completaram a decisão.
Fechando as finais femininas, Maria Clara venceu a categoria Sub 12 Feminino, superando Laura de Souza na bateria decisiva. Fernanda Pina e Nayma Mathey também chegaram à final.
Categoria Sub-14 feminina. Foto: Erik Medalha
No ranking por cidades da primeira etapa, Ubatuba terminou na liderança com 7680 pontos, seguido por Guarujá com 6920 pontos e Praia Grande com 5520 pontos.
Além dos títulos das categorias, o evento também premiou os atletas que conquistaram as maiores somatórias da etapa. Vini Palma registrou 16.15 pontos em 20 possíveis na segunda fase da categoria Sub 16 Masculino, garantindo uma das melhores performances do campeonato.
Categoria Sub-12 masculina. Foto: Erik Medalha
Já Alexia de Oliveira brilhou na final da categoria Sub 14 Feminino ao somar 14.00 pontos. Como premiação especial, ambos receberam um forno elétrico oferecido pela Layr.
A primeira etapa do Hang Loose Surf Attack 2026 contou com patrocínio da Hang Loose e apoio da Fu-Wax, além da colaboração da Prefeitura Municipal de Guarujá, Associação de Surf do Guarujá, Senses Praia Hotel, Açaí Granola, SR Veículos e Tachão de Ubatuba.
As próximas etapas do Hang Loose Surf Attack 2026 já estão definidas. A segunda parada do circuito acontece em Ubatuba, entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, na tradicional Praia de Itamambuca. Já a terceira e última etapa do campeonato será realizada em Maresias.
Categoria Sub-12 feminina. Foto: Erik Medalha
Resultados finais
Sub 18 masculino
John Muller (Guarujá)
Kalani Robles (Ubatuba)
Vini Palma (Praia Grande)
Nicolas Pereira (Ceará)
Sub 16 masculino
Nicolas Pereira (Ceará)
Saymon Rocha (Ceará)
Keoni Renno (Ubatuba)
Vini Palma (Praia Grande)
Sub 14 masculino
Lucas Peixoto (Ceará)
Saymon Rocha (Ceará)
Matheus Jhones (Guarujá)
Bernardo Pires (Praia Grande)
Sub 12 masculino
Ruda Nascimento (Bahia)
Fernando Medina (Praia Grande)
Thomas Monteiro (São Sebastião)
Bernardo Pires (Praia Grande)
Sub 18 feminino
Julia Stefani (Praia Grande)
Luiza Savoi (Ubatuba)
Maeva Guastala (Ubatuba)
Carol Bastides (Praia Grande)
Sub 16 feminino
Carol Bastides (Praia Grande)
Alexia de Oliveira
Giovanna Rocha (Guarujá)
Isabel Meyer (Bertioga)
Sub 14 feminino
Alexia de Oliveira
Maria Clara (Guarujá)
Isabel Meyer (Bertioga)
Catarina Kobayashi (Ubatuba)
Sub 12 feminino
Maria Clara (Guarujá)
Laura de Souza (Santos)
Fernanda Pina (Santos)
Nayma Mathey (Ubatuba)
Ubatuba vence a disputa por cidades e Guarujá fica com o vice. Foto: Erik Medalha
Ranking por cidades
Ubatuba — 7680 pontos
Guarujá — 6920 pontos
Praia Grande — 5520 pontos
Santos — 5198 pontos
São Sebastião — 4786 pontos
São Paulo — 2425 pontos
Bertioga — 2240 pontos
Mongaguá — 1795 pontos
Itanhaém — 1590 pontos
Caraguatatuba — 1480 pontos
Peruíbe — 1090 pontos
São Vicente — 610 pontos
Ilhabela — 360 pontos
Vini Palma e Alexia de Oliveira são premiados pelas maiores somatórias da etapa. Foto: Erik Medalha
Thomas Rovira sofre grave acidente durante o Itacoatiara Pro. Foto: Arquivo pessoal
A comunidade do bodyboard vem se mobilizando em apoio ao atleta colombiano Thomas Rovira, que sofreu um grave acidente durante o Itacoatiara Pro, tradicional etapa do circuito mundial realizada em Itacoatiara, em Niterói (RJ).
O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais após relatos publicados pelo atleta Thiago Jatobá e pela namorada de Thomas, Luiza. Segundo as informações divulgadas, o bodyboarder sofreu uma grave lesão na coluna após um acidente enquanto saía do mar em condições pesadas durante o campeonato.
Itacoatiara possui algumas das ondas mais pesadas do Brasil. Foto: Divulgação Itacoatiara Pro
Thomas precisou passar por uma cirurgia de descompressão da medula. Em nota enviada pelo Hospital Estadual Azevedo Lima, a unidade informou que o procedimento ocorreu sem intercorrências e que o estado de saúde do atleta é estável.
O Itacoatiara Pro é considerado um dos eventos mais tradicionais e importantes do bodyboard mundial. A competição reúne atletas de diversos países e é reconhecida internacionalmente pelas condições desafiadoras das ondas de Itacoatiara.
O organizador do evento, Giuliano Lara, publicou um vídeo atualizando o estado de saúde de Thomas e reforçando que o atleta vem recebendo acompanhamento e apoio.
“Espero que todos estejam bem, como muitos de vocês já devem saber, o atleta profissional de bodyboard da Colômbia, Thomas Rovira, sofreu um acidente aqui no último sábado. Nós acompanhamos todo o atendimento e estamos em contato constante com a equipe do Hospital Estadual Azevedo Lima. Eu já estive lá com a família, ele está bem, precisou passar por uma cirurgia sim, mas correu tudo bem, ele está lúcido, confiante e já está recebendo visitas”, afirmou Giuliano Lara.
Thomas durante o evento deste ano. Foto: Arquivo pessoal
O organizador também destacou que parceiros do evento disponibilizaram suporte médico especializado para ajudar na recuperação do atleta.
“A gente conseguiu, com os nossos parceiros, um médico especialista em coluna e fisioterapia para a total recuperação do Thomas, para que, em breve, ele possa estar surfando aqui com a gente. É claro que boas vibrações e orações são sempre muito bem-vindas”, completou.
Thomas mora no Brasil há cerca de um ano. O atleta colombiano veio ao país inicialmente para competir no Itacoatiara Pro do ano passado, mas acabou se apaixonando pelo Brasil e decidiu permanecer no país.
O colombiano conheceu Niterói há um ano e se apaixonou pelo lugar. Foto: Arquivo pessoal
Atualmente, uma campanha de arrecadação vem sendo compartilhada nas redes sociais para ajudar nos custos da recuperação do atleta. Segundo Luiza, namorada de Thomas, os gastos com medicamentos, transporte, fisioterapia e recuperação ainda são indefinidos.
Quem quiser ajudar pode contribuir através da vakinha online criada para apoiar o atleta colombiano durante o processo de recuperação.