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Competições

WSL aumenta vagas para as mulheres no Tour

World Surf League (WSL) anuncia aumento do número de competidoras no Tour feminino de 18 para 24 surfistas a partir de 2026.

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A campeã mundial Caitlin Simmers botando pra baixo em Pipeline (Crédito da Foto: @WSL / Brent Bielmann)

A campeã mundial Caitlin Simmers botando pra baixo em Pipeline (Crédito da Foto: WSL / Brent Bielmann)

A World Surf League (WSL) está anunciando hoje um aumento na elite feminina do Championship Tour (CT) a partir da temporada 2026. Cada etapa passará a ser disputada por 24 surfistas e 2025 será o último ano com 18 participantes. Impulsionado pelas incríveis performances do surfe feminino e com o compromisso de apoiar a constante evolução da categoria, a mudança visa oferecer oportunidades para mais surfistas competirem no nível mais alto do esporte no mundo.

Esse acréscimo na elite do CT, foi motivado por essa progressão e mais 6 atletas terão a chance de mostrar seus talentos no seleto grupo das melhores do mundo. Com o novo formato, a elite feminina de 2026 será formada pelas 14 primeiras colocadas no ranking do CT 2025 e o Challenger Series passará a classificar 7 surfistas. A lista das 24 participantes em cada etapa, será completada por duas convidadas (wildcards) pela WSL para a temporada e uma indicada pela organização de cada evento.

“Fico muito feliz em ver os números crescerem”, disse Caitlin Simmers, campeã mundial de 2024. “O surfe feminino é muito especial. E quero ver cada vez mais e acho que muitas outras pessoas também. Estou realmente ansiosa para ter mais amigas minhas no CT. Acho que o mundo merece ver o quão épico é o surfe delas e quanto forte elas surfam. Estou muito feliz que elas terão mais oportunidades de tentar entrar no Tour”.

“Esta é uma ótima notícia! É um sinal dos tempos e reflete a profundidade de talentos dentro do surfe feminino”, analisa a octacampeã mundial, Stephanie Gilmore. “Eu me surpreendo constantemente com a progressão das meninas e grande número de mulheres surfando ao redor do mundo. O futuro é brilhante”.

“Estou muito contente em saber que mais mulheres estarão no CT”, disse Caroline Marks, campeã mundial da WSL em 2023 e medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. “Minha primeira vitória foi também a primeira etapa com igualdade na premiação, o que foi um grande passo à frente. Também é legal pensar que, assim como eu pude iniciar minha carreira sem ter que me preocupar com prêmios iguais, as futuras gerações terão uma chance muito maior de poder participar do CT e viver seus sonhos, sabendo que haverá um lugar para elas também”.

A experiente Sally Fitzgibbons, que já completou 15 temporadas no CT, também elogiou o acréscimo na elite feminina: “Eu não poderia estar mais orgulhosa em ver onde o nível do surfe feminino está chegando. Aumentar o número de surfistas era o próximo passo lógico nessa progressão. Em todo o mundo, as mulheres vêm se destacando cada vez que entram no mar e estamos vendo baterias intensas e grandes rivalidades no Tour. É isso o que todo mundo quer ver e estou muito feliz que já esteja acontecendo”.

Desde 2013, a WSL tem apoiado o incrível progresso do surfe feminino, melhorando e aumentando os locais dos eventos em todas as categorias. Em 2019, igualou a premiação das mulheres com as dos homens e em 2022 implantou um calendário combinado para elas competirem nas mesmas ondas do CT masculino. Este aumento de 6 surfistas na elite agora, reforça a dedicação e compromisso da WSL, em criar mais oportunidades para o surgimento de novos talentos no surfe feminino.

Em 2025, as etapas continuarão sendo disputadas por 18 surfistas, as top-10 do CT 2024, as 5 classificadas pelo Challenger Series e 2 convidadas pela WSL para a temporada, além de uma convidada por cada evento. O WSL Championship Tour 2025 vai começar em 27 de janeiro no templo sagrado do esporte, Banzai Pipeline, no North Shore da ilha de Oahu, no Havaí.

CALENDÁRIO DO WSL CHAMPIONSHIP TOUR 2025:
1.a etapa: Jan 27-08 Fev – Banzai Pipeline, Havaí, Estados Unidos
2.a: Fev 14-16 – Surf Abu Dhabi, Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos
3.a: Mar 15-25 – Supertubos, Peniche, Portugal
4.a: Abr 02-12 – Punta Roca, La Libertad, El Salvador
5.a: Abr 18-28 – Bells Beach, Victoria, Austrália
6.a: Mai 03-13 – Snapper Rocks, Queensland, Austrália
7.a:  Mai 17-27 – Margaret River, Western Australia, Austrália
——–corte da elite do meio da temporada
8.a: Jun 09-17 – Lower Trestles, San Clemente, Califórnia, Estados Unidos
9.a: Jun 21-29 – Vivo Rio Pro apresentado por Corona em Saquarema
10.a: Jul 11-20 – Jeffreys Bay, Eastern Cape, África do Sul
11.a: Ago 07-16 – Teahupo´o, Tahiti, Polinésia Francesa
——–definição dos top-5 e das top-5 para o WSL Finals
12.a: Ago 27-04 Set – WSL Finals em Cloudbreak, Fiji

TOP-17 DO CT FEMININO 2025:
CT 1-Caitlin Simmers (EUA)
CT 2-Caroline Marks (EUA)
CT 3-Tatiana Weston-Webb (BRA)
CT 4-Brisa Hennessy (CRC)
CT 5-Molly Picklum (AUS)
CT 6-Johanne Defay (FRA)
CT 7-Gabriela Bryan (HAV)
CT 8-Sawyer Lindblad (EUA)
CT 9-Bettylou Sakura-Johnson (HAV)
CT 10-Tyler Wright (AUS)
Wildcard WSL-Stephanie Gilmore (AUS)
Wildcard WSL-Lakey Peterson (EUA)
CS 1-Sally Fitzgibbons (AUS)
CS 2-Bella Kenworthy (EUA)
CS 3-Isabella Nichols (AUS)
CS 4-Erin Brooks (CAN)
CS 5-Vahine Fierro (FRA)

TOP-34 DO CT MASCULINO 2025:
CT 01-John John Florence (HAV)
CT 02-Italo Ferreira (BRA)
CT 03-Griffin Colapinto (EUA)
CT 04-Jack Robinson (AUS)
CT 05-Ethan Ewing (AUS)
CT 06-Yago Dora (BRA)
CT 07-Gabriel Medina (BRA)

CT 08-Jordy Smith (AFR)
CT 09-Rio Waida (IDN)
CT 10-Crosby Colapinto (EUA)
CT 11-Jake Marshall (EUA)
CT 12-Ramzi Boukhiam (MAR)
CT 13-Ryan Callinan (AUS)
CT 14-Barron Mamiya (HAV)
CT 15-Cole Houshmand (EUA)
CT 16-Connor O´Leary (JPN)
CT 17-Kanoa Igarashi (JPN)
CT 18-Imaikalani deVault (HAV)
CT 19-Seth Moniz (HAV)
CT 20-Matthew McGillivray (AFR)
CT 21-Liam O´Brien (AUS)
CT 22-Leonardo Fioravanti (ITA)
Wildcard WSL-Filipe Toledo (BRA)
Wildcard WSL-João Chianca (BRA)
CS 1-Samuel Pupo (BRA)
CS 2-Ian Gouveia (BRA)

CS 3-Marco Mignot (FRA)
CS 4-Alejo Muniz (BRA)
CS 5-Deivid Silva (BRA)
CS 6-Miguel Pupo (BRA)

CS 7-Joel Vaughan (AUS)
CS 8-George Pittar (AUS)
CS 9-Edgard Groggia (BRA)
CS 10-Jackson Bunch (HAV)

 

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Competições

Jadson André relata racismo em aeroportos

No Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo em aeroportos e fala sobre preconceito e julgamento pela aparência.

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Jadson André, Corona Saquarema Pro 2023, Challenger Series da World Surf League (WSL), Praia de Itaúna, Saquarema (RJ). Foto: WSL / Thiago Diz

No podcast Fala Papah, Jadson André revela episódios de racismo vividos em aeroportos e fala sobre preconceito, julgamento pela aparência e experiências marcantes na carreira. Foto: WSL / Thiago Diz

O surfista Jadson André, um dos nomes da geração que colocou o Brasil na elite do surf mundial, falou abertamente sobre episódios de racismo que já enfrentou ao longo da carreira. O relato foi feito durante participação no podcast Fala Papah e trouxe à tona situações vividas principalmente em aeroportos, durante viagens para competições internacionais.

Acostumado a viajar pelo mundo competindo no mais alto nível do surf profissional, Jadson contou que já foi questionado ao entrar em filas de prioridade em check-ins de companhias aéreas. Segundo ele, em diversas ocasiões ouviu que estaria “na fila errada”, julgamento feito com base apenas na aparência e na forma como estava vestido.

Um dos episódios mais marcantes aconteceu no Aeroporto de Guarulhos. O surfista relatou que estava em uma fila para resolver um problema de bagagem quando foi ofendido por uma mulher que se recusou a aceitar a orientação que ele deu sobre a ausência de prioridade naquele atendimento. A situação escalou a ponto de Jadson procurar a Polícia Federal, que abordou a mulher e ofereceu a possibilidade de registrar ocorrência.

Além desse caso, o atleta mencionou outras situações constrangedoras vividas em aeroportos. Em uma delas, após ser tratado de maneira inadequada por um funcionário, acabou recebendo um upgrade de classe como tentativa de reparação. Jadson destacou que passou a se vestir de forma mais formal durante viagens justamente para evitar novos julgamentos precipitados.

Durante a conversa, o surfista também refletiu sobre os limites entre denúncia legítima e exageros nas redes sociais. Ele reconheceu que o racismo e a xenofobia são realidades presentes na sociedade, mas ponderou que é importante manter equilíbrio ao tratar do tema.

O episódio reforça um debate que vai além do esporte. A trajetória de Jadson André mostra que o preconceito pode atingir qualquer pessoa, independentemente da carreira ou do reconhecimento profissional.

O episódio completo está disponível no canal do podcast Fala Papah:

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Classificação olímpica 2028: WPS debate impacto para Tops do CT

Entrevista exclusiva no Fala Papah! sobre mudanças na classificação olímpica do surfe para 2028 e impacto nos atletas do CT.

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Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

Christian Bezerra, COO da WPS, fala sobre classificação olímpica do surfe para 2028. Foto: Reprodução

As propostas que podem alterar os critérios de classificação do surfe para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 viraram um dos assuntos mais debatidos do esporte no cenário internacional. A notícia ganhou repercussão em diferentes mídias digitais após a AOS Mídia publicar o tema em primeira mão, trazendo ao público as informações iniciais sobre as mudanças discutidas nos bastidores.

O assunto agora entra em um novo capítulo com uma entrevista exclusiva no Fala Papah!, podcast apresentado por Ader Oliveira, gravada e publicada no canal do YouTube do projeto. O convidado é Christian Bezerra, COO da WPS (World Professional Surfers), entidade que representa os surfistas profissionais e atua como ponte institucional em pautas que envolvem os atletas do Championship Tour (CT).

Quem é a WPS e por que a opinião dela pesa

A WPS é uma organização que representa os interesses dos surfistas profissionais, especialmente os atletas que competem na elite mundial. Na entrevista, Christian comenta como essas propostas são percebidas do ponto de vista de quem está diretamente ligado ao dia a dia dos atletas e ao impacto que qualquer mudança pode gerar na preparação, no calendário e no caminho até a vaga olímpica.

O ponto central: calendário, meritocracia e previsibilidade

Durante a conversa, Christian destaca que o CT funciona como a principal plataforma competitiva do surfe profissional, com eventos ao longo do ano em diferentes condições e formatos. Para ele, qualquer alteração que aumente a dependência de eventos específicos pode criar cenários de maior imprevisibilidade e exigir ainda mais logística dentro de um calendário já muito intenso.

A discussão, portanto, não é apenas sobre números de vagas. Ela passa pela busca de um modelo que equilibre representatividade global, critérios esportivos, planejamento e justiça competitiva para quem está disputando a elite.

Debate internacional e interesse comum no melhor cenário

O processo olímpico envolve várias entidades e interesses diferentes. A ISA tem papel central por ser a federação internacional reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional. Já a WSL organiza o principal circuito profissional do esporte. No meio disso, a visão dos atletas e de seus representantes é uma peça importante para que o sistema final não gere distorções e preserve o nível técnico do surfe olímpico.

Assista a mais episódios no YouTube do Fala Papah!

Veja também nossa matéria em que a AOS Mídia publicou o tema em primeira mão:

 

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Gap no surfe brasileiro? Pinga e Cortez alertam

No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez debatem o gap no surfe brasileiro e analisam os impactos na base e no mercado.

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No Fala Papah, Pinga e Daniel Cortez analisam a formação da Brazilian Storm e projetam possível gap de até 10 anos no surfe brasileiro. Foto: Reprodução

O debate sobre um possível gap no surfe brasileiro ganhou força no Fala Papah após as análises de Luiz Henrique Pinga e Daniel Cortez sobre base, mercado e formação de atletas.

A fala surgiu dentro de um debate mais amplo sobre mercado, surfwear, investimento e formação de atletas. O tema repercutiu rapidamente entre profissionais do setor e também começou a circular fora do Brasil, levantando um ponto central: o surfe brasileiro não virou potência por acaso.

“Não foi à toa”: o que sustentou a Brazilian Storm

No recorte, os convidados lembram que a fase vitoriosa do Brasil foi consequência de um ecossistema mais sólido no passado: equipes estruturadas dentro das marcas, programas consistentes de base, viagens com atletas, ações estratégicas e um calendário nacional forte, que criava experiência competitiva.

Daniel Cortez cita, por exemplo, o período em que “a gente tinha 10 atletas” na equipe da Volcom, com um programa completo de desenvolvimento.

Já Pinga reforça um ponto essencial da formação:

“Tem que aprender a perder para começar a ganhar.”

Segundo ele, os circuitos nacionais e os formatos de transição ajudavam os jovens a entender o jogo do alto rendimento, preparando-os mentalmente e tecnicamente para o cenário mundial.

Por que eles acreditam que vem um “gap”

Na conversa, os participantes deixaram claro que não se trata de “caça às bruxas” nem de responsabilizar apenas um lado. Para eles, houve uma soma de fatores que foram alterando o ecossistema ao longo do tempo. No entanto, ele reconhece que o mercado de surfwear e o ambiente estrutural do esporte têm parcela importante nesse cenário.

Daniel Cortez complementa a análise com uma visão externa:

“Eu tô vendo o que tá rolando lá fora… os caras estão fazendo exatamente isso que a gente fez ali atrás e parou de fazer.”

A lógica apresentada no debate é direta: enquanto o Brasil reduziu parte da estrutura que sustentava a base, outros países passaram a investir justamente nesse modelo.

Austrália e Europa no radar

Cortez aponta a Austrália como exemplo de retomada estrutural. Já Pinga amplia o olhar e menciona o crescimento europeu, citando Espanha (especialmente as Canárias), além da evolução de Portugal e o surgimento de jovens talentos em diferentes centros do continente.

A leitura feita no episódio não é de que o surfe brasileiro perdeu relevância, mas de que o jogo internacional evoluiu — e que, sem investimento consistente na base, pode haver um intervalo significativo entre a geração atual e a próxima leva dominante.

Investir na base e pensar no longo prazo

No fim do trecho, eles reforçam que não existe um único culpado. Foram mudanças, decisões e adaptações ao longo do tempo que moldaram o cenário atual.

E também resumem o alerta: sem estrutura sólida e investimento contínuo, o país pode enfrentar um período de transição mais longo do que se imagina.

O debate não soa como pessimismo, mas como reflexão estratégica.

Assista ao episódio completo no Fala Papah:

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Bombando

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